Pedaços de posts que nunca concluí

Em nenhuma ordem ou contexto específico (Viva o caos!).


Teorias sobre motivação, existem várias. Apenas duas funcionam: 1) Dinheiro e 2) Café. Tem também o 3) Sexo, mas essa tem uma série de complicações jurídicas quando usada em ambientes corporativos.


  • E esses bonequinhos 3D em overlay no campo, hein Globo? Tá parecendo Age of Empires…
  • Que mau gosto o dessa camisa do Flamengo. A fonte do nome do jogador é a mesma dos filmes do Homem Aranha que é a mesma do Playstation 3.
  • Esses gritos de guerra do Flamengo não rimam não? “Dá-lhe dá-lhe ô / Mengão do meu coração”?
  • (Quando a TV digital dá interferência e a tela se enche de “glitches”): E pensar que meus filhos nunca vão saber o que são chuviscos de uma TV analógica fora do ar…

Então que agora eu virei consultor-líder do maior contrato do ano da minha empresa de consultoria e meu dia de trabalho consiste, basicamente, de um continuum de reuniões.

Ontem uma delas era para acertar o escopo do trabalho com uma das gerentes do cliente. Daí que eu cheguei e me sentei na mesa todo pimpão e todo mundo tava batendo cabeça e eu incorporei o exu de consultor-líder e saí, ao mesmo tempo, colocando ordem na bagaça e tomando cuidado para não desautorizar a mulher (que, pô, era a gerente da coisa). E ela lá, só ouvindo.

Até que, no meio do meu “leadership spree” eu saio falando que…

– …então acho importante seguir as orientações da Miriam.

E ela rebate:

– Meu nome é Luiza.


Brunetto
Comida Italiana – Site: Não tem.
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 465 – Itaim Bibi

Sabe, normalmente a comida italiana me motiva… motiva a tirar um cochilo depois. Só que a do Brunetto (onde almocei hoje) estava TÃO boa que me motivou a escrever este post. Diz Bethania que os donos moraram na Itália, então deve ser por isso que as massas são tão gostosas. Ah, não deixe também de comer a bruschetta do Brunetto (por mais transsexual que isso possa parecer).

Kebaberia
Kebabs (comida árabe) – http://www.kebaberia.com.br/
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 777 – Itaim Bibi Rua Joaquim Floriano 179 – Itaim Bibi

Quando se pensa em Oriente Médio normalmente o que vem à cabeça é "terrorismo", "petróleo", "Prince of Persia"… e, por último, a comida do Habibs. Então os kebabs – "enrolados" de carne grelhada, originados no Irã – acabam passando despercebidos. Mas são uma delícia, é como se fosse a fast-food das arábias.

No almoço é bem cheio, então dá um ótimo lugar para ataque de homem-bomba chegue cedo.

Bolados
Lanches e sucos – http://www.boladossucos.com.br/
Rua Joaquim Floriano, 373 – Itaim Bibi

Minha mulher odeia o Bolados: “Sanduíche não é almoço”, diz ela. No cardápio tem um de peito de peru com tomate seco que discorda veementemente. Vale lembrar que o Bolados, além de bom, é barato, tornando-se uma ótima sugestão para os dias em que sua carteira teve crises bulímicas e tá magrela.

Pibu’s
Lanches – http://www.pibus.com.br/
Av. Pres. Juscelino Kubitscheck, 819

Opção boa (e razoavelmente barata) quando você quer fugir dos lanches tradicionais do Itaim (New Dog, Joakin’s, Fifties, etc). Mas peça o delivery – o restaurante “físico” é praticamente inexistente.

A sexualidade latente dos comerciais de Colgate

Você está lá, no sofá, cérebro quase desligando enquanto a TV a cabo mostra, pela centésima vez, aquela propaganda manjada daquela série que você não gosta. Mas de repente ela aparece na tela.

A dentista.

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Mas não é qualquer dentista, é A DENTISTA: uma mulher cuja aparência foi cuidadosamente selecionada por transitar na tênue fronteira entre a atriz superbonita e a pessoa comum da vida real e que, assim, apresentada com uma discreta maquiagem e um jaleco branco, enganam o seu cérebro que fica sem saber distinguir se aquilo é coisa falsa de TV ou uma pessoa real. E aí, num dos cantos da tela, eis que surge o número do registro dela no Conselho Regional de Odontologia. Pronto. Sua mente sai imediatamente do dilema e conclui: aquilo ali, meu amigo, é uma dentista de verdade, tão real que se você tivesse o telefone dela poderia até marcar uma consulta só pra ver aquela beldade lhe dizendo, carinhosamente, pra cuspir na pia ao lado da cadeira. Mas não há tempo de pensar nisso, já que ela está apontando o espelhinho pra você e perguntando sobre a última vez que você sentiu seus dentes limpos. Claro que você JAMAIS pensou nisso em toda a sua vida, mas, desorientado, concorda com absolutamente tudo que aquela voz aveludada diz.

Passaram-se apenas quatro ou cinco segundos de comercial, mas os publicitários (ah, os publicitários!) já sabem exatamente como você está se sentindo: confuso e estranhamente excitado. E então o comercial responde à seu estado emocional – ou, melhor dizendo, corresponde ao tesão que aos poucos começa a tomar conta de você:

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Uma vidraça amarela aonde está escrito “PLACA” começa a subir pela tela, lentamente. A idéia é representar a formação de placa bacteriana, mas na verdade aquilo representa sua excitação sexual crescente. É como se o comercial dissesse: “eu te entendo, eu sei o que você está sentindo”.

colgate3Neste instante, Colgate Total 12 tem total controle sobre você. Esta mensagem subliminar é reafirmada no instante seguinte, aonde a dentista interrompe o crescimento da placa com a mão. O comercial está lhe dizendo, claramente, que é a dentista quem detém o controle da situação, seja ela a placa bacteriana ou… bem, você entendeu. O princípio é o mesmo de um jogo de sedução erótica, onde a excitação cresce, cresce, mas nunca é liberada totalmente.

Só então, com você completamente dominado, é que vem a mensagem publicitária de verdade: entra uma locução (em voz masculina, já que agora a coisa é séria) e a embalagem do produto é mostrada pela primeira vez. Daí vem um blablablá sobre partículas limpadoras enquanto a tela mostra uma animação 3D de dentes sendo higienizados. Este instante é breve e preenche apenas nove ou dez segundos do comercial.

colgate4 E então a dentista (ah, a dentista!) aparece de novo, desta vez usando o produto para segurar a placa de vidro amarela. Desta vez ela não está mais com ar sério, lhe enchendo de perguntas, te olhando com as sobrancelhas franzidas e ar dominador: pela primeira vez, no comercial inteiro, ela sorri. Isso, de certa forma, dá fim ao jogo de sedução e à tensão crescente, e vincula a imagem do creme dental a este alívio.

Mas o melhor ainda está por vir…

Toda a volúpia do comercial, os jogos de criar/liberar tensão sexual, os conceitos de saúde bucal erotizados… tudo isso foi mostrado de forma velada. À primeira vista aquilo é apenas um comercial de creme dental, mas qualquer pessoa dotada de instinto reprodutor (ou seja, toda a humanidade) pressentiu que há alguma coisa escondida por trás daquilo tudo, já que o lado sexual do comercial não foi totalmente revelado. Então, subitamente, para demonstrar que dá pra sentir os dentes mais limpos depois de usar Colgate, a dentista, sem a menor cerimônia, passa a língua sobre os dentes.

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Isto, meus caros, é simplesmente genial: um gesto sexual disfarçado de demonstração de limpeza bucal. É a dica que faltava para confirmar toda a fantasia erótica construída em seu inconsciente. Este sim é o clímax da propaganda – e talvez o instante mais erótico de toda a publicidade televisiva.

O vídeo do comercial inteiro é esse aí embaixo – infelizmente, em espanhol. Claro que este post foi idealizado com a versão brasileira em mente, só que ela não existe em nenhum lugar da internet – nem mesmo no site oficial da Colgate. Uma pena.

É de lei

Da lista de leis epónimas (aquelas batizadas com o nome de seus donos) da Wikipedia:

  • Lei de Muphry — Criada pelo editor australiano John Bangsund em 1992, diz que "se você escreve algo criticando a edição ou a revisão de um texto, haverá um erro no texto que você escreveu”. Achou estranho? Leia direito o nome da lei…
  • Primeira Lei da Tecnologia de Kranzberg – “A tecnologia não é nem boa nem má. Nem neutra”.
  • Lei de Hofstadter — “Sempre demora mais do que você imagina, mesmo se você levar em conta a Lei de Hofstadter”.
  • Falando em prazos, a Lei de Brooks diz que “adicionar mão-de-obra a um projeto de software que está atrasado faz com que ele atrase ainda mais”.
  • O Princípio Dilbert é um clássico. Diz que “os piores funcionários são sistematicamente movidos para o lugar onde eles podem causar menos prejuízo: a chefia”. Dizem que este princípio foi inspirado no Princípio de Peter, que diz que “numa hierarquia, todo funcionário tende a subir até o nível de sua incompetência”.
  • Ainda sobre trabalho: a Lei de Parkinson diz que “O trabalho se expande até ocupar todo o tempo disponível”. Já sobre os salários, seu autor, C. Northcote Parkinson, afirmou também que “Os gastos se expandem até igualarem as receitas”.
  • Lei de Godwin — Inspirada na internet, diz que “conforme qualquer discussão online se estende, a probabilidade de alguém fazer uma comparação envolvendo os nazistas ou Hitler se aproxima de 100%”.
  • Lei de Segal — “Um homem com um relógio sabe que horas são. Um homem com dois relógios nunca tem certeza da hora”.
  • A Lei de Stigler afirma que “nenhuma descoberta científica leva o nome de seu descobridor original”. Stephen Stigler, seu autor, diz que quem a descobriu foi o sociólogo Robert K. Merton.
  • Lei de Sutton — “Vá onde o dinheiro está”. Seu autor, Willie Sutton, era um ladrão de bancos. E mais: quando perguntaram a ele por que ele assaltava bancos, ele respondeu: “Porque é lá que o dinheiro está”.
  • Lei da Explanação de Wiltshire — “Definir é limitar”.

Dicas para o correto uso do toque de celular

Hoje em dia qualquer celular possui o prático recurso de personalização do toque. É uma ótima funcionalidade, deixa as pessoas felizes e com a impressão de que o celular que elas têm é único e exclusivo (a despeito do fato de ser fabricado em série e de existirem milhões de unidades iguaizinhas no mercado).

Mas o toque personalizado é como a cerveja: quando corretamente utilizado é uma fonte de alegria e diversão, mas que, se não for usado com moderação, provoca catástrofes irreversíveis – até mesmo guerras. Diz a lenda que Saddam Hussein foi facilmente encontrado em seu esconderijo iraquiano por causa do seu celular, que começou a tocar: tudo que os soldados americanos tiveram que fazer foi descobrir de onde vinha aquela musiquinha da “macarena”.

Assim, para que você não tenha o mesmo infortúnio do ex-ditador bigodudo, é bom seguir as dicas abaixo:

1) Não utilize, em hipótese alguma:

  • Toques de suspense/terror (“Psicose”, “Família Adams”) quando a esposa liga.
  • Funk carioca. Este é especialmente des-recomendado, pois dizem que este tipo de música faz com que os celulares tentem se suicidar pulando dentro da privada.
  • Campainha de telefone antigo.
  • Dublagem da baratinha (ou da bicha) gritando “atende, atende!”
  • Ruídos relacionados à excrementos corporais (peido, arroto, etc.)
  • Jingle de propaganda de cerveja
  • “Nokia tune” (sim, aquele mesmo)
  • “Hellooo, Moto!”
  • Hino de time de futebol

2) Para usar uma música como toque, faça as seguintes perguntas a si mesmo:

  • O nome do cantor da música poderia ser facilmente usado como um apelido pejorativo? (exemplos: “Nelson Ned”, “Serginho Mallandro”, “Mara Maravilha”)
  • Meus amigos passaram a andar menos de carro comigo depois que botei essa música pra tocar?
  • Eu poderia ser demitido por justa causa por botar essa música pro chefe ouvir?
  • Os japoneses (criadores do sexo com tentáculos e do bukkake) consideram minha música sexualmente ofensiva?
  • Esta música ofende alguma etnia/classe social/raça/opção sexual que, eventualmente, poderá estar próxima de mim o suficiente para me atingir com um soco ou pontapé quando ele tocar?

Se você responder NÃO a qualquer uma das perguntas acima, é melhor escolher outra música.

3) Cientistas norte-americanos publicaram um estudo indicando que 90% dos profissionais bem-sucedidos nas empresas tem, em seu sistema nervoso, o chamado “vibra-reflex” (pronuncia-se “váibraurríflecs”): é um impulso instintivo que faz com que eles coloquem o celular em modo silencioso no exato instante em que pisam numa sala de reunião, cinema ou teatro. Felizmente, dizem os cientistas, este reflexo pode ser assimilado por pessoas normais, basta um pouco de treino.

Por que Deus nunca te ajuda nos seus problemas com computadores?

Sabe, às vezes o CD com o trabalho de faculdade dá erro de leitura. Ou a senha do email não funciona. Ou então o pen drive (do seu chefe) com o trabalho de três semanas (do seu chefe) desaparece.

Ou então você liga o computador e dá de cara com isto:

20080409

…e, obviamente, não tem backup de nada.

Aí o cidadão, desesperado, apela para a divindade:

– Ai meu Deus me ajuda!! Se eu perder isso aqui eu tou ferrado!!

Tem gente que fecha os olhos e reza mesmo. Alguns prometem ir à missa todo domingo, ficar um ano sem beber, doar o salário todo pra caridade, se o computador voltar a funcionar.

Mas o que você não sabe é que, no instante em que você faz seu apelo, sua prece é automaticamente encaminhada para Deus através de um framework ultra-rápido, com 100% de disponibilidade (ser onipotente tem lá suas vantagens), que carrrega seu pedido diretamente para a “prayer queue” do desktop do computador da Inteligência Suprema. São milhões de pedidos por segundo, mas Ele analisa um por um no instante em que chegam (ser onipoten… ah, você já sabe).

E então Ele diz assim: “Vejamos. Problema de computador… urgente… ah, é Windows?”.

E pressiona DELETE.

DCF 1.0
“Aff… esses meus filhos, nunca aprendem”

Moral da história: Se Steve Jobs é Deus e você está pedindo a Deus que te ajude, é bom que você tenha um Mac…