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	<title>O Primo &#187; Pavlov</title>
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	<description>Desde 2001 fazendo da internet um lugar mais sarcástico.</description>
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		<title>Coisas do fim de semana</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 01:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha rotina de final da sexta-feira usualmente inclui aeroportos, táxis e, ao chegar em casa, ser recebido por um cachorro alucinado pulando na minha perna. Só que desta vez eram dois cachorros&#8230; O outro é Banzé, autêntico vira-lata, pertencente à uma amiga de Bethania, que estava &#8220;hospedado&#8221; lá em casa enquanto ela viajava. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha rotina de final da sexta-feira usualmente inclui aeroportos, táxis e, ao chegar em casa, ser recebido por um cachorro alucinado pulando na minha perna.</p>
<p>Só que desta vez eram <em>dois</em> cachorros&#8230;</p>
<p><img style="margin: 0px" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2008/05/20080519.jpg" border="0" alt="20080519" width="535" height="275" /></p>
<p>O outro é Banzé, autêntico vira-lata, pertencente à uma amiga de Bethania, que estava &#8220;hospedado&#8221; lá em casa enquanto ela viajava. A estadia foi relativamente tranquila e me fez aprender duas coisas sobre cachorros:</p>
<ul>
<li>Cães sentem ciúme. Muito ciúme. Pavlov quase morria de ódio quando eu brincava com Banzé.</li>
<li>Cães machos começam a &#8220;marcar território&#8221; desenfreadamente quando colocados no mesmo ambiente. Isso eu descobri ao ver uma mancha amarelada enorme no edredom que cobria a minha cama.</li>
</ul>
<p>Aí, quase meia-noite, e lá fui eu fui ao supermercado comprar outro edredom para poder sobreviver à esse frio paulistano. Passando pelo estacionamento, vejo três caras em volta de um carro, portas abertas, som ligado. Um deles se levanta e, completamente de repente, começa a fazer <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vum3qgoh0x4">a dancinha do Soulja Boy</a>. Foi épico!</p>
<p>Ainda no ramo das dancinhas: sábado fomos levar os caninos no Ibirapuera e vi uma rodinha de adolescentes com trance &#8220;bate-estaca&#8221; tocando na maior altura e todo mundo dançando uma mistura psicodélica de Soulja Boy + &#8220;moonwalk&#8221; do Michael Jackson + Dance Dance Revolution. Perguntei um dos moleques e ele me disse que aquilo era um tal &#8220;Hardstyle&#8221;.</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:dff3e244-cfad-4225-bc3d-ea429e66a7de" class="wlWriterSmartContent" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px">
<div id="23394795-b9bf-43dd-8389-18ce38345dfe" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;">
<div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XA1Hl5Zu1rE" target="_new"><img src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2008/05/video388851f4570b.jpg" alt="" width="425" height="350" /></a></div>
</div>
</div>
<p>Pelo que a Wikipedia me disse, existe toda uma cena dessas dancinhas &#8220;Hard-qualquer coisa&#8221; (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZCUuEfgqctk">esse vídeo mostra algumas variantes</a>). A origem parece ser um tal <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Melbourne_Shuffle">&#8220;Melbourne Shuffle&#8221;</a>, que nasceu nos anos 80/90 e ganhou um impulso todo novo por conta do YouTube.</p>
<p>Anoiteceu, e a noite paulistana é famosa no Brasil inteiro pela sua diversidade: tem de tudo, pra todos os gostos, o tempo todo. Fato comprovado, já que no sábado à noite eu e Bethania fomos parar em&#8230; um evento beneficente do <a href="http://www.gesp.com.br/">1o Grupo Escoteiro São Paulo</a>. Mas foi ótimo, tinha pizza à vontade e aprendemos com os escoteiros que dá pra <em>cozinhar um ovo no espeto</em>. Sim, nós também duvidamos. Sim, nós também fomos <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=ovo%20no%20espeto&amp;search_type=">procurar vídeos disso no YouTube</a>.</p>
<p>O domingo foi um dia preguiçoso, composto basicamente pelo edredom novo, eu, Bethania e o Discovery Channel. No final do dia fomos ao cinema pra ver <a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7098&amp;id_filme=3819&amp;aba=critica">&#8220;Quebrando a banca&#8221;</a>, baseado em livro homônimo (que, me disseram, é melhor que o filme) sobre moleques superdotados que vão à Las Vegas, contam cartas de blackjack e&#8230; bem, quebram a banca. Uma das cenas não me saiu da cabeça e não consegui dormir enquanto não entendi o assunto: era uma onde professor e aluno discutiam o chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monty_Hall_problem">&#8220;Problema de Monty Hall&#8221;</a>, cujo enunciado é mais ou menos o seguinte:</p>
<blockquote><p>Suponha que você está num programa de auditório e tem 3 portas para escolher. Em uma delas tem um carro; nas outras duas, cabras. Você escolhe uma porta &#8211; a número 1, por exemplo &#8211; e o apresentador, que sabe o que há atrás das portas, abre outra porta &#8211; a número 3, por exemplo &#8211; aonde há uma cabra. Daí ele lhe dá uma chance de trocar sua escolha para a porta número 2. <strong>É mais vantajoso trocar sua escolha de porta?</strong></p></blockquote>
<p>A resposta correta é totalmente contra-intuitiva: <strong>trocar de porta faz com que suas chances de ganhar aumentem para 66,6%</strong>. Eu levei um tempão para entender esta resposta, já que pra mim (e para 10.000 leitores de uma revista americana onde este problema foi publicado) as chances de ganhar trocando ou não de porta eram de 50%. É um bom quebra-cuca.</p>
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		<title>A incr&#237;vel &#225;rvore geneal&#243;gica de Pavlov</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 20:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia Bethania me entregou o pedigree de Pavlov: um documento com o registro dele na Sobraci e uma penca de informa&#xE7;&#xF5;es, incluindo sua &#xE1;rvore geneal&#xF3;gica. E, meus caros, a &#xE1;rvore geneal&#xF3;gica de Pavlov &#xE9; simplesmente inacredit&#xE1;vel. O nome &#34;completo&#34; de todo cachorro &#xE9; o nome real dele mais o nome do canil ou do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia Bethania me entregou o <em>pedigree</em> de Pavlov: um documento com o registro dele na <a href="http://www.sobracibr.org">Sobraci</a> e uma penca de informa&#xE7;&#xF5;es, incluindo sua &#xE1;rvore geneal&#xF3;gica.</p>
<p>E, meus caros, a &#xE1;rvore geneal&#xF3;gica de Pavlov &#xE9; simplesmente inacredit&#xE1;vel.</p>
<p>O nome &quot;completo&quot; de todo cachorro &#xE9; o nome real dele mais o nome do canil ou do criador. Assim, Pavlov &#xE9;, na verdade, &quot;Pavlov Ours En Peluche&quot;, filho de <em>Shayenn Dragon Axe Skywalker</em>, neto de <em>Fatal Vision Thabata</em>, bisneto de <em>Black Devils Lashio</em> e trineto de ningu&#xE9;m menos do que <em>Druida Singtuk of Old Sheperd</em>!</p>
<p align="center"><img id="id" style="margin: 0px" height="317" alt="20071113" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/11/20071113.gif" width="535" border="0" /> </p>
<p>Pra piorar, o mundo sexual canino &#xE9; realmente uma cachorrada, ent&#xE3;o tem macho que &#xE9; bisav&#xF4; e trisav&#xF4; ao mesmo tempo, f&#xEA;mea que &#xE9; bisav&#xF3; por parte de m&#xE3;e <em>e tamb&#xE9;m</em> de pai, etc.</p>
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		<title>Um instante nonsense na segunda-feira</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 17:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais ou menos duas e pouco da tarde. Eu estou em casa, no notebook, estudando o emocionante cap&#xED;tulo de &#34;Quality Management&#34; do Livro da Rita &#8211; o livro preparat&#xF3;rio para o PMP, que pretendo tirar ainda este ano. J&#xE1; at&#xE9; paguei (caro) para fazer a prova, s&#xF3; falta marcar o dia. Pavlov est&#xE1; dormindo debaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais ou menos duas e pouco da tarde. Eu estou em casa, no notebook, estudando o emocionante cap&#xED;tulo de &quot;Quality Management&quot; do <a href="http://www.amazon.com/PMP-Exam-Prep-Fifth-Passing/dp/1932735003">Livro da Rita</a> &#8211; o livro preparat&#xF3;rio para o <a href="http://www.pmimg.org.br/Geral/visualizadorConteudo.aspx?cod_areasuperior=389">PMP</a>, que pretendo tirar ainda este ano. J&#xE1; at&#xE9; paguei (caro) para fazer a prova, s&#xF3; falta marcar o dia. Pavlov est&#xE1; dormindo debaixo da mesa, em frente ao <em>subwoofer</em>, como de costume. A&#xED; toca o interfone.</p>
<p>- Quem &#xE9;?   <br />- Correio. Tem que assinar.</p>
<p>Tem que assinar porque &#xE9; carta registrada urgente. Bem, pelo menos &#xE9; isso que diz no selinho dos Correios, porque, pelo carimbo da postagem, ela levou <em>sete dias</em> pra ser entregue.</p>
<p>Levantei e fui colocar uma roupa. &#xC9; que eu estava estudando de cueca, j&#xE1; que aqui em casa faz um calor absurdo de dia, e a janela do escrit&#xF3;rio d&#xE1; de frente para <em>o telhado de amianto</em> de um galp&#xE3;o, que reflete o calor todinho pra dentro da minha casa. </p>
<p>Enquanto eu vestia uma bermuda, Pavlov entra em modo &quot;enlouquecido&quot;: ele j&#xE1; aprendeu que, quando estou me vestindo ou cal&#xE7;ando algo, &#xE9; porque provavelmente vou lev&#xE1;-lo para passear. Bem, o passeio &#xE9; s&#xF3; at&#xE9; a garagem, mas ainda assim ele se empolga como se fosse viajar para o Tibet.</p>
<p>A&#xED; eu abro a porta da garagem e vou at&#xE9; o carteiro. Pavlov vai na frente, alucinado, e fica parado no port&#xE3;o, abanando o rabo. Botei ele no colo para que ele n&#xE3;o fugisse e comecei a assinar a papelada. A&#xED; Pavlov come&#xE7;a a se contorcer alucinadamente:</p>
<p>- Ei, pera&#xED; Pavlov, sen&#xE3;o voc&#xEA; vai ca&#8230;</p>
<p>&quot;Cair&quot;, eu ia dizer. Mas completei a palavra quando ele j&#xE1; tinha se espatifado no ch&#xE3;o e sa&#xED;do correndo. Alguns segundos depois eu entendi a raz&#xE3;o do desespero: ele viu Toby, o cachorro do vizinho, que apareceu na garagem para fazer n&#xE3;o-sei-o-qu&#xEA; com uns pneus velhos. Pavlov e Toby tem uma rixa de longa data: Toby acha que &#xE9; o dono do pr&#xE9;dio e acha que Pavlov &#xE9; seu concorrente. Pavlov n&#xE3;o est&#xE1; nem a&#xED; pra isso e s&#xF3; quer &quot;conhecer&quot; Toby. Digo &quot;conhecer&quot; num sentido sexualmente ativo&#8230;</p>
<p>O carteiro percebeu e ficou rindo da minha cara:</p>
<p>- Pera&#xED;, os dois s&#xE3;o machos? P&#xF4;, cara, bate um papo l&#xE1; com seu cachorro, ele tem que se ligar que o lance &#xE9; outro&#8230;</p>
<p>Assinei logo a papelada e corri para tentar colocar alguma clareza nos pensamentos de Pavlov. Toby estava completamente irado e come&#xE7;ou a fazer xixi em todos os cantos, como que para mostrar que aquele territ&#xF3;rio era dele e de mais ningu&#xE9;m. Pavlov, completamente sem no&#xE7;&#xE3;o, s&#xF3; queria saber de cheirar a genit&#xE1;lia de Toby &#8211; inclusive DURANTE os momentos onde ele fazia xixi. Por sinal, eu j&#xE1; mencionei aqui que Pavlov at&#xE9; hoje n&#xE3;o levanta a patinha pra fazer xixi? Pois &#xE9;: ele faz o equivalente canino a &quot;homem mijar sentado no vaso&quot;. Decepcionante.</p>
<p>Pra piorar ainda mais a situa&#xE7;&#xE3;o, o meu vizinho, dono do Toby, &#xE9; um ex-presidi&#xE1;rio. Daqueles cl&#xE1;ssicos, cheios de tatuagem feita com tinta de caneta Bic e tal. Ele cumpriu pena porque vendia drogas mas, considerando o tanto de &quot;amigos&quot; que atualmente passam pelo meu pr&#xE9;dio para visit&#xE1;-lo, acho que ele ainda trabalha no ramo de &quot;com&#xE9;rcio&quot;. Tanto que, enquanto eu apartava os cachorros, ele veio fazendo um &quot;merchan&quot;:</p>
<p>- Cara, se voc&#xEA; tiver precisando a&#xED; de uns Nike Shox, umas roupas de marca e tal, depois c&#xEA; passa l&#xE1; em casa pra dar uma olhada, tem umas paradas l&#xE1;&#8230;</p>
<p>E eu l&#xE1;, confuso, sem saber se ficava no &quot;&#8217;ahan&#8217; pra n&#xE3;o render&quot; com meu vizinho ou se separava os cachorros. </p>
<p>Agora estou aqui, escrevendo este post, de cueca, olhando pro telhado de amianto e suando. Pavlov est&#xE1; ali, dormindo de barriga pra cima, possivelmente tendo sonhos er&#xF3;ticos com Toby. E tem 35 p&#xE1;ginas do cap&#xED;tulo de &quot;Human Resource Management&quot; me esperando.</p>
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		<title>Coisas que podiam vir pro blog mas s&#227;o pequenas demais para virar post</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/10/coisas-que-podiam-vir-pro-blog-mas-so-pequenas-demais-para-virar-post</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 22:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[O bot&#xE3;o do ar condicionado do meu carro (Palio 1.0) &#xE9; igual um bot&#xE3;o de &#34;turbo&#34;: desligo o ar, o carro fica potente. Ligo o ar e ele s&#xF3; falta botar a l&#xED;ngua de fora e gemer feito um asm&#xE1;tico. Mesmo com o &#34;turbo&#34; ligado (ou seja, ar desligado) esse motor Fire &#xE9; muito vagabundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>O bot&#xE3;o do ar condicionado do meu carro (Palio 1.0) &#xE9; igual um bot&#xE3;o de &quot;<em>turbo</em>&quot;: desligo o ar, o carro fica potente. Ligo o ar e ele s&#xF3; falta botar a l&#xED;ngua de fora e gemer feito um asm&#xE1;tico.       </p>
<p>Mesmo com o &quot;<em>turbo&quot;</em> ligado (ou seja, ar desligado) esse motor Fire &#xE9; muito vagabundo. Morro de saudades do meu Fiesta 1.0 Zetec RoCam. Aquilo sim &#xE9; que &#xE9; motor. Lembro que uma vez eu estava na via expressa, doming&#xE3;o, pista vazia e eu descendo o p&#xE9;. Parei num sinal, parou um motoqueiro do meu lado e puxou conversa:       </p>
<p>- P&#xF4;, motorzinho bom esse seu, &#xE9; 1.6? </li>
<li>Pavlov me mordeu outro dia. Mas foi sem querer. Ele estava mastigando um dos seus brinquedos, e eu fico puxando o treco pra jogar longe. Ele adora quando fa&#xE7;o isso. Coisas de cachorro. Mas numa dessas eu calculei mal e ele foi morder o brinquedo enquanto o dedo indicador da minha m&#xE3;o esquerda estava no meio do caminho. Chegou a quebrar minha unha e deu um belo hematoma embaixo. N&#xE3;o vou poder usar esmalte por um bom temp&#8230;ops! </li>
<li>Pavlov comeu um peda&#xE7;o da minha &#xFA;nica blusa de frio ontem. E <em>n&#xE3;o</em> foi sem querer, foi por birra mesmo. Bethania precisa voltar <em>r&#xE1;pido</em> da viagem dela, esse cachorro t&#xE1; &quot;crisento&quot; que s&#xF3; vendo. </li>
<li>Tou eu e Gabriel no Google Talk, papeando&#8230; e sempre rolam aqueles &quot;trocadalhos do carilho&quot;. Os de hoje foram bem nerds&#8230; </li>
</ul>
<blockquote><p>- Ou, sabe o que tem depois do Emmy?      <br />- Hm&#8230; o &quot;Enny&quot;?       <br />- Hahah!       <br />- Se for assim, depois do Oscar tem o Papa, depois Quebec, Romeo&#8230;</p>
</blockquote>
<p>A &#xFA;ltima piadinha &#xE9; t&#xE3;o nerd que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_radiotelef&ocirc;nico">s&#xF3; lendo aqui mesmo</a> pra entender.</p>
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		<title>Fatos curiosos sobre meu cachorro</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/09/fatos-curiosos-sobre-meu-cachorro</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 10:58:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Pavlov num momento &#34;death metal&#34; (ou seja, correndo com um brinquedo na boca) 1) Pavlov &#xE9; mais inteligente que eu. Sim, &#xE9; verdade. Um exemplo &#xE9; o truque que ele inventou para me mostrar que quer sair pra passear: Quando estou no computador ele come&#xE7;a a cutucar a minha perna e eu digo &#34;agora n&#xE3;o, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 0px" height="309" alt="Pavlov vers&#xE3;o " src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070928-2.jpg" width="535" border="0" metal??="metal??" />  <br /><center><small>Pavlov num momento &quot;death metal&quot; (ou seja, correndo com um brinquedo na boca)</small></center>
<p><strong><u>1) Pavlov &#xE9; mais inteligente que eu.</u></strong></p>
<p>Sim, &#xE9; verdade. Um exemplo &#xE9; o truque que ele inventou para me mostrar que quer sair pra passear:</p>
<p>Quando estou no computador ele come&#xE7;a a cutucar a minha perna e eu digo &quot;agora n&#xE3;o, Pavlov&quot;. A&#xED; ele sai do escrit&#xF3;rio e come&#xE7;a a derrubar coisas em algum outro lugar da casa, s&#xF3; para fazer barulho e me for&#xE7;ar a sair da frente do PC. Ent&#xE3;o eu me levanto e vou ver o que &#xE9;. Assim que ele me v&#xEA; de p&#xE9;, ele corre at&#xE9; a porta, faz uma cara de &quot;pid&#xE3;o&quot; e fica apontando pra ela com a patinha. A&#xED; eu fico com pena e saio com ele. Esse cachorro maldito n&#xE3;o s&#xF3; sabe fazer chantagem emocional como <em>sabe que ela funciona comigo</em>, o que prova que ele &#xE9; muito mais esperto que eu.</p>
<p><strong><u>2) Pavlov &#xE9; imune &#xE0;s minhas m&#xFA;sicas estranhas</u></strong></p>
<p>O ouvido de Pavlov &#xE9; curiosamente seletivo. Quando saio de carro e deixo o som alto ele nem se incomoda e fica dependurado na janela do passageiro, curtindo o vento no rosto.</p>
<p>At&#xE9; a&#xED;, normal. Acontece que ele se comporta como se ouvisse todos os outros sons do ambiente, MENOS a m&#xFA;sica. Um dia desses eu fui busc&#xE1;-lo no pet shop e a m&#xFA;sica estava t&#xE3;o alta que <em>eu mesmo</em> comecei a ficar incomodado. J&#xE1; Pavlov estava sossegado na janela. A&#xED;, como teste, comecei a batucar de leve no painel do carro e, na mesma hora, ele se virou pra ver que barulho era aquele.</p>
<p>A coisa &#xE9; ainda mais bizarra quando estou ouvindo m&#xFA;sica no computador, porque nestes momentos o lugar predileto de Pavlov para tirar um cochilo &#xE9; <em>em frente ao subwoofer</em>. Eu toco m&#xFA;sica alta de tudo quanto &#xE9; tipo (tudo MESMO) e ele continua l&#xE1;, desmaiado. A&#xED; eu me levanto da cadeira e ele acorda <em>na mesma hora</em>.</p>
<p><strong><strong><img id="id" style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="150" alt="pavlov de p&#xE9;" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070928.jpg" width="200" align="left" border="0" /></strong><u>3) Pavlov &#xE9; um b&#xED;pede frustrado</u></strong></p>
<p>Pavlov &#xE9; capaz de andar um temp&#xE3;o sobre as duas patas traseiras. Quando a gente chega em casa ele sempre est&#xE1; l&#xE1;, &quot;de p&#xE9;&quot; com um dos seus brinquedos na boca. Qualquer dia eu ainda vou fazer um v&#xED;deo disso e botar no YouTube.</p>
<div style="clear: both">&#xA0;</div>
<p><strong><u>4) Pavlov &#xE9; extremamente ciumento</u></strong></p>
<p>Tudo que preciso fazer para matar Pavlov de raiva &#xE9; abra&#xE7;ar Bethania. Especialmente enquanto estamos os tr&#xEA;s esparramados no tapete da sala de TV &#8211; o <em>playground</em> preferido dele. Acho que ele se sente como se eu fosse um &quot;cachorr&#xE3;o&quot; intruso, entrando no territ&#xF3;rio <em>dele</em> e pegando as &quot;cadelas&quot; dele.</p>
<p>A&#xED; &#xE9; assim. Se eu fico junto de Bethania ele pula no meio para atrapalhar, ele rosna, ele chora, ele n&#xE3;o se aguenta de raiva.</p>
<p><strong><u>5) Pavlov n&#xE3;o tem no&#xE7;&#xE3;o do perigo</u></strong></p>
<p>O mal de cachorro criado &quot;com leite com p&#xEA;ra e Ovomaltino&quot; &#xE9; que ele fica sem maldade nenhuma. </p>
<p>Dia desses est&#xE1;vamos na rua e passamos em frente a uma casa que tem um vira-lata bravo e territorial, que late furiosamente enquanto n&#xE3;o sa&#xED;mos da cal&#xE7;ada dele. S&#xF3; que demos o azar de passar por l&#xE1; num momento onde a dona da casa estava saindo, ent&#xE3;o o port&#xE3;o estava aberto. O vira-lata voou pelo port&#xE3;o e avan&#xE7;ou direto no pesco&#xE7;o de Pavlov. </p>
<p>Momento tenso: a dona da casa segurou o vira-lata, e eu puxei Pavlov a tempo. O vira-lata ficou l&#xE1;, rosnando, com a boca cheia de p&#xEA;lo da &quot;quase-mordida&quot;, e Pavlov me puxava <em>na dire&#xE7;&#xE3;o do cachorro</em>, com a maior cara de &quot;quer ser meu amigo??&quot;</p>
<p><strong><u>6) Pavlov tem parentes importantes na trilogia Star Wars</u></strong></p>
<p>De in&#xED;cio eu achava que a semelhan&#xE7;a dele era com Chewbacca, mas ele se parece mais &#xE9; com os Ewoks mesmo.</p>
<p align="center"><img id="id" style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-right-width: 0px" height="147" alt="Pavlov e um Ewok lado a lado" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070923.jpg" width="319" border="0" />     <br /><small>Pavlov e um Ewok. Pavlov &#xE9; o da esquerda.</small> </p>
<p><strong>7) Pavlov &#xE9; um artista pl&#xE1;stico de renome internacional</strong></p>
<p>Bem, essa eu j&#xE1; contei aqui (<a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html">parte 1</a>, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2.html">parte 2</a>, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/07/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-3.html">parte 3</a>, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/08/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-4">parte 4</a> e <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/trs-conselhos-que-tornam-meu-casamento.html">b&#xF4;nus</a>)</p>
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		<title>Pavlov &#8211; Um artista de vanguarda (parte 4)</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/08/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-4</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 21:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[(Leia também a parte um, dois, três e o &#8220;bônus&#8221;) No último sabado eu estava no computador quando Pavlov chegou e se assentou ao meu lado. Estava roendo alguma coisa. Passei a mão em sua cabeça e perguntei: &#8220;E aí, o que você está comendo?&#8221; Instantes depois eu estava praticamente em estado de choque, completamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>(Leia também a <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html">parte um</a>, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2.html">dois</a>, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/07/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-3.html">três</a> e o <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/trs-conselhos-que-tornam-meu-casamento.html">&#8220;bônus&#8221;</a>)</small></p>
<p>No último sabado eu estava no computador quando Pavlov chegou e se assentou ao meu lado. Estava roendo alguma coisa.</p>
<p>Passei a mão em sua cabeça e perguntei: &#8220;E aí, o que você está comendo?&#8221;</p>
<p>Instantes depois eu estava praticamente em estado de choque, completamente sem palavras: Pavlov tinha em suas garras uma nova obra de arte&#8230;</p>
<p><img src="20070820.jpg" alt="" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><strong>Celular</strong><br />
(Plástico e materiais diversos &#8211; 2007 &#8211; Acervo do artista)</span></p>
<p>Este é mais um genial trabalho plástico, um <em>work in progress</em> de &#8220;evisceração&#8221; de <em>ready-mades</em> eletrônicos. É toda a fúria animal de Pavlov, expressada em suas dentadas e garradas, buscando evocar em quem contempla seu trabalho toda uma gama de sentimentos primitivos de ódio, revolta e violência (como eu mesmo senti).</p>
<p>Curiosamente, o celular não ficou completamente destruído: apenas a tampinha traseira foi mastigada. Com isto, Pavlov manda uma clara e curiosa mensagem de que &#8220;sem a casca, o conteúdo perde o valor&#8221; e, assim, confronta o valor estético do aparelho contra seu valor funcional. E neste confronto apenas o artista sai ganhando&#8230;</p>
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		<title>Pavlov &#8211; Um artista de vanguarda (parte 3)</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/07/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-3</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jul 2007 00:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[(Leia a parte 1 aqui e a parte 2 aqui &#8211; e um &#8220;bonus track&#8221; aqui) A vida moderna nos liberta ou nos escraviza? A tecnologia expande horizontes ou constrange as mentes? Viver num mundo sem fio significa viver acorrentado? Todas estas quest&#245;es s&#227;o levantadas no novo, simples e genial trabalho do artista pl&#225;stico Pavlov, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Leia a <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html">parte 1 aqui</a> e a <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2.html">parte 2 aqui</a> &#8211; e um <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/trs-conselhos-que-tornam-meu-casamento.html">&#8220;bonus track&#8221; aqui</a>)</p>
<p>A vida moderna nos liberta ou nos escraviza? A tecnologia expande horizontes ou constrange as mentes? Viver num mundo sem fio significa viver acorrentado?</p>
<p>Todas estas quest&otilde;es s&atilde;o levantadas no novo, simples e genial trabalho do artista pl&aacute;stico Pavlov, intitulado <i>Controle</i>.</p>
<p><center><img src="20070726.jpg" alt="Controle remoto semidestruido por mordidas"><br /><font size="1">Controle<br />(pl&aacute;stico, circuito impresso e borracha)<br />2007 &#8211; Acervo do artista</font></center></p>
<p>Este trabalho simples tem muito mais do que os olhos v&ecirc;em. O que parece ser apenas o controle remoto do meu DVD semi-devorado pelo meu cachorro &eacute; uma obra-prima de m&uacute;ltiplos significados, em m&uacute;ltiplas inst&acirc;ncias de meta-realidades que convergem tanto para o agora quanto para futuros apocal&iacute;pticos distantes. A come&ccedil;ar pelo t&iacute;tulo: o controle perde sua fun&ccedil;&atilde;o ao ser devorado, pois passa de controlador a <i>controlado</i>. N&atilde;o &eacute; ele quem diz o que vamos ver: agora ele s&oacute; serve para <i>ser visto</i>.</p>
<p>A eviscera&ccedil;&atilde;o do controle remoto foi feita por Pavlov usando a sua famosa t&eacute;cnica de manipula&ccedil;&atilde;o oral: mordidas e dentadas, uma catarse aonde o instinto mais animalesco faz nascer a arte mais sublime. A viol&ecirc;ncia do trabalho serve a um fim nobre: mostrar o vazio que realmente h&aacute; por dentro de toda esta modernidade eletro-eletr&ocirc;nica que nos cerca, revelando o que h&aacute; por tr&aacute;s da casca destes monolitos bebedores de sangue el&eacute;trico que usamos para praticamente tudo (inclusive para ler este post).</p>
<p><center><img src="20070726_3.jpg" alt="Pavlov"><br /><font size="1">Pavlov, com um ar meio <i>blas&eacute;</i></font></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Três conselhos que tornam meu casamento mais feliz</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/trs-conselhos-que-tornam-meu-casamento</link>
		<comments>http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/trs-conselhos-que-tornam-meu-casamento#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 May 2007 22:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Conselho 1 A posição das xícaras na mesa interfere diretamente no bem-estar da minha esposa. Assim está ERRADO!! Esposa em pânico!! Morte, dor e sofrimento!!! Assim está CERTO! Esposa feliz! Prosperidade conjugal! Conselho 2 A qualidade da panela de pressão de seu lar interfere diretamente no branco do seu fogão e de tudo que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><u>Conselho 1</u></p>
<p>A posição das xícaras na mesa interfere diretamente no bem-estar da minha esposa.</p>
<p><center><img src="20070525_3.jpg"><br /><font size="1">Assim está ERRADO!! Esposa em pânico!! Morte, dor e sofrimento!!!</font></center></p>
<p><center><img src="20070525_4.jpg"><br /><font size="1">Assim está CERTO! Esposa feliz! Prosperidade conjugal!</font></center></p>
<p><u>Conselho 2</u></p>
<p>A qualidade da panela de pressão de seu lar interfere diretamente no branco do seu fogão e de tudo que o circunda. A razão disto é que, quando você cozinhar feijão preto numa panela vagabunda, a válvula de segurança vai estourar e você terá fotos bem nojentas para postar no blog.</p>
<p><center><img src="20070525_5.jpg"> <img src="20070525_6.jpg"><br /><font size="1">&#8230;e ainda faltaram fotos dos armários (brancos) e do teto (branco), que ficaram imundos. É sério, voou feijão até o teto.</font></center></p>
<p><u>Conselho 3</u></p>
<p>As criações em artes plásticas dos seus animais de estimação (leia <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html">aqui</a> e <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2.html">aqui</a> para entender) interferem diretamente na integridade física da decoração do lar, bem como no nível de pressão sanguínea dos seus proprietários.</p>
<p>Digo isto porque Pavlov canalizou seu ímpeto criativo/destrutivo para os livros de arte que ficam na mesinha de centro da sala, num trabalho instigante que expressa, ao mesmo tempo, o desprezo pela arte e o desejo de consumí-la, devorá-la. Coisa de gênio.</p>
<p><center><img src="20070525_7.jpg"> <img src="20070525_8.jpg"><br /><font size="1">&#8220;Hopper&#8221; &#8211; Técnica mista (mordidas/patadas) sobre papel impresso<br />Acervo do artista &#8211; 2007</font></center></p>
<p>P.s.: Falando em Hopper, alguém mais notou que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4-e6Tc6gQoU">a propaganda do Ford Fiesta</a> tem um cenário &#8220;chupado&#8221; do seu quadro mais famoso, o <a href="http://www.edwardhopper.info/Nighthawks.html">&#8220;Nighthawks&#8221;</a>?</p>
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		</item>
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		<title>Pavlov &#8211; Um Artista de Vanguarda (parte 2)</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2</link>
		<comments>http://www.gebh.net/oprimo/2007/02/pavlov-um-artista-de-vanguarda-parte-2#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 21:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte um aqui O tempo traz consigo a maturidade para os jovens artistas. O ímpeto criativo, por vezes descontrolado, pouco a pouco vai ganhando forma e direção. Normalmente é nesta fase da carreira que os artistas produzem suas obras-primas. Pavlov, artista precoce, não precisou dos favores do tempo e da maturidade para demonstrar direcionamento criativo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="1">Parte um <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html">aqui</a></font></p>
<p>O tempo traz consigo a maturidade para os jovens artistas. O ímpeto criativo, por vezes descontrolado, pouco a pouco vai ganhando forma e direção. Normalmente é nesta fase da carreira que os artistas produzem suas obras-primas.</p>
<p>Pavlov, artista precoce, não precisou dos favores do tempo e da maturidade para demonstrar direcionamento criativo, e surpreendeu mais uma vez ao produzir as obras da série intitulada &#8220;quinas&#8221;.</p>
<div style="center"><img src="http://www.gebh.net/oprimo/uploaded_images/20070226_2-729128.jpg" border="0"><br /><font size="1">Quina 1<br />Plástico, terra, plantas, pedras decorativas &#8211; 2007<br />Acervo do artista</font></div>
<p>Em sua arte, continuam onipresentes o sentimento da fúria primal e da oralidade: Pavlov executa todos os seus trabalhos com a boca, nas madrugadas onde fica sozinho e livre em sua casa. Mas a novidade agora é o objeto do trabalho: as quinas. Quinas que, destruídas, tornam-se &#8220;ex-quinas&#8221;, e que ilustram o sentimento de estar à beira de algo, à margem, até mesmo encurralado.</p>
<div style="center"><img src="http://www.gebh.net/oprimo/20070226.jpg" border="0"><br /><font size="1">Quina 2<br />Madeira, metal e plástico &#8211; 2007<br />Acervo do artista</font></div>
<p>As obras da série &#8220;quinas&#8221; também fazem uma brincadeira com a sua crescente popularidade no mercado da arte. O <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda.html"><i>release</i> publicado no mês passado</a> foi um dos posts mais populares de todos os tempos &#8211; bateu o recorde de comentários, por sinal -, mas ainda assim Pavlov se coloca à beira das suas obras, compostas basicamente por grandes móveis, adulterados em apenas uma de suas beiradas. Esta também é uma referência ao poder de sua arte: com simples mordidas, alterações aparentemente insignificantes quando se considera a dimensão do objeto adulterado, Pavlov praticamente os inutiliza e os despe de sua função estética original, depreciando profundamente seu valor &#8211; causando assim um impacto e horror profundos em quem os encontra  semidestruídos.</p>
<p>Este horror provocou uma reação interessante em Bethania Duarte, a responsável pela curadoria de suas obras: tomada de um sentimento de repulsa pela destruição do móvel usado em &#8220;Quina 2&#8243;, Bethania cobriu a beirada semidestruída do móvel com pimenta, para impedir que Pavlov concluísse sua obra. No dia seguinte, o móvel continuou sendo trabalhado: Pavlov <i>adorou</i> o sabor da pimenta. </p>
<p>Esta é, sem dúvida, a marca inegável de seu gênio.</p>
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		<title>Pavlov &#8211; Um artista de vanguarda</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda</link>
		<comments>http://www.gebh.net/oprimo/2007/01/pavlov-um-artista-de-vanguarda#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 00:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Pavlov]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem que eu achei que estava ganhando apenas uma bola de pêlo saltitante quando concordei com a história toda de ter cachorro em casa. Mal sabia eu. Pavlov, apesar do nome de cientista, na verdade é um artista plástico. Até escrevi um release pra ele&#8230; Pavlov &#8211; O ego feroz por trás de uma arte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem que eu achei que estava ganhando apenas uma bola de pêlo saltitante quando concordei com a história toda de ter cachorro em casa. </p>
<p>Mal sabia eu. Pavlov, apesar do nome de cientista, na verdade é um artista plástico. Até escrevi um <i>release</i> pra ele&#8230;<br />
<hr /><b>Pavlov &#8211; O ego feroz por trás de uma arte instigante</b></p>
<div align="center"><img src="20070129.jpg" width="250" height="187" alt="" border="0"><br /><font size="1">Pavlov em casa, manipulando tecidos para um projeto</font></div>
<p>Uma arte movida por um desejo primal. Talvez esta seja uma das formas de descrever o trabalho do jovem Pavlov. Sua produção é o produto de um pensamento não-contínuo, algo bestial, que se traduz num desejo incontido recalcado na oralidade da infância e que produz obras cheias de símbolos expressivos, violentos, destrutivos.</p>
<div style="float: left; margin-right: 1 em;"><img src="20070129_2.jpg" width="200" height="150" alt="" border="0">&nbsp;<br /><font size="1">&#8220;Óculos&#8221;<br />Metal, plástico e resina &#8211; 2007<br />Acervo do artista</font></div>
<p>Pavlov usa como meio de expressão os <i>readymades</i> da vida moderna: objetos comuns do cotidiano. Em seu processo criativo estes objetos são destruídos pelo artista, numa catarse irracional, usando sua própria boca (Pavlov chega a &#8220;mastigá-los&#8221; por horas a fio) E é neste ponto que começa a beleza de sua obra, que constrói partindo do caminho inverso: o da aniquilação.</p>
<p>A complexidade da arte de Pavlov pode ser percebida em vários outros níveis, ao se considerar, por exemplo, a forma com a qual as peças são trabalhadas. Em &#8220;Óculos&#8221; percebe-se a &#8220;quebra&#8221;, a &#8220;divisão&#8221; da &#8220;visão&#8221; interior do artista. Teria ele, distorcendo este símbolo de filtro da visão, obtido uma percepção ainda maior da realidade que nos cerca? Teria a sua obra uma mensagem implícita, convidando-nos a jogar fora nosso antigo método de observar o mundo?</p>
<div style="float: right; margin-left: 2 em;">&nbsp;<img src="20070129_3.jpg" width="200" height="150" alt="" border="0"><br /><font size="1">&#8220;Sapato&#8221;<br />Couro e borracha &#8211; 2007<br />Acervo do artista</font></div>
<p>Em &#8220;Sapato&#8221;, esta abordagem é ainda mais evidente. Com sua boca, Pavlov trabalha a &#8220;língua&#8221; do sapato e constrói nele uma nova boca, distorcida e sem voz &#8211; como a boca do próprio artista (que não costuma falar muito). A escolha dos objetos também demonstra uma clara afronta a tudo que é rotineiro, corporativo, ligado a escritórios e a trabalho, e ao mundo humano comum. Nada parece escapar ao seu ímpeto criador-destruidor.</p>
<p>A manipulação de objetos representa uma nova fase da carreira de Pavlov, que anteriormente trabalhava de forma ainda inocente, mas agressiva, usando seus excrementos como forma de expressão. O material de produção de suas obras evoluiu, mas sua criação ainda conserva a mesma determinação em chocar seu público e despertar confusão e raiva. Pois é nisto que está o cerne da obra de Pavlov e sua consequente genialidade: em sua obstinação de ser infantil e irracional, ele nos mostra o quão animalizada a criatura humana pode ser quando os objetos-ícones de sua rotina são brutalmente (e oralmente) reestruturados.</p>
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