Posts da categoria ‘Negócios’


Dia de treinamento

7 de novembro de 2007, 11:22

Passei os últimos dois dias num treinamento de finanças.

É engraçado: o pai da contabilidade foi um padre italiano, mas apesar de sua origem santa as finanças, definitivamente, não são coisa de Deus. Eu tenho horror a finanças. Eu mal consigo dividir conta de boteco e estava lá, aprendendo sobre "passivo circulante" (não, não é travesti fazendo ponto em Copacabana), "semoventes depreciados" (vulgo "carro velho") e "método das partidas dobradas" (não, não são dois jogos do Brasileirão no mesmo horário).

Os dois dias foram mentalmente exaustivos, mas renderam muito. Confesso que até comecei a achar o assunto interessante, apesar de ser completamente contra-intuitivo. Quer ver um exemplo? Eu levei uma boa meia hora para aceitar o fato de que o conceito de "passivo" chama salários e contas a pagar de fontes de recursos. Pensa bem, você paga os benditos salários; como diabos isso é fonte de recurso?

Finanças também tem uns conceitos "alternativos" bastante interessantes. O mais legal deles é o da contabilidade criativa, que nada mais é do que um fantástico eufemismo para descrever "gambiarras" de contabilidade pra esconder prejuízos e outras coisas não tão bonitas dos relatórios. O pior é que, em um dos livros que nos deram como preparação para o curso, tem um capítulo inteirinho sobre isso…

Mas o sucesso do treinamento deve-se ao instrutor, o "samurai" das finanças – Musashi, aquele mesmo consultor-líder que, em 2003, me fatiou vivo na banca examinadora. Musashi tem um jeitão "bronco" bastante assustador, mas no fundo ele é tranquilo – desde que você não faça besteira. Por exemplo, quando alguém mencionou a "contabilidade criativa" no curso, a resposta de Musashi foi:

- Pára com isso. Isso é falta de ética. E se você disser que eu ensinei isso aqui no curso eu vou comer o seu figado cru.

Sutileza, definitivamente, não é uma das qualidades de Musashi. No primeiro dia, um membro de um dos grupos estava começando a apresentar um exercício de análise financeira quando ele interrompeu a apresentação e disse:

- Pegue o relatório que vocês usaram pra fazer a análise e leia a primeira frase de novo.

A primeira frase dizia que as informações eram do "Grupo X de empresas", e Musashi havia dito que você NUNCA deve analisar resultados de um grupo de empresas, e sim cada empresa separadamente. Sem a menor cerimônia, ele emendou o golpe final:

- A análise de vocês não vale nada. Pode se sentar.

samurai shodown
Musashi corrigindo o exercício do grupo…

O método pode não ser sutil mas é extremamente eficiente. Tenho certeza que ninguém mais vai errar aquilo.

Mas o pior foi quando chegou a minha vez de apresentar o trabalho do meu grupo. Musashi estava lá, assistindo, com sua cara usual de poucos amigos. Aí ele pergunta:

- Nessa situação aí você tem a opção de pagar dividendos ao acionista. Você acha bom pagar dividendos nesse caso?

Confesso que não fazia a menor idéia. Então, respondi:

- Ué, se eu for acionista, vou achar ótimo…

É impressionante. Em momentos de tensão, meu primeiro impulso é… fazer piadinha com o instrutor sanguinário do curso. Muito sensato isso. Nesse ritmo minha carreira vai se encerrar no "curtíssimo prazo"…


O meme do livro

24 de outubro de 2007, 9:04

Só de sacanagem eu vou responder o tal meme de “pegue o livro mais próximo de você e diga qual é a quinta frase da página 161″:

“Just pick one method and use it consistently”

O livro é o famoso “PMP Exam Prep, Fifth Edition: Rita’s Course in a Book for Passing the PMP Exam”, conhecido para os íntimos como “o livro da Rita”. A frase tá solta assim porque ela está falando dos diversos métodos que existem para se desenhar um diagrama de rede. Excitante, não?

Estou tendo um relacionamento íntimo com a Rita. Mas é tudo com “segundas intenções”: quero tirar minha certificação PMP até o fim do ano – sim, deste ano. Aí, todo tempinho que sobra eu vou lá e dou uns pegas na Rita. Ela não é gostosa, mas tem conteúdo.

Certificações são uma boa saída para pessoas como eu, que precisam dar uma turbinada no currículo mas não tem tempo (ou morrem de preguiça) de passar anos numa pós-graduação ou mestrado. Tanto que também estou namorando um IPMA nível C e um certificado de “falo inglês pra car-ollie-owl”, tipo TOEFL ou algo parecido.


Os problemas econômicos do golpe do baú

4 de outubro de 2007, 21:19

Segundo este site, uma mulher apelou e colocou um anúncio no Craigslist pedindo ajuda para um problema… diferente:

Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (…) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego no nível dela?

Sim, a mulher estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta tão bem articulada e fundamentada que eu não resisti e tive que traduzir tudo pra postar aqui (os negritos são meus, pra mostrar as melhores partes):

Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema. Fiz a seguinte análise da situação.

Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano. Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:

Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente… de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!

Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de “trading position” (posição para comercializar), e não de “buy and hold” (compre e retenha) – que é o que você deseja… daí o problema… casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, “comprar” você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la.  Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.

Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota “articulada, com classe e maravilhosamente linda” como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um “test drive”.

Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.

Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica “capitalização via golpe do baú”. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo.

Update: Mais um cara respondeu


Leasing barateia aluguel e permite aluguel de carros zero quilômetro na Europa

3 de outubro de 2007, 22:23

Está na Europa e quer alugar um carro com 50% de desconto? Algumas locadoras podem te dar um em contrato de leasing!

Além do preço mais baixo, o carro é novinho, zero quilômetro, com seguro, pode vir com os opcionais que você quiser como GPS e CD player, não tem limite de quilometragem, impostos ou taxas e você pode pegá-lo num país e devolver em outro!

A oferta só vale para turistas (ou qualquer pessoa que não more na União Européia) e você precisa ficar com o carro por um mínimo de 17 dias.

Parece bom demais para ser verdade, mas o truque por trás é bem simples – e genial. Está explicado no site:

A razão destes contratos de leasing existirem é simples: evitar impostos. Carros novos na França sofrem tributação muito maior do que carros usados. Fazer leasing com turistas assegura um estoque amplo de carros com pouquíssimo uso para revender aos consumidores franceses em busca de preço baixo.

É uma Idéia fantástica. E provavelmente é viável porque na Europa deve ser moleza fazer um contrato de leasing que dura só 17 dias. Aqui no Brasil o leasing ia levar 17 dias só pra ser aprovado…

(Via populares do del.icio.us)


Encare de frente tirando da reta

25 de setembro de 2007, 14:44

Eu bem que tento levar minha carreira a sério, mas é difícil.

Eu tou aqui, estudando o livro da Rita Mulcahy, pra minha certificação PMP, e olha o que ela me escreve no capítulo sobre "Responsabilidade Pessoal e Profissional":

"Responsabilidade profissional e pessoal OBRIGA o gerente de projeto a encarar de frente problemas como, por exemplo, cronogramas não-realistas. Às vezes isso significa dizer: ‘dê este projeto para outra pessoa!’"

Deixa eu ver se entendi. Segundo a autora, "encarar os problemas de frente" é dizer "entrega esse abacaxi pra outro"?

Se for assim, acho que aprendo mais sobre Gerenciamento de Projetos assistindo o filme Tropa de Elite (lembram do "essa pica é do aspira"?)


A TI e o eterno foco em si mesma

19 de setembro de 2007, 21:44

Roy e Moss - The IT Crowd Um momento clássico do ótimo seriado The IT Crowd (terças às 22:00 no canal Sony) é quando o telefone toca. Normalmente Roy dá um longo suspiro, tira o fone do gancho e diz exatamente as mesmas palavras: “Alô, TI, já tentou desligar e ligar de novo?”

O mais engraçado disso é que eu já fui exatamente assim. A minha formação é de TI, e confesso: passei anos atendendo telefonemas de usuários com a mesma má vontade do Roy.

Há uns cinco anos eu larguei a TI e fui trabalhar com consultoria em gestão. E o mais divertido dessa guinada maluca da minha carreira é que ela me mostrou exatamente o porquê de muita gente em TI – inclusive eu – trabalhar da mesma forma que o pessoal do seriado: o foco nos meios e não nos fins.

Pensa bem: o cara entra pra faculdade e aprende a fazer programas, manter bancos de dados, construir sistemas, etc. Passa quatro anos vendo linhas de código o dia inteiro e sai meio baratinado, achando que seu trabalho é lidar com computadores – e só com computadores. Neguinho se esquece que computadores precisam funcionar porque outras pessoas usam computadores pra trabalhar. A tecnologia passa a ser fim, e não meio.

E aí acontece esta coisa bizarra: quando o telefone toca, o cara de TI pensa: “droga, estão me atrapalhando no meu trabalho de manter computadores funcionando”. E esquece que quem está ligando é exatamente a pessoa que precisa dos computadores funcionando!

Até dá pra justificar parte desta história de “a TI pela TI”. A computação é território predileto de nerds com pouca habilidade social (incluindo eu mesmo), o que faz o teclado ser preferível ao telefone. Os caras trabalham num porão ou sala distante, sem janelas (por causa do ar condicionado que mantém os servidores), longe de outras pessoas mas cercados de máquinas. E, pra quem gosta, a TI é tão interessante e absorvente que esse papo de “contato com luz do sol, ar livre e outros seres humanos” acaba ficando pra depois.

Acho que os cursos de computação e tecnologia da informação que se dizem orientados para o mercado deveriam separar um momento no curso, para ensinar aos futuros bacharéis a real razão da existência do emprego deles. E mais: não só para TI mas para tudo na vida, o foco nos fins ao invés dos meios é o diferencial de quem se dá bem.


Pense alto! Sonhe alto! Seja alto?

17 de setembro de 2007, 21:22

Hoje eu recebi via MSN um curioso pedido de um leitor: ele queria um post com dicas de como se dar bem no trabalho.

Bem, tem uma que é infalível. Basta ser alto.

Homem alto de terno alinhado com outros mais baixosParece piada mas é sério. Eu já havia lido sobre o assunto no ótimo "Blink – A decisão num piscar de olhos", de Malcom Gladwell. Ele falava de evidências sérias de que alta estatura – particularmente entre homens – provoca um conjunto bem específico de associações positivas e inconscientes na mente humana.

Eu acreditei nisso na hora que li: desde sempre eu tenho uma crença de que, inconscientemente, várias decisões, principalmente as do mundo corporativo, são tomadas com critérios subjetivos do tipo "o Powerpoint era bonito" ou "ele me parecia ser confiável".

Um artigo do Sixwise.com aprofunda bem o assunto:

Em "Blink," Gladwell pesquisou metada das empresas listadas na "Fortune 500" e viu que a maior parte de seus CEOs eram homens brancos e altos. Além disso:

  • A altura média dos CEOs era de quase 1,82m (a média nacional dos americanos homens é de 1,75m)
  • Entre os CEOs, 58% tinham 1,82m ou mais.
  • Nos EUA, 14,5% dos homens tem 1,82m ou mais.
  • Aproximadamente 30% dos CEOs tinha 1,88m ou mais.
  • Nos EUA, 3,9% dos homens tem 1,88m ou mais.

"A altura faz diferença na carreira", disse Timothy Judge, professor de gestão da Universidade da Flórida, que ajudou a conduzir um estudo sobre o assunto. (…) Após analisar o resultado de quatro grandes estudos, o co-autor da pesquisa, Daniel Cable, professor de negócios da Universidade da Carolina do Norte, (…) concluiu que cada 2,5 centímetros de altura adicional significam US$ 789 a mais no salário.

Durante minhas longas horas no aeroporto isso era bem evidente. Na fila do embarque sempre tinham vários executivos engravatados e muito maiores que eu.

O artigo da Sixwise ainda fala de programação genética para que as mulheres prefiram homens altos e de um estudo, da Universidade de Liverpool, que concluiu o seguinte:

  • Homens altos têm mais chances de se casar e ter filhos do que os mais baixos;
  • Solteiros sem filhos são significativamente mais baixos que homens casados;
  • Homens com filhos, na média, são 3 centímetros mais altos que homens sem filhos;
  • Homens casados são, na média, 2,5 centímetros mais altos que solteiros.

Então, é assim. Os baixinhos vão ter que ralar muito pra compensar os centímetros faltantes…


Semiocupado

4 de maio de 2007, 10:20

Eu já ia completar um mês de “férias forçadas” quando, semana passada, pintou uma visita promocional – ou seja, ir ao cliente para fazer um diagnóstico e tentar vender um projeto.

A coisa toda seriam dois dias de trabalho, no interior de São Paulo. Um destes dois dias caiu exatamente no dia do aniversário de Bethania, que não gostou nadinha da história. Além disso, eu faria o trabalho – que nunca havia feito antes – sozinho, e meu desempenho ainda tinha que ser fora de série para deixar o cliente inspirado a nos contratar. Em resumo: nada diferente da rotina de sempre.

Pelo menos o trabalho seria em Ribeirão Preto. Apesar de estar no interior, Ribeirão Preto (ao contrário de Windturn City) tem aeroporto, táxi, essas coisas de lugar civilizado. O hotel era bem legal, confortável, e até tinha internet. Numa das noites, quando voltei do trabalho, perguntei pra mocinha da recepção quanto custava o acesso:

- É cinquenta reais, senhor – disse ela, sorridente.
- Hehehe, tá certo… agora deixa de brincadeira e fala quanto é de verdade.
- Uhh… é cinquenta reais mesmo.

Eu juro que queria entender porque diabos os hotéis metem a mão ao cobrar acesso à internet. Se eles fossem realmente inteligentes, davam o acesso de graça para atrair mais hóspedes.

Felizmente, após uma maratona de reuniões, planilhas, cafezinhos (muitos) e perguntas capciosas do cliente durante os horários de almoço, a coisa toda correu bem. Na próxima segunda estarei de volta para apresentar o diagnóstico aos chefões da empresa. Agora é torcer pra dar tudo certo.


Os 300 Gestores de Esparta

31 de março de 2007, 20:32

Ontem, ao sair do cinema, eu comentava com Bethania:

- Putz, esse “300″ é um prato cheio pros oportunistas dos livros de gestão. Já estou até vendo, daqui a pouco alguém edita um livro no estilo “O Vendedor Pit-Bull de Esparta” ou “O estilo Espartano de Gerenciamento – Explore as sinergias da sua equipe e encare o mercado com um exército de alto desempenho”…

Aparentemente eu previ o futuro: hoje, no Digg, dei de cara com um link chamado “10 lições que ’300′, de Frank Miller, pode lhe ensinar sobre sucesso em negócios online”

Piadas à parte, “300″ é um filme belíssimo. O visual forte reflete na história estilo “sou macho pra caraio”: a testosterona só falta pular da tela. É uma bela adaptação do trabalho de Frank Miller.

E qual não foi o meu susto ao conferir, como de costume, o Pablo Vilaça. Ele surpreendeu e, ao criticar o filme, escreveu a pior crítica de toda a sua carreira. É um texto inacreditável, onde ele abre com comentários absurdos que mais pareciam um post do KibeLoco

“E “homoerótico” é um adjetivo inevitável ao analisar 300, com seu exército de homens de torsos nus e depilados, sungas de couro e capas vermelhas esvoaçantes – um visual que, imagino, logo começará a ser explorado por dançarinos “exóticos” (troque o “x” pelo “r”) e por sexshops em todo o mundo. Aliás, se o Village People ainda existisse, sou capaz de apostar que o policial, o operário, o índio e o marinheiro logo ganhariam um companheiro espartano (que poderia sinalizar a letra “A” do “Y.M.C.A.”)”

Depois descamba pra ofensa gratuita…

“Dito isso, não há absolutamente nada de revolucionário na realização de 300, ao contrário do que vários imbecis andam propagando por aí depois de comprarem esta tese dos publicitários da Warner. Infelizmente, nos dias de hoje, quando qualquer um pode se apresentar como “crítico de cinema” e publicar seus textos em sites voltados para a “cultura pop” (eufemismo para “qualquer coisa que possa nos render dinheiro”), os estúdios têm conseguido cada vez mais transformar estes espaços em verdadeiras extensões de seus departamentos de marketing – e já se foi o tempo em que podíamos acreditar na célebre frase de Pauline Kael: “Nas Artes, a única fonte confiável de informações é o Crítico. O resto é publicidade”.”

E fecha com uma opinião completamente sem fundamento nenhum que não o seu próprio juízo de valor:

“Longe de ser uma obra perfeita, 300 é moralmente repreensível e narrativamente frágil. Ainda assim, é um filme contagiante cuja beleza plástica chega quase a compensar por todos os seus demais problemas. E quem dera se todas as produções problemáticas de Hollywood pudessem ser tão bonitas.”

Definitivamente, esse não era o Vilaça que eu admiro tanto. Fiquei tão desconcertado ao ler a crítica que até me dei ao trabalho de fazer o (longo) cadastro no site só para deixar um comentário na crítica.


Bifa na concorrência

7 de fevereiro de 2007, 7:20

A empresa-cliente do Rio está se mostrando bem inovadora ultimamente.

Outro dia era o papo de ter um cheiro pra marca. Agora é esse boneco aí do lado, que fica na porta do setor de vendas.

Ele está vestindo uma camiseta com os logotipos dos concorrentes*. Quem quiser pode ir lá a qualquer hora do dia e descer a porrada no boneco, ou seja, na concorrência.

Em vez de achar isso esquisito, eu fiquei é com vontade de ter um aqui em Windturn City…

* – A estampa da camiseta está borrada propositalmente, por questões de confidencialidade.


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