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Pavlov – Um artista de vanguarda (parte 4)

20 de agosto de 2007, 18:27

(Leia também a parte um, dois, três e o “bônus”)

No último sabado eu estava no computador quando Pavlov chegou e se assentou ao meu lado. Estava roendo alguma coisa.

Passei a mão em sua cabeça e perguntei: “E aí, o que você está comendo?”

Instantes depois eu estava praticamente em estado de choque, completamente sem palavras: Pavlov tinha em suas garras uma nova obra de arte…


Celular
(Plástico e materiais diversos – 2007 – Acervo do artista)

Este é mais um genial trabalho plástico, um work in progress de “evisceração” de ready-mades eletrônicos. É toda a fúria animal de Pavlov, expressada em suas dentadas e garradas, buscando evocar em quem contempla seu trabalho toda uma gama de sentimentos primitivos de ódio, revolta e violência (como eu mesmo senti).

Curiosamente, o celular não ficou completamente destruído: apenas a tampinha traseira foi mastigada. Com isto, Pavlov manda uma clara e curiosa mensagem de que “sem a casca, o conteúdo perde o valor” e, assim, confronta o valor estético do aparelho contra seu valor funcional. E neste confronto apenas o artista sai ganhando…


Fones de ouvido – Os bons, os ruins, as dicas

18 de julho de 2007, 11:48
Princesa Léia e seus fones

Não, eu não vivo sem meus fones de ouvido. Pra vocês terem uma idéia, eu ando com três deles na minha mochila, o tempo todo.

É uma delícia botar um bom fone nas orelhas, se desligar da barulhada usual do mundo e descobrir detalhes das minhas músicas que nunca seriam audíveis em caixas de som normais.

Acontece que é difícil separar o joio do trigo ao tentar comprar bons fones de ouvido. Portanto, aqui vai um pouquinho da minha modesta experiência pra ajudar quem se interessar. Não sou um audiófilo experiente, então posso ter errado em alguma coisa. Neste caso, me xingue nos comentários que eu conserto.

Tipos de fone de ouvido

Earbuds (às vezes chamados intra-auriculares, embora não seja o correto): São aqueles pequenos que você enfia na orelha. A maioria dos fones que você vê por aí são do tipo “earbud”. Fones desse tipo são muito fáceis de achar. Fones bons desse tipo são bem difíceis de achar.

Como são muito pequenos, os earbuds – tanto os vagabundos quanto os de qualidade – não conseguem reproduzir com perfeição os sons mais graves. Outra desvantagem é que eles não são bons para ambientes barulhentos, tipo ônibus ou avião. Aí você aumenta o volume pra compensar e, daqui a alguns anos, acaba trocando o fone por um aparelho de surdez…

Supra-auriculares (headsets): É o “fone de DJ”, aquele modelo grandão e almofadado que você usa sobre a orelha. São confortáves, fáceis de colocar e tirar, e os modelos com traseira fechada bloqueiam boa parte dos ruídos externos. Como são maiores, reproduzem o som com maior fidelidade e são menos nocivos à audição, porque ficam mais longe do seu tímpano do que os earbuds. Mas são mais caros, não são lá muito portáteis e nem discretos (se você tentar usar um deles durante a aula, sua professora vai notar).

Fones supra-auriculares são particularmente bons para usar com jogos de PC, principalmente os de tiro em primeira pessoa.

Intra-auriculares (in-ear ou canalphones): Eles tem um formato esquisito e um jeito ainda mais estranho de usar: você enfia os fones dentro do canal auditivo. E isso, meus caros, é a melhor coisa do mundo.

Fones intra-auriculares são tão discretos e portáteis quanto os earbuds, tem uma qualidade sonora maravilhosa e isolam praticamente TODO o ruído externo – o que é um perigo na hora do cooper, por exemplo. Você só vai perceber que entrou na frente do ônibus quando ele te atropelar, já que a buzina, a freada e o rugido do motor jamais chegarão aos seus tímpanos.

Claro que esse poder todo tem seu preço: fones intra-auriculares são caros. Além disso, o uso dentro do canal auditivo não é exatamente confortável. E, de vez em quando, você vai ter a desagradável tarefa de limpar restos de cera de ouvido deles.

Fones que conheço e recomendo

Qualquer fone que venha junto com algum produto bom (iPod, MP3 player, notebook, etc). Estes tem que ser no mínimo razoáveis, porque senão comprometem o produto que acompanham. Imagine se os fones do iPod tivessem um som ruim: ninguém ia culpar os fones, todo mundo ia sair dizendo que “o iPod é uma droga”. Por isso os fabricantes espertos não bobeiam e capricham na qualidade destes fones.

Os dois fones que uso diariamente são o do meu iPod e o que veio com meu finado m:robe MR100.

Philips SBCHP195. Esse é relativamente fácil de achar no Brasil. Ele é bom, durável, o cabo é grande e o som é muito bom, apesar de puxar um pouquinho pros graves. É a melhor opção que conheço para fones supra-auriculares.

Um aviso: estes fones são contra-indicados para filmes de terror. Pra vocês terem uma idéia, eu só tive coragem de assistir O Iluminado até o fim depois que tirei os fones. É que a música funciona muito melhor com eles – o que não é nada desejável quando o objetivo da música é tornar as cenas ainda mais assustadoras…

Shure E3C. Intra-auriculares com isolamento acústico. Não são baratos, mas são magníficos. Esses eu descrevi em detalhes neste post.

Fones que conheço e NÃO recomendo:

Qualquer um da marca Coby. Nunca vou me esquecer da última vez que ouvi algo através de um fone Coby: botei os fones nos ouvidos, apertei o play do meu Winamp e, conforme a música soava, eu me sentia fisicamente mal. O barulho que aquela porcaria produzia era uma mistura de rádio AM com telefone de latinha. Eu fiquei tão revoltado que joguei os fones no lixo, após alguns segundos de uso.

Na verdade, é bom você tomar cuidado com a maioria dos fones tipo earbud, mesmo os de marca boa (Philips, Sony, etc), pois vários são low end (feitos pra vender barato e, portanto, sem qualidade)

Koss Plug. Comprei um deles quando estava no Canadá e, na época, achei ótimo: baratinho, o isolamento acústico era uma beleza, na academia ele tapava aquelas músicas chatas vindas da aula de spinning, e ele era um bom apoio para amenizar 10 horas de motor de avião rugindo na sua orelha enquanto eu voava de volta pro Brasil.

Acontece que o The Plug puxa demais para os graves. Todos os detalhes mais agudos da música se perdem no oceano de “uoooomp, wuooomp” do baixo e da bateria. É como se você botasse um subwoofer dentro da orelha.

Bem, se você gosta de funk, vai fundo que o The Plug é ideal pra você…

Fones com controle de volume, no fio ou nos próprios fones. Esse controle de volume pode até ser prático, mas normalmente degrada a qualidade do som.

Dois cuidados básicos para seu fone de ouvido durar bastante

Guarde seu fone com o fio enrolado gentilmente, sem forçar – principalmente perto do conector, o primeiro lugar aonde o mau contato aparece quando o fone é maltratado.

JAMAIS sopre dentro dos fones para tirar sujeira ou poeira. Por dentro, o fone é uma micro-caixa de som, com um diafragma mais delicado do que a torcida do Cruzeiro. Estraga mais fácil do que você imagina.

Outras informações interessantes

O site Inside Home Recording tem uma avaliação de vários modelos, desde os foninhos do iPod até os modelos mais caros. Meus fones Shure E3C ficaram em segundo lugar na avaliação deles.

O Headphone Reviews tem avaliações de 298 fones diferentes, feitas pelos próprios usuários do site. Tem também um ranking com os TOP 10 fones de cada tipo.

Já ouviu falar em “amaciar” motor de carro? Pois é: dizem que fones de ouvido também tendem a melhorar conforme vão sendo “amaciados” com o uso.

É isso. Se você concorda, discorda ou quer acrescentar alguma coisa, os comentários tão aí para isso. Vai fundo.


iPhone começa a ser vendido na sexta – mas já tem reviews

27 de junho de 2007, 10:22

O iPhone, apelidado pelo pessoal do Gizmodo de "Jesus phone" (nada mais apropriado), estava sendo testado nas últimas semanas pelo pessoal do Wall Street Journal, New York Times, USA Today e Newsweek. Estrategicamente, os reviews começaram a ser publicados há alguns dias.

David Pogue, do NY Times, conta que ele é maravilhoso, mas imperfeito. O design é (obviamente) lindo, a tela é maravilhosa, o teclado na tela é ruim de usar e a câmera é boa apenas se tiver muita luz ambiente ou o objeto fotografado estiver parado. Ele conta também que você escolhe o seu plano com a operadora de celular (AT&T) pelo iTunes mesmo, sem ter que ligar para algum 0800 e esperar horas por uma atendente, o que é bem prático.

Além disso, Pogue fez um vídeozinho bem-humorado mostrando que você não pode retirá-lo do bolso na rua ou sequer mencionar que tem o aparelho, pois isto vai fazer com que hordas de pessoas corram atrás de você pedindo pra vê-lo…

Edward Baig, do USA Today, pareceu gostar mais do iPhone, mas alerta que ele é caro (não diga!), não tem suporte aos jogos do iTunes, a câmera é meio ruim de usar e ele não grava vídeos. Mas é leve e confortável. A famosa click wheel do iPod, obviamente, desapareceu, mas Baig não sentiu a menor saudade e achou a nova interface – com CoverFlow e tudo – bem melhor.

Walt Mossberg, do Wall Street Journal, resume dizendo que "apesar de algumas falhas e da falta de algumas funcionalidades, o iPhone é, no geral, um lindo e revolucionário computador de bolso". Pra ele a bateria realmente dura bastante e o teclado na tela não é lá tão ruim – embora você tenha que alternar para um teclado de símbolos para digitar uma vírgula ou um ponto final, o que não é nada prático.

Steven Levy, da Newsweek, se esbaldou com o aparelho: "Durante minhas viagens e esperas em aeroportos, eu pude checar meu email, me localizar no centro da cidade, pegar umas dicas de lugares para ver com um velho amigo cujo número eu não tenho sempre à mão, ver a previsão do tempo para Nova Iorque e Washington, acompanhar a pontuação de jogos de baseball, ler uns blogs, ouvir um antigo show de Neil Young e me distrair com uns vídeos bestas do YouTube ou um episódio de 'Weeds' – tudo com uma carga de bateria". Segundo ele, o iPhone é um raro exemplo de convergência onde as coisas realmente convergem.

No geral, todos ficaram loucos com a resolução da tela – que parece ser mesmo durável e resistente a arranhões, a interface maravilhosa, a funcionalidade do navegador web e o voice mail visual – nada de caixa postal com voz gravada dizendo "você… tem… dois… recados". E todos detestaram a operadora à qual o iPhone está amarrado (AT&T). Pra mim isso é um bom soco no rim da Apple: quem manda fazer essas parcerias esquisitas e tirar a liberdade do usuário?

Outros possíveis incômodos revelados pelos reviews:

- O conector para o fone de ouvido é meio "afundado" no aparelho, o que pode inviabilizar o uso de outros fones de ouvido diferentes do original;
- A interface não tem copiar/colar;
- O iPhone NÃO tem MMS (apenas SMS);
- O iPhone NÃO permite usar seus MP3 como ringtones. Sim, você leu certo. Eu espero que um upgrade de firmware da Apple corrija isto rapidinho, senão…


Um mouse deitado que promete acabar com as tendinites

25 de junho de 2007, 22:21

Este é o VerticalMouse 3, da empresa Evoluent, que promete alívio para os tendões cansados pelos mouses convencionais.

Este estilo “mouse derretido” é, na verdade, o resultado da ajuda de especialistas em ergonomia da Universidade de Berkeley, na Califórnia. Eles dizem que a posição de “aperto de mão” que você usa para manusear este mouse é a mais confortável possível para a musculatura do braço aguentar horas e horas de cliques. E dizem também este é o único mouse vendido no campus deles. Aposto que é um sucesso no curso de Belas Artes…

(Fonte: Slashdot)


Pen drive em forma de pasta!

24 de junho de 2007, 9:43

Enquanto o embasbacante teclado Optimus Prime não sai, parece que os designers do Art Lebedev Studios estão gastando o fosfato restante da cabeça deles com pensamentos supercriativos: “Hmm… pessoas… pessoas guardam arquivos em… pastas!”.

E aí lançaram este pen drive cuti-cuti aí embaixo.

Então, pegou a metáfora? Uma pasta real que guarda pastas virtuais. Uau.

É muito bonitinho e tal, mas essa largura toda não é nada funcional, já que a maioria das portas USB que conheço tem pouco ou nenhum espaço em volta do conector.

(Fonte: Gizmodo)


Meu nome é Monome

18 de maio de 2007, 0:17

Quando Daedelus esteve em São Paulo (e eu, obviamente, nem fiquei sabendo) ele se apresentou usando algo que foi descrito no fórum do Rraurl como “um controlador MIDI com 300 botões”.

Na verdade são 64 e a coisa se chama Monome 40h.

De acordo com o site deles: “O Monome 40h é uma matriz de 64 botões iluminados e configuráveis. Os botões podem ser configurados como chaves liga-desliga, agrupamentos e controles deslizantes, ou organizados em sistemas mais sofisticados para monitorar e disparar porções específicas de samples, exibir vídeo de 1 bit, interagir com modelos físicos dinâmicos e jogos. O pressionar dos botões e a indicação visual são, por design, independentes: a correlação é definida por cada uma das aplicações”

Eu ví o videozinho que tem logo na página inicial e… nerdgasm!!!! Bem que eu queria um, mas custa quinhentas doletas e não tem mais pra vender, já que o Monome 40h é feito à mão…


Toques de celular d’O Primo

5 de abril de 2007, 8:21

Antigamente, o toque de celular servia apenas para avisar que alguém estava te ligando. Hoje em dia ele serve para várias outras coisas: mostrar ao mundo seu gosto (ou desgosto) musical, agradar, irritar, fazer os outros rirem com você, fazer os outros rirem de você…

Foi assim, pensando no seu bem-estar social, que O Primo preparou alguns toques de celular especiais. Únicos. Diferentões mesmo. São estes:


Eeeeelectricity!

O que é: Música antiga, educacional, que fala sobre eletricidade. A letra é fantástica.
Use para: Dar uma de “nerd chique retrô”
Origem: Pinçada de um dos ótimos DJ sets de ambient do DF Tram.


Don’t you touch me tomato!

O que é: Música antiga em cuja letra a cantora diz para não pegarem no “tomate” dela. Cheia de eufemismos, hã, “vegetais”…
Use para: Dar uma de “engraçadinho chique retrô”
Origem: Pinçada de um dos ótimos DJ sets de ambient do DF Tram.


Música do bar gay do filme “Loucademia de Polícia”

O que é: Sabe aquele bar gay do filme Loucademia de Polícia? Sabe a música que sempre toca quando eles entram lá? Pois é.
Use para: Atrair olhares bastante confusos durante uma reunião de trabalho
Origem: YouTube!


Half-Life 2: Overwatch Radio

O que é: Sons de bate-papo via rádio dos Combine no Half-Life 2.
Use para: Ótimo para tocar quando você receber mensagens SMS.
Origem: Eu que fiz, fuçando os arquivos do jogo e montando tudo depois.


Smells Like Teen Spirit “na boca”

O que é: Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, tocada todinha com a boca!
Use para: Provocar risadas em quem estiver perto e fazer Kurt Cobain se remexer no túmulo.
Origem: É obra do mesmo cara que faz os arranjos vocais dos discos da Bjork.


Ai, fone!

10 de janeiro de 2007, 8:29

E lá vem o iPhone. Babei feio nas especificações (traduzidas abaixo, do CoolHunting):

“…combina iPod widescreen, telefone GSM e conectividade com internet no mesmo aparelho – Steve Jobs o chama de ‘uma revolução de primeira categoria’
(…)
Os recursos de
multi-touch são os que mais inspiram os ‘oohs’ e ‘aaahs’, permitindo que o usuário faça coisas do tipo aumentar o zoom no Google Maps pinçando a tela com os dedos
(…)
Com espessura de apenas 11,6 mm, o telefone possui câmera de 2 megapixels, um conector para fones de ouvido de 3,5 mm, alto-falante, microfone, conector padrão iPod, tela de 3,5 polegadas com resolução de 160 ppi – a maior resolução já produzida neste tamanho – e apenas um botão, “home”. Internamente, o iPhone tem Wi-Fi e Bluetooth 2.0″

E além de tudo, é (obviamente) lindo.

Ontem, TODOS os sites e blogs que eu leio diariamente deram a notícia do lançamento do iPhone. No Gizmodo ele foi chamado até de “Jesus Phone”…

Não perca no site da Apple, a demonstração de como ele toca vídeo (usando um trecho de “The Office”, yay!)


Fo’ Shure!

2 de janeiro de 2007, 17:48

Papai Noel mandou um presente pra mim… agora sou um feliz possuidor de fones de ouvido E2c, da Shure.


Eles são feinhos mas tocam uma barbaridade…

Os fones são de uma linha de produtos que a Shure produzia, originalmente, para músicos profissionais e que agora vende para os pobres mortais como eu e você. Em outras palavras, eles são simplesmente fabulosos. É como se eles dessem uma extensão sobrenatural da audição normal. Já imaginou se, de repente, você ganhasse uma super-audição estilo Demolidor e, ao ouvir música, começasse a perceber o som que o mecanismo das teclas do piano faz? Ou ouvisse aquele leve zumbido elétrico que o amplificador da guitarra faz quando está ocioso? Pois é exatamente isso que eu ando ouvindo nas minhas músicas. É uma delícia.

Isso acontece porque os fones são intra-auriculares e tem isolamento acústico, ou seja, você usa os fones levemente enfiados no canal auditivo e não dá pra ouvir ABSOLUTAMENTE NENHUM som exterior. É o paraíso de quem, como eu, adora ouvir música no avião: o ronco dos motores some num passe de mágica, e quando a aeromoça vem me xingar porque preciso desligar o iPod pra decolagem, eu vejo os lábios dela se movendo e não faço a mínima idéia do que ela quer dizer…

Pra você saber a diferença que o isolamento acústico faz, veja esta demonstração no site da Shure. Eu garanto que é exatamente igual tá lá.


15 de Novembro

17 de novembro de 2006, 8:04

A pior coisa para um consultor é feriado no meio de semana, porque não dá nem pra trabalhar nem pra descansar direito.

Ontem foi exatamente assim: eu acordei, trabalhei um pouco no hotel, depois peguei um táxi e fui ao Stand Center da Av. Paulista pra comprar um mouse ótico.

Engraçado… agora eu estou bem aqui olhando pro mouse. É um mouse Microsoft. A logomarca está estampada nele, grandona… “Maicro-sófite”. Fosse alguns anos atrás e eu jamais compraria um mouse Microsoft. Questão de “princípios”. Eu compraria um mouse genericão mesmo e, quando ele desse pau, eu mesmo o abriria pra tentar consertar. Coisa de nerd macho. Agora eu só penso em ter um ano de garantia e um número de telefone pra poder ligar e achar uma autorizada…

Mas voltando ao feriado: o resto do dia eu passei a pé, numa peregrinação voluntária: andei da Paulista até o Ibirapuera, passei mais de duas horas andando na Bienal, e depois andei até o Itaim Bibi, onde fica o hotel. Basicamente, eu andei das onze da manhã até as seis da tarde.

Aí o dia de lazer acabou e eu tive que ir pra rodoviária. O destino? Windturn City, cidade do meu coração…


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