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Tacos, burritos, Batman, Imagem & Ação, hotéis, mar e peixes.

21 de July de 2008, 22:34

O último fim de semana foi o “muito bom” em sua mais completa tradução.

No sábado recebemos amigos em casa, fomos todos para a cozinha e saímos de lá com um jantar mexicano absolutamente delicioso. Comemos, comemos, e aí quando nossos corpos já estavam saciados, fomos ao cinema saciar a alma com um bom filme: “Batman - O Cavaleiro das Trevas”.

Só que o filme do Batman não era um bom filme…

Na verdade, “Batman - O Cavaleiro das Trevas” é um EXCELENTE filme. E um marco histórico pois, finalmente, os super-heróis foram usados no cinema com a nobreza que realmente merecem (lembra do fiasco do último Homem-Aranha? Pois é). Saí do cinema com a impressão de que eu não havia assistido um filme de super-herói, e sim um drama psicológico da melhor qualidade construído sobre os mitos das figuras do Batman e do Coringa. Tanto que ele não é um filme fácil, do tipo “vá ver para se divertir e esquecer da vida”, pois, como bem disse o Vilaça

…como os personagens soam humanos, distanciando-se das figuras unidimensionais presentes em projetos similares, nosso investimento emocional na história cresce exponencialmente, já que passamos a temer por seus destinos.

Só não é o melhor de 2008 por causa de Wall-E.

Destaque para Maggie Gyllenhaal - que, diferentemente da Katie Holmes “Cruise”, tem cara de ser humano normal - e para a trilha sonora, muito mais presente ao longo do filme do que o “normal” e que me deixou satisfeitíssimo ao apostar em texturas diferentes das de “orquestras padrão de filme” para indicar os momentos de suspense. Tanto que, em vários momentos, a música me lembrava as faixas mais assustadoras do “Telegraphs in Negative”, do Set Fire to Flames (que fui obrigado a ouvir novamente, enquanto escrevo estas mal traçadas linhas).

E no domingo casa cheia de novo, dessa vez para macarronada e partidinhas amistosas de Imagem & Ação. Impagável ver amigos de longa data fazendo mímica da “Britney Spears”.

O problema foi que os serviços do Prof. Primo haviam sido evocados para a próxima segunda e terça-feira, então o fim-de-semana perfeito acabou pontualmente às 18:30, quando tive que deixar amigos, esposa e cachorro pra trás, me enfiar num táxi, depois num avião, depois em mais outro para, às duas da manhã, chegar à Fortaleza.

O sono era tanto que não me lembro exatamente como fui parar debaixo das cobertas. Mas me lembro que acordei, abri a janela e dei de cara com ISTO…

Fortaleza (de dia)

…e que, à noite, voltei pro hotel e dei de cara com ISTO…

Fortaleza (de noite)

…e que estou escrevendo este post levemente amolecido após jantar uma moqueca de peixe.

Ah, e durante o treinamento eu fui ajudar um dos grupos a fazer um exercício. Olhei as caras femininas em frente ao computador e quis ser simpático:

- E aí, como está indo o grupo das meninas?

Olhei novamente para o grupo e completei, gaguejando?

- Erm… e do menino também?


O Primo recomenda: Wall-E

30 de June de 2008, 11:51

Sim, assisti este final de semana. É o melhor filme da Pixar, melhor que Os Incríveis ou Toy Story. Infinitamente melhor. E mais: no meu ranking pessoal é o melhor filme de 2008 até agora.

A opinião da crítica parece ser a mesma. No Metacritic a nota do filme é altíssima: 93 (de 100), o que o torna o segundo melhor filme de animação, só perdendo para Ratatouille. E no ranking geral ele está no 19° lugar, à frente do primeiro Senhor dos Anéis ou (gasp!) do primeiro Star Wars. O filme é tão bom que Pablo Villaça, por exemplo, estava de cama após uma cirurgia mas mesmo assim escreveu sua crítica no site do Cinema em Cena - e deu cinco estrelas para o filme:

E como, depois de assistir à magnífica e apaixonante experiência representada por WALL-E, eu poderia deixar de escrever sobre este filme que parece representar uma espécie de mistura perfeita de Chaplin, Kubrick e Disney?

É sério, pessoal. Vá ao cinema e veja WALL-E. Não importa se for uma sessão dublada, não faz diferença nenhuma.

Em tempo: como bom nerd que sou, não podia deixar de fazer uma comparação que não me saiu da cabeça até agora. Os fanboys vão ter um troço…

Wall-E vs. EVA, PC vs. Mac

Se bem que o Wall-E faz o mesmo barulhinho do Mac quando dá boot. Esses caras da Pixar estão confundindo a gente!


Coisas do fim de semana

19 de May de 2008, 22:22

A minha rotina de final da sexta-feira usualmente inclui aeroportos, táxis e, ao chegar em casa, ser recebido por um cachorro alucinado pulando na minha perna.

Só que desta vez eram dois cachorros…

20080519

O outro é Banzé, autêntico vira-lata, pertencente à uma amiga de Bethania, que estava “hospedado” lá em casa enquanto ela viajava. A estadia foi relativamente tranquila e me fez aprender duas coisas sobre cachorros:

  • Cães sentem ciúme. Muito ciúme. Pavlov quase morria de ódio quando eu brincava com Banzé.
  • Cães machos começam a “marcar território” desenfreadamente quando colocados no mesmo ambiente. Isso eu descobri ao ver uma mancha amarelada enorme no edredom que cobria a minha cama.

Aí, quase meia-noite, e lá fui eu fui ao supermercado comprar outro edredom para poder sobreviver à esse frio paulistano. Passando pelo estacionamento, vejo três caras em volta de um carro, portas abertas, som ligado. Um deles se levanta e, completamente de repente, começa a fazer a dancinha do Soulja Boy. Foi épico!

Ainda no ramo das dancinhas: sábado fomos levar os caninos no Ibirapuera e vi uma rodinha de adolescentes com trance “bate-estaca” tocando na maior altura e todo mundo dançando uma mistura psicodélica de Soulja Boy + “moonwalk” do Michael Jackson + Dance Dance Revolution. Perguntei um dos moleques e ele me disse que aquilo era um tal “Hardstyle”.

Pelo que a Wikipedia me disse, existe toda uma cena dessas dancinhas “Hard-qualquer coisa” (esse vídeo mostra algumas variantes). A origem parece ser um tal “Melbourne Shuffle”, que nasceu nos anos 80/90 e ganhou um impulso todo novo por conta do YouTube.

Anoiteceu, e a noite paulistana é famosa no Brasil inteiro pela sua diversidade: tem de tudo, pra todos os gostos, o tempo todo. Fato comprovado, já que no sábado à noite eu e Bethania fomos parar em… um evento beneficente do 1o Grupo Escoteiro São Paulo. Mas foi ótimo, tinha pizza à vontade e aprendemos com os escoteiros que dá pra cozinhar um ovo no espeto. Sim, nós também duvidamos. Sim, nós também fomos procurar vídeos disso no YouTube.

O domingo foi um dia preguiçoso, composto basicamente pelo edredom novo, eu, Bethania e o Discovery Channel. No final do dia fomos ao cinema pra ver “Quebrando a banca”, baseado em livro homônimo (que, me disseram, é melhor que o filme) sobre moleques superdotados que vão à Las Vegas, contam cartas de blackjack e… bem, quebram a banca. Uma das cenas não me saiu da cabeça e não consegui dormir enquanto não entendi o assunto: era uma onde professor e aluno discutiam o chamado “Problema de Monty Hall”, cujo enunciado é mais ou menos o seguinte:

Suponha que você está num programa de auditório e tem 3 portas para escolher. Em uma delas tem um carro; nas outras duas, cabras. Você escolhe uma porta - a número 1, por exemplo - e o apresentador, que sabe o que há atrás das portas, abre outra porta - a número 3, por exemplo - aonde há uma cabra. Daí ele lhe dá uma chance de trocar sua escolha para a porta número 2. É mais vantajoso trocar sua escolha de porta?

A resposta correta é totalmente contra-intuitiva: trocar de porta faz com que suas chances de ganhar aumentem para 66,6%. Eu levei um tempão para entender esta resposta, já que pra mim (e para 10.000 leitores de uma revista americana onde este problema foi publicado) as chances de ganhar trocando ou não de porta eram de 50%. É um bom quebra-cuca.


E hoje eu assisti Homem de Ferro!

7 de May de 2008, 0:16

20080507

Um filme patrocinado por:

  • Dell
  • Burger King
  • Rolling Stone
  • Wired
  • Caesars Palace
  • Audi
  • Hummer

…e mais um monte de marcas que precisam ser um pouquinho mais discretas ao fazer product placement.

(Update: Foi o Davi que avisou que o nome certo é “product placement”. Valeu!)


Sessão Primo de filmes ruins com mulheres dando porrada

8 de October de 2007, 19:24

Este ano tem sido bem ruim para o cinema norte-americano. Lançamentos horríveis, pouquíssimos roteiros originais, uma overdose de continuações toscas, adaptações de livros/filmes/quadrinhos/jogos que chegam a dar pena, etc. Assim, para comemorar este estado catastrófico de Hollywood, resolvi fazer uma sessão de "filmes ruins com mulheres dando porrada", pra poder fazer piadas aqui no blog.

As vítimas os escolhidos foram duas adaptações caça-níquel, uma de um jogo e outra de um desenho animado: Dead Or Alive e Aeon Flux!

Dead Or Alive (DOA - Vivo ou Morto)

Cartaz DOA Provavelmente as instruções do diretor para a equipe, ao começar as filmagens, foram: "temos que fazer um filme sexy, mostrar muita mulher de biquíni, muita porrada, mas tem que ser um filme pra criança! O filme NÃO pode ser classificado pra maiores de 12 anos!". Ele acertou na mosca.

Dead Or Alive é, basicamente, mulheres de biquíni quebrando o pau, ora entre elas mesmas, ora com uns personagens masculinos patéticos de roupas (e cabelos) coloridos, ora com centenas de milhares de inimigos com apenas 1 HP - aqueles, que desmaiam com um chute na canela, sabe?

É desnecessário dizer que eu não esperava um bom roteiro ou personagens legais, mas o pessoal abusou. Pra começo de conversa, o filme tinha vinhetas entre as cenas. Vinhetas!! Um letreiro bizarro "DOA" que voava pra dentro e pra fora entre uma cena e outra. Os atores também iam de mal a pior. Eu quase tinha um troço de tanto rir quando via, por exemplo, o ninja Hayabusa, que atuava como se fosse o Moss do "The IT Crowd". A personagem principal (Kazumi) é interpretada por uma atriz que mais parece um zumbi sem expressão. Se ela fosse a atriz mais bonita do elenco o destaque até se justificaria, mas ela é uma das mais sem-graça. Principalmente quando comparada àquela que me deixou babando o filme todo… Tina Armstrong.

Tina Armstrong
A Tina original dos jogos e a versão de "carne e osso". E que carnes!

Vou te contar, a Tina - interpretada pela belíssima Jaime Pressly - ficou de cair o queixo. Coincidentemente, eu só jogava Dead Or Alive no fliperama com a Tina. Lembro que até andava com uma lista dos golpes e combos dela, dobradinha na minha carteira, pra consultar quando eu fosse jogar (pô, eram dezenas de golpes, e eu era um adolescente nerd! Eu mereço um desconto!).

O final do filme - que não dura nem 1:15h - não poderia ter sido mais manjado. O vilão aciona uma autodestruição, aparece um contador regressivo e todos escaparam no último minuto de uma explosão que aniquila tudo - mas não sem antes encher o malvadão de porrada.

Pablo Vilaça, meu "deus" particular do cinema (como diz Bethania), deu ao filme a classificação mínima - uma estrela, e falou mal de tudo. Tenho pena do Vilaça, que tem que avaliar a sério filmes que nem eram pra ser sérios.

Ah, e tem o trailer no YouTube, pra vocês sentirem o nível.

Aeon Flux

20071006_3 Aeon Flux foi a "zebra" da minha sessão cinema. Eu esperava um filme horrível, e o que vi foi até interessante!

A primeira boa surpresa vem do ponto de vista estético. Aeon Flux é um filme muito bonito. Tudo é elegantemente "muderno": as roupas, as locações (muito bem escolhidas por sinal), os diálogos, a tecnologia e armamentos inventados para a época futurista aonde o filme se passa, etc. Além disso, o roteiro gira em torno de um mistério interessante - tanto que nem precisei prestar atenção nas "belezas naturais" de Charlize Theron para não dormir.

Claro que a Aeon Flux original, dos desenhos de Peter Cheng, é um personagem muito mais legal do que o que Charlize Theron representou. Nos desenhos, Aeon é mais fria, mais ágil na "hora do pau" e tem um toque fetichista muito legal que não apareceu em momento algum do filme. E o roteiro, além de algumas inconsistências, é muito reticente em alguns momentos, o que acaba deixando tudo meio blasé demais. Mas, somando tudo e noves fora, Aeon Flux é legal - embora os desenhos originais da MTV continuem sendo melhores.


O Primo recomenda - O Balconista 2

30 de September de 2007, 21:33

Os quatro atores principais de O Balconista 2

Antes de mais nada eu devo agradecimentos inflamadíssimos a Norton, que me mostrou o primeiro balconista e que gentilmente me cedeu uma cópia do segundo filme - filme este que eu havia esquecido completamente. Não fosse ele e eu não veria essa obra-prima.

Eu estava lendo as opiniões do Metacritic e alguém disse que “O Balconista 2″ é um “feel good movie”, ou seja, um filme daqueles que você assiste e sai se sentindo feliz e de bem com a vida. E é a mais pura verdade. Acontece que é um “feel good movie” sobre balconistas de lanchonete (um dos empregos mais sem futuro do universo) cheio de piadas sobre negros e deficientes físicos, sarcasmo sobre o conservacionismo cristão, histórias de sexo com animais e comentários grotescos sobre clítoris gigantes e “ass to mouth” (se você não sabe o que é isso, não queira saber).

Mas esta faceta esquisita é apenas um dos lados do filme. Tem também o lado nerd, que é divertidíssimo e enche o roteiro de referências cinematográficas. A paródia de Jay (da dupla Jay e Silent Bob) do filme “O Silêncio dos Inocentes” me fez rir como há muito tempo eu não ria de um filme. Tem também inúmeras referências ao primeiro filme, piadas sobre Guerra nas Estrelas - incluindo a clássica disputa de quem atirou primeiro, Han Solo ou Greedo -, Transformers ou O Senhor dos Anéis. E a nerdice não é sem propósito: conforme o filme progride, várias piadas e referências mostram função. No fim do filme, por exemplo, a famosa frase “um anel para todos governar” é usada num contexto simplesmente genial e completamente amarrado com os dilemas propostos pelo roteiro.

E é no roteiro que reside a genialidade dos filmes de Kevin Smith. Alguns diálogos entre Dante e Randal são absolutamente geniais, e ao mesmo tempo completamente factíveis. Some-se a isso o excelente trabalho dos atores (todos, sem exceção) e os personagens nunca parecem atores recitando um roteiro. Eles são tão “de verdade” que realmente se parecem com os funcionários de um McDonalds da vida. E, no fundo, é isso que permite que, no meio do bestialismo e das piadas pornográficas, o público se identifique com os personagens e seu dilema principal: o que é melhor? Viver uma vida pré-programada, a vida que “todo mundo leva”, ou viver uma vida que seja do tamanho dos seus próprios sonhos? Independentemente da resposta, ao terminar de assistir, você vai se sentir feliz - mesmo se for um balconista.

Se quiser, tem um trailer no YouTube. E se ver o filme todo, não deixe de ler os agradecimentos de Kevin Smith nos créditos finais. Até eles são engraçados. E agora eu vou ficar cantarolando “goodbye horses” e me lembrando de Buffalo Bill até semana que vem…


Grandes questões do universo

28 de September de 2007, 13:26

Kottke levantou uma questão realmente intrigante:

Suponha que você virou papai e é cinéfilo. Quando seu(sua) filho(a) tiver a idade apropriada para começar a ver filmes, em que ordem você passaria para ele/ela os seis filmes da série Star Wars? Pela ordem original de lançamento (Star Wars, Império contra-ataca, Retorno de Jedi, Ameaça Fantasma, Clones, Sith) ou pela cronologia dos filmes (Ameaça Fantasma, Clones, Sith, Star Wars, Império contra-ataca, Retorno de Jedi)?

Pra mim a resposta é óbvia: pela ordem original de lançamento. Primeiro meu filho vai ver os clássicos, depois os mais porcaria. E você, o que acha?


Quarteto Fantástico - Clássico da Sessão da Tarde ou comédia ruim da Warner?

9 de July de 2007, 21:34

No fim de semana eu assisti o Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado.

Dizem que o roteiro gira em torno do Quarteto investigando anomalias por todo o planeta (provocadas pelo Surfista Prateado) e, no fim, tentando salvar a Terra de ser devorada por Galactus - pateticamente representado por uma nuvem preta.

Mas a história real poderia ser resumida mais ou menos assim (leia imaginando a voz do locutor das chamadas da Sessão da Tarde):

“Uma galera muito pirada! Tem penetra no casamento do Doutor Fantástico com a Mulher Invisível: os vilões Dr. Destino, Surfista Prateado e Galactus aprontam as maiores confusões, e o Quarteto precisa salvar a terra - antes de se tornarem felizes para sempre!”

Há tempos eu não via um filme tão ruim. Eu podia jurar que aquilo era uma comédia pastelão, escrita sobre um roteiro rejeitado para um episódio de “My Wife and Kids” ou “The King of Queens”. Eu quase podia ouvir as risadinhas enlatadas entre uma piada (sem graça) e outra (horrível).

Mas nem tudo foi ruim. No final da sessão eu ganhei um brinde: uma máscara do Coisa e outra do Tocha Humana! UAAAU!


“Tá na hora do PAU!”


As piores cenas de filmes de todos os tempos

22 de June de 2007, 20:41

E eu que achava que não havia nada pior do que Anaconda…

(Via Boteco)