For the Lulz
Você sabe que é realmente nerd quando vê a figura abaixo e chora de rir.

Você sabe que é realmente nerd quando vê a figura abaixo e chora de rir.

Este é o título de um ótimo artigo do GamerHelp.com. Alguns exemplos traduzidos abaixo:
- A maior parte das pessoas na rua não tem nada de interessante para dizer.
- A melhor forma de abrir uma caixa é destruindo-a.
- Comida cura qualquer ferimento.
- Leva-se uns dois segundos para comer qualquer coisa, normalmente ficando de pé sobre a comida.
- Cogumelos te fazem crescer. Flores fazem você soltar bolas de fogo das mãos.
- As pessoas não ligam se você entra na casa delas sem avisar. Elas também não se importam se você fuçar os armários e baús, procurando por itens.
- Um barril com símbolo de "radioativo" sempre explode se você atirar nele.
- Monstros e vilões costumam carregar o mesmo tipo de munição que você usa, mesmo quando eles mesmos não tem armas.
- Seios enormes não interferem com o desempenho atlético em nenhum esporte.
- Se você for envenenado mas permanecer imóvel, não vai morrer.
- É fácil achar granadas em qualquer área metropolitana, bosques, subúrbios, bases aéreas, hotéis, ônibus e escolas. Mas se você achar granadas numa base militar elas provavelmente serão de mentira.
- Pessoas mortas, após a decomposição, tendem a deixar armas, comida ou chaves.
- Donos de lojas compram tudo quanto é tralha que você tenha em sua mochila. Não importa a quantidade.
- Quando você vai dormir numa hospedaria, uma musiquinha de uns 3 segundos sempre toca quando você vai pegar no sono.
- Ao encontrar uma porta você sempre precisa da chave – mesmo se a porta for de madeira barata, do tipo que uma granada poderia pulverizar na hora.
Tipo que eu definitivamente quero isso. O Microsoft Flight Simulator X é compatível com óculos de realidade virtual (da Vuzix, modelo VR920). Você bota os óculos e vê tudo em 3D "real" – ou seja, com sensação de profundidade e tudo. E o melhor: quando você olha para cima ou para os lados a câmera acompanha seus movimentos.
Acho que não há nada tão próximo a pilotar um avião de verdade do que isso. O vídeo de demonstração, com o cara pilotando um ultraleve, dá água na boca.
(Via Gizmodo)
Quer munição pra ala dos “anti jogos violentos”? Aqui vai uma boa, fresquinha, do BoingBoing:
Um jovem deu entrada na prisão de uma instituição psiquiátrica após relatos de que ele estava agindo de maneira bizarra. Ele havia sido preso por roubo de automóveis e ataques com armas. Durante entrevistas, foi constatado que ele imaginava ser um personagem de um jogo de computador (para adultos e amplamente disponÃvel no mercado), onde se ganha pontos por roubar carros, matar rivais e evadir veÃculos da polÃcia.
Eu não entendo. No GTA, assim que você é pego, volta direto pras ruas! Tem continues infinitos! Malditos policiais cheaters…
É um joguinho de perguntas nada convencional. Mas nada convencional MESMO. Não chega a ser literalmente impossÃvel, mas é quase…
Acabo de perder umas duas horas do meu dia nele e só cheguei até a pergunta 50 (são 99!), que reproduzo aà embaixo pra vocês terem uma noção do nÃvel das perguntas…


F.E.A.R. foi meu ovo de páscoa, já que eu e Bethania fizemos um trato: em vez de ovos calóricos de presente, nós trocarÃamos cultura. Livros, filmes, etc. E ninguém pode dizer que balas atravessando corpos virtuais não sejam cultura, não é verdade?
Os editores do Gamespot saÃram falando que F.E.A.R. era “a melhor experiência single-player desde Half Life”, o que é um baita de um elogio, considerando-se que Half Life segue imbatÃvel como a minha melhor experiência single-player desde 2001. Assim, eu tinha que jogar o concorrente e conferir.
F.E.A.R. é, na verdade, uma sigla para “First Encounter Assault Recon”, o avançado grupo tático de resposta a eventos paranormais (hein?) de que você, o jogador, faz parte. Seu personagem também é meio paranormal e, de acordo com a história, tem “reflexos fora do comum”, ou seja, quando você aperta CTRL, tudo fica em câmera lenta por alguns segundos, mas você consegue mirar e atirar normalmente: é o tal “Slo-Mo”, um recurso que contribui para a boyzação geral do jogo.
A história é assim: você está numa missão cujo objetivo é capturar Paxton Fettel, um doido psiônico que comanda um exército inteiro via telepatia. Enquanto você procura Fettel, acaba descobrindo uma trama paralela envolvendo experimentos secretos e… uma simpática garotinha chamada Alma.
Alma é, bem, a “alma” da história. Ela aparece de surpresa, toda hora, durante as fases, com apenas um único objetivo: lhe matar de susto. Imagine que você passou os últimos 10 minutos andando sozinho pela fase e, de repente, ao se virar de costas para descer uma escada, dá de cara com isso?

E como se não bastasse, de vez em quando, sem aviso, seu personagem pira o cabeção e tem alucinações aterradoras. Nestes momentos, meu caro, você vai cortar prego: tudo vai ficar borrado e você vai se ver perdido em corredores infinitos cheios de sangue, gritos e, ao fundo, a amigável risadinha de Alma, em momentos que deixariam as piores cenas de horror de Silent Hill no chinelo.
Mas falando da jogabilidade: F.E.A.R. deve ter, no máximo, uns cinco tipos de inimigos diferentes. E as fases são meio repetitivas. Mas tudo isso é compensado pela extraordinária inteligência artificial dos oponentes. Extraordinaria MESMO. Os combates ficam divertidÃssimos porque os caras se escondem, tentam dar a volta e te emboscar pelos flancos, usam granadas pra te fazer sair de onde você estiver se escondendo, e por aà vai. É tão divertido quanto jogar com oponentes humanos pela Internet.
A despeito dos momentos de susto, eu fui homem e joguei tudinho até o final. Foi bem legal e F.E.A.R. é altamente recomendado. Mas jogue de dia, e com alguém do seu lado para segurar sua mãozinha nas horas do terror, ok?
Update: Perguntaram nos comentários sobre os minimal system requirements: Pentium4 1.7 GHz, 1 GB de RAM, placa de vÃdeo 3D com 128MB e compatÃvel com DirectX 9, 3 GB livres no HD. No meu notebook rodou sem problemas com tudo ligado, exceto “shadows”. Achei bem estranho isso, era só ligar as shadows e o jogo ficava lindo… e lento.
E o cara botou em seu blog um post intitulado: Como o namoro com minha ex foi igual a uma partida de Doom II no modo “Nightmare”. Hilário:
“Now there’s an arch-vile running around resurrecting the dead. We’ve been over this issue a hundred times, are you just looking for an excuse to fight?”
Há algum tempo atrás Bethania me deu de presente a expansão do Doom 3, chamada “Resurrection of Evil”. Só recentemente eu tive tempo de instalá-la pra jogar, e ainda tive um contratempo: eu precisava do Doom 3 completo pra conseguir instalar a expansão. Acabei recorrendo ao Capitão Gancho e baixei uma cópia pir… digo, de legalidade questionável, via Bit Torrent.
Acontece que a cópia que baixei estava em italiano. Enquanto fuçava na net pra descobrir como mudar o idioma do jogo, esbarrei em um link muito interessante: Doom 3 [cc], um mod, feito para deficientes auditivos, que adiciona closed caption no jogo.
Pra quem não sabe o termo mod vem do inglês “modification”. Mods são programas que modificam ou acrescentam funcionalidades no jogo original, como novas armas, mapas, etc. Mas até então eu nunca havia visto um que tivesse finalidade tão altruÃsta…
Este mod nasceu de um post de um cara, nos fóruns do PlanetDoom, onde ele comentava porque diabos a Id Software não teve a decência de adicionar closed caption ao jogo. É que ele tinha um amigo com deficiência auditiva que sofria pra jogar Doom 3, já que grande parte da jogabilidade depende do som (exemplo: códigos dos armários de munição aparecem nas gravações de áudio dos PDAs que você acha no jogo).
As respostas que ele obteve do resto dos frequentadores do fórum foram de lascar:
“Seu amigo devia ir jogar Tetris”
“Nem tem tanto diálogo assim. Você esperava o quê?”
“Este é um dos posts mais idiotas que já li. Esse tipo de jogo não é para deficientes auditivos. Sabe por quê? Porque daria em legendas do tipo “demônio grunhindo atrás de você”, “ruÃdo de bola de fogo vindo da esquerda”, “balas passando zunindo pelo seu ouvido”. Ia ser muito idiota. Resumindo: JOGOS DE TIRO EM PRIMEIRA PESSOA NÃO SÃO PARA SURDOS. Caso encerrado. Como é que um surdo conseguiria jogar algum jogo desse tipo? Vê se cresce e pára de bancar o bebê chorão”
Felizmente, além desses babacas aÃ, também apareceram várias pessoas se dispondo a ajudar. Hoje vários jogos possuem mods de closed caption, e uma pequena comunidade já começa a se formar para garantir acessibilidade para jogadores com necessidades especiais.
Mas o mod para o Doom 3 é muito legal. Além das legendas normais, que descrevem os diálogos, há legendas para o som ambiente, barulhos de pegadas, de portas abrindo e, obviamente, dos inimigos. Além disso, há um pequeno “radar” no canto da tela que mostra de onde estão vindo os sons – o que permite que o jogador, mesmo surdo, saiba que o personagem “ouviu”, por exemplo, um grunhido do lado esquerdo, alguns metros adiante. Este vÃdeo mostra como fica o jogo com as legendas.
Além do mod, os caras ainda foram gentis o suficiente para escreveram elaboradas transcrições do jogo, em documentos ilustrados contendo o timeline da história e todos os diálogos de todos os personagens.
Eu vou dar a vocês apenas uma razão, pictórica, para ler o Jacaré Banguela todo dia:
Coisa de gênio.
Pavlov, o cachorro que agora mora lá em casa, vai muito bem. Eu achei que ia achar um saco ter cachorro em casa, mas estou adorando o danadinho.
No fim-de-semana passado fomos no churrasco de fim-de-ano do pessoal do trabalho de Bethania e deixamos que Pavlov, literalmente, corresse pelos campos. Aí ele aproveitou: comeu carne escondido, se engraçou com a poodle de uma outra menina que estava por lá e, de quebra, voltou cheio de carrapatos.
Lembrei disso porque encontrei um dos carrapatos em mim, há cinco minutos atrás.
(P.s. para Luiz e Norton: Jampou tava lá. Agora ele trabalha com Bethania…)
Bethania me deu o Half Life – Episode One de presente de aniversário, mas eu ainda não consegui jogá-lo. É que na hora de instalar eu cometi o erro de entrar no Half Life 2 só pra testar, e aí não resisti e comecei a jogá-lo todo de novo. Dessa vez no “hard”, pra dar mais combate.
Durante toda a “rejogada” eu não via a hora de chegar em Nova Prospekt, um velho e enorme complexo penitenciário que surge na segunda metade do jogo. Nova Prospekt é, sem dúvida, a melhor fase de toda a história dos first-person shooters. A luz noturna, a arquitetura de prisão semidestruída, somada com o desafio imposto pela quantidade absurda (eu disse ABSURDA) de soldados Overwatch, torna Nova Prospekt um dos melhores lugares que eu já, hã, “visitei”.
Durante todos os meus vinte e oito anos eu nunca consegui dormir em qualquer posição que não fosse de lado ou de bruços.
É porque faltava Bethania dormindo com a cabeça no meu ombro.