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Pedaços de posts que nunca concluí

29 de dezembro de 2009, 0:22

Em nenhuma ordem ou contexto específico (Viva o caos!).


Teorias sobre motivação, existem várias. Apenas duas funcionam: 1) Dinheiro e 2) Café. Tem também o 3) Sexo, mas essa tem uma série de complicações jurídicas quando usada em ambientes corporativos.


  • E esses bonequinhos 3D em overlay no campo, hein Globo? Tá parecendo Age of Empires…
  • Que mau gosto o dessa camisa do Flamengo. A fonte do nome do jogador é a mesma dos filmes do Homem Aranha que é a mesma do Playstation 3.
  • Esses gritos de guerra do Flamengo não rimam não? “Dá-lhe dá-lhe ô / Mengão do meu coração”?
  • (Quando a TV digital dá interferência e a tela se enche de “glitches”): E pensar que meus filhos nunca vão saber o que são chuviscos de uma TV analógica fora do ar…

Então que agora eu virei consultor-líder do maior contrato do ano da minha empresa de consultoria e meu dia de trabalho consiste, basicamente, de um continuum de reuniões.

Ontem uma delas era para acertar o escopo do trabalho com uma das gerentes do cliente. Daí que eu cheguei e me sentei na mesa todo pimpão e todo mundo tava batendo cabeça e eu incorporei o exu de consultor-líder e saí, ao mesmo tempo, colocando ordem na bagaça e tomando cuidado para não desautorizar a mulher (que, pô, era a gerente da coisa). E ela lá, só ouvindo.

Até que, no meio do meu “leadership spree” eu saio falando que…

- …então acho importante seguir as orientações da Miriam.

E ela rebate:

- Meu nome é Luiza.


Brunetto
Comida Italiana – Site: Não tem.
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 465 – Itaim Bibi

Sabe, normalmente a comida italiana me motiva… motiva a tirar um cochilo depois. Só que a do Brunetto (onde almocei hoje) estava TÃO boa que me motivou a escrever este post. Diz Bethania que os donos moraram na Itália, então deve ser por isso que as massas são tão gostosas. Ah, não deixe também de comer a bruschetta do Brunetto (por mais transsexual que isso possa parecer).

Kebaberia
Kebabs (comida árabe) – http://www.kebaberia.com.br/
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 777 – Itaim Bibi Rua Joaquim Floriano 179 – Itaim Bibi

Quando se pensa em Oriente Médio normalmente o que vem à cabeça é "terrorismo", "petróleo", "Prince of Persia"… e, por último, a comida do Habibs. Então os kebabs – "enrolados" de carne grelhada, originados no Irã – acabam passando despercebidos. Mas são uma delícia, é como se fosse a fast-food das arábias.

No almoço é bem cheio, então dá um ótimo lugar para ataque de homem-bomba chegue cedo.

Bolados
Lanches e sucos – http://www.boladossucos.com.br/
Rua Joaquim Floriano, 373 – Itaim Bibi

Minha mulher odeia o Bolados: “Sanduíche não é almoço”, diz ela. No cardápio tem um de peito de peru com tomate seco que discorda veementemente. Vale lembrar que o Bolados, além de bom, é barato, tornando-se uma ótima sugestão para os dias em que sua carteira teve crises bulímicas e tá magrela.

Pibu’s
Lanches – http://www.pibus.com.br/
Av. Pres. Juscelino Kubitscheck, 819

Opção boa (e razoavelmente barata) quando você quer fugir dos lanches tradicionais do Itaim (New Dog, Joakin’s, Fifties, etc). Mas peça o delivery – o restaurante “físico” é praticamente inexistente.


O Primo NÃO recomenda: Hotel Sonesta Brasília

30 de setembro de 2009, 23:13

sonesta Em seis anos de consultoria eu já dormi em tudo que é canto: cama de resort cinco estrelas, hotel de posto de gasolina do interior do Mato Grosso… já pernoitei até em guarita de porteiro de fábrica de armas (é sério!). Mas um hotel que não era pra decepcionar e que me surpreende – no MAU sentido – a cada dia e há muito tempo é o Sonesta de Brasília – “Soneca”, para os íntimos, como eu e o Esparroman (que também já pagou uns pecados por aqui).

Não é brincadeira quando digo que o Sonesta não era pra decepcionar: o prédio do hotel é novinho, deve ter uns 3 ou 4 anos de idade. Os quartos são super bem decorados – alguns tem até varanda. Todas as amenidades de um bom hotel estão aqui: internet, academia, restaurante, sauna, piscina, serviço de quarto 24 horas e tal.

Por fora, bela viola. Por dentro… pão bolorento, como diria o sábio Chaves. Olha a LISTA de coisas que já me aconteceram aqui:

  • Comecemos pela internet, simplesmente inutilizável de tão lenta. Eu já usei internet de algumas DEZENAS de hotéis diferentes Brasil afora, e a do Sonesta é a pior de todas, de longe. É tipo o Rubinho Barrichelo num velocípede. Um absurdo para um hotel que se vende por aí como “hotel de negócios”.
  • Aí você pensa: “Ah, mas é só internet, não é a coisa mais importante de um hotel”. Concordo. Vamos então para algo um pouquinho mais sério: em vários quartos falta água quente no banho, especialmente de manhã.
  • Achou o problema da água quente no banho sério? Então engole essa: o problema da falta de água quente no banho acontece há no mínimo DOIS ANOS e até hoje não foi resolvido.
  • Além de torcer pra não pegar um quarto sem água quente, você precisa também evitar os quartos da lateral do prédio, que são minúsculos, de não sobrar espaço pra passar pro outro lado da cama. E estes são justamente os que tem DUAS camas de solteiro. Isso sem contar os quartos que ficam exatamente atrás do elevador e que são simplesmente inabitáveis por causa do barulho.

    Estes são os problemas “crônicos” – ainda tem os esporádicos, como quarto com porta que não abre ou quarto com problema elétrico onde nenhuma luz ou tomada funciona. Peguei um destes essa semana, por sinal.

  • “Por favor” e “obrigado” não são muito usados pelo pessoal do hotel. A tosquice no atendimento chegou a um extremo na última sexta, quando fui fazer meu checkout: logo após puxar minha reserva no computador o cara da recepção começou a rir quando viu meu sobrenome. Na minha frente. Aí ele viu minha cara de furioso e disse:

    - Desculpe, senhor…

    E quando eu achei que ele ia complementar o pedido de desculpas, ele me manda um:

    - …mas é que tem o Tonico e Tinoco, a dupla sertaneja!

    E continuou rindo, o filho da puta.

  • O restaurante é uma piada, tanto o serviço quanto a comida. Um dos exemplos eu já até postei aqui. Atualmente o máximo que eu peço da cozinha é um prato e talheres pra não precisar usar talher de plástico ao comer comida de um delivery qualquer… e até isso dá errado. Pausa para pequena historinha:

    Semana passada eu liguei pro restaurante do hotel, pedi um prato e talheres. Depois (repare na sequência) liguei pro Grandville e pedi um salmão grelhado com salada e cebolas empanadas pra acompanhar. “Previsão de entrega é 45 minutos, senhor”. Mais ou menos nesse tempo chega o motoboy com o salmão e a salada, mas sem a cebola empanada. Mais uns 10 minutos e ele ligou pro restaurante, confirmando que estava mesmo faltando. Daí ele saiu pra buscá-la e voltou uns 30 minutos depois. Eu comi o salmão, a salada e as cebolas (tudo muito bom, recomendo, tem em São Paulo inclusive) e já estava escornado na cama quando, DUAS HORAS DEPOIS, chega o cara do restaurante com meu prato e os talheres. Sim, DUAS HORAS, não tou brincando.

  • Update: Outro dia achei uma barata no meu quarto (detalhes neste post).

“Pô, você precisa reclamar dessas coisas com o gerente!”, você deve estar pensando. Eu comecei preenchendo os papeizinhos de “Fale Conosco” da recepção e, como não adiantava nada, acabei indo conversar com a Srta. Chananda Tubert, gerente de operações. Sobre a internet, ela disse que o hotel tem um link de 1 MBps (sim, UM MEGA, pro hotel INTEIRO) e que, se fosse pra aumentar, ela teria que começar a cobrar pelo uso. Ou seja, ela me mandou um “foda-se você” bem suave. E sobre a água quente ela ficou de verificar (versão suave do “tou cagando e andando”). Como alguns MESES depois nada mudou, eu fui no site global da rede Sonesta, escarafunchei até achar um email “global corporate” qualquer deles e caprichei no meu inglês em um email CABELUDO reclamando da incompetência da gerente. No dia seguinte ela me abordou no café da manhã e, toda simpatiquinha, me encheu de promessas de melhoria. Nenhuma delas cumprida. E isso foi há mais de um ano.

Então já sabe: ao visitar Brasília, para uma boa soneca, não fique no Sonesta: vá pro Mercure, pro Metropolitan, pro Naoum Express… mesmo que você pague um pouco mais caro.


Cinco reviews aleatórios de cinco coisas aleatórias

18 de junho de 2009, 13:48

1) Sanduíche Subway de frango teriaki no pão integral com alface, tomate, cebola, picles, molho de mostarda e mel e uma pitada de pimenta calabresa

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Na foto você vê a versão “publicitário” (esq.) e a versão “cliente” (dir.).

Eu sempre peço exatamente este sanduíche, com estes ingredientes, quando vou ao Subway. É uma reação meio inconsciente, porque me lembra um frango teriyaki que eu comi uma vez, em algum restaurante de algum lugar do brasil (nem me lembro mais) e que estava delicioso. O do Subway nem chega perto, mas traz boas lembranças.

Um destaque é a higiene do Subway, que parece ser muito boa: hoje eu fui entrando na loja, distraído, com meu cachorro junto, a atendente quase teve um troço e me botou pra fora rapidamente.

2) Metal Gear Solid 4 – Guns of the Patriots, para Playstation 3

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Ganhei de presente de dia dos namorados. É um presente que passa uma mensagem interessante, tipo “eu te amo, agora vá ali se esgueirar atrás de um guarda, agarrá-lo e cortar a garganta dele”.

Ainda não devo ter jogado nem 50% do jogo – que é LOOONGO – mas já posso afirmar que no geral ele é mesmo um dos melhores títulos para o PS3. A jogabilidade é excelente: as centenas de armas/itens/gadgets de Snake te permitem ser o quão, er, “criativo” você quiser ser para passar de fase. Estou me divertindo horrores.

A jogabilidade do MGS4 é tão boa que acaba compensando um problema muito chato: as cutscenes, aquelas animações entre as fases que contam a história do jogo. Aparentemente Hideo Kojima, o autor da série Metal Gear, tem um ego enorme e está se achando o J. R. R. Tolkien dos games: entre cada “ato” (Kojima chama as fases de “atos”, afinal, na cabeça dele isto não é apenas um jogo, é um épico) você acaba sendo obrigado a ver cutscenes ENORMES, contando todos os mínimos detalhes de uma história bem mais ou menos. Tipo, logo que você mata o primeiro chefão, te chamam no rádio e ficam CINCO MINUTOS te contando a história de vida do chefão que você acabou de matar. E entre os atos 2 e 3 você é obrigado a assistir UMA HORA DE CUTSCENE. Sim, meus amigos, UMA HORA.

3) Tag “Via Fácil” para pagamento automático de pedágio

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Esse eu comprei quando estava na Fernão Dias, indo pra BH de carro. Perguntei quanto custava, a mocinha disse que tinha apenas uma taxa de adesão de 3 parcelas de R$ 18,76 que valia por CINCO anos.

O tal “tag” ainda tem a praticidade de pagar automaticamente o estacionamento de um monte de shoppings de São Paulo, o que é MUUUITO prático. Acabou aquela novela de toda vez eu virar pra Bethania e perguntar do ticket do estacionamento e ela ficar meia hora revirando a bolsa até descobrir que o ticket estava no bolso da minha calça. Mesmo eu não viajando tanto, desembolsar 11 reais por ano e nunca mais pegar fila de guichê de estacionamento de shopping me pareceu razoável…

…até eu descobrir uma mensalidade de R$ 10 que a mocinha que me vendeu acabou se “esquecendo” de mencionar e que eu só fiquei sabendo que existia quando recebi a fatura. Aí o valor anual passou de 11 para 131 reais e eu tratei de devolver logo essa porcaria.

4) Balas de alga marinha

image Eu fui apresentado a estas balinhas pelo meu amigo Marcos. Segundo a embalagem, elas são 100% naturais e contém agar-agar, um extrato de algas marinhas “riquíssimo em fósforo, iodo e sais minerais. Combate flacidez, age como vitalizante celular, retarda o envelhecimento dos tecidos, evita rugas, fortalece unhas, revigora o couro cabeludo evitando a queda dos cabelos…”, ou seja, é o tipo de coisa que spammers venderiam em emails intitulados “V1AGRA C1ALIS AG4R AG4R”, etc.

O gosto não lembra algas marinhas, e sim jujubas, mas mais duras e sem todo aquele delicioso açúcar em volta. Cada bala de algas tem 21 calorias, o equivalente a sete ou oito jujubas. As balas são boas, mas prefiro jujubas. Já disse que adoro jujubas?

À venda na Liberdade ou naquelas lojinhas de produtos natureba. Só não recomendo o site do fabricante, que não é nada natural (ou seja, foi feito em flash).

5) Solução de desinfecção de lentes de contato Opti-Free RepleniSH

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Quem usa sabe como é: você coloca as lentes no começo do dia, elas vão ressecando e à noite parece que você tem dois post-its nos olhos, prestes a descolar. Aí vem o tal Opti-Free “RepleniSH” (com SH maiúsculo, sei lá por quê) e promete que vai “reter a hidratação, intensificando o conforto”, ou seja, você não vai chegar à noite parecendo o Mr. Magoo.

E não é que o troço funciona mesmo? No fim do dia meus zóios estavam muito mais confortáveis, mesmo depois de mais de 12 horas olhando mulher pelad… err, planilhas de dados no computador. Mas não espere milagres: as lentes continuam ressecando, mas bem menos que o normal.

O rótulo diz que o poder reidratante vem de uns compostos químicos com nomes assustadores, tipo “ácido nonanoil etilenodiaminotriacético” e “miristamidopropildimetilamina”. Acho que se eu pingar isso direto no olho eu vou sair soltando raio igual o Ciclope.

 

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As Férias do Primo, Parte 2-B: A Pousada

7 de fevereiro de 2009, 10:08

Com toda certeza, a grande responsável pelo sucesso das nossas férias foi a Pousada Chez Roni, que nos acomodou durante a nossa visida à Baía da Traição.

Saca só o nível do lugar. Parece, sei lá, o Marrocos ou a Grécia – mas é ali na Paraíba mesmo!

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O lugar é bem simples. Não espere TV, frigobar ou telefone no quarto (internet nos quartos – realmente essencial :) – eles já estão providenciando). Mesmo porque não faz sentido encher o quarto com um monte de coisas para te manter dentro dele quando logo ali, do lado de fora, na cara da sua janela, tem a praia e o mar.

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Junto com a simplicidade vem também o bom atendimento. O pessoal não mede esforços para que você se sinta à vontade. Você é bem tratado não por que está pagando: na verdade você é muito bem tratado porque o pessoal gosta de ser hospitaleiro. Tanto que nos últimos dias da nossa estadia vimos um casal de italianos de saída da pousada e a filhinha deles chorando porque não queria ir embora. E o pessoal da pousada chorava junto

Um detalhe interessante é que a pousada é bastante frequentada por gringos, especialmente franceses. O site é bilíngue, o dono é francês e a sócia dele mora metade do ano na pousada e metade do ano na França, com o marido. Vidinha ruim, imagino…

A pousada oferece meia pensão ou pensão completa. Mesmo que você não queira pagar a mais, reserve um ou dois dias para almoçar e/ou jantar na pousada porque, além de tudo, a comida é uma delícia.

Então já sabe: se um dia você for parar na Baía da Traição, saiba que a Chez Roni é très bien e fortemente recomendada.


O Primo recomenda: Alice

16 de dezembro de 2008, 22:38

alice hbo cartazSim, é aquela série que a HBO produziu. “A história de uma menina de 26 anos que sai de Palmas, no Tocantins, e vem parar em São Paulo”. A premissa não podia ser mais clichê.

Então foi com muita surpresa que, após assistir os treze episódios da série, afirmo: Alice é excelente, fascinante e altamente recomendada.

E é tudo culpa da produção. Alice é absurdamente bem executada. Eu digo sem pestanejar que é a MELHOR produção nacional que já vi, mesmo nascendo com uma proposta batidíssima e, portanto, com tudo pra dar errado. A série mostra São Paulo inteirinha, fala dos seus pontos famosos, mostra seus locais mais conhecidos – e manjadíssimos – mas não fica brega. A personagem principal é a menina se descobrindo no “mundo encantado” da cidade grande – e a história não fica artificial. Os estereótipos estão quase todos lá: o pobre, o rico, o doidão, a modelo, o motorista, o morador de rua, o assaltante, mas nenhum deles é estereotipado nem mostrado daquele jeito forçado estilo “ohh, vejam, o diretor quer mostrar a diversidade da metrópole”.

Pra falar dos destaques da série, só fazendo uma lista mesmo:

  • Os atores mandam muito bem. Na maioria são “ilustres desconhecidos” do ramo, e talvez por isso deixem seus personagens tão autênticos…
  • …em especial a atriz principal, a estreante e talentosíssima Andréia Horta.
  • Os diálogos nunca soam artificiais: não é aquela coisa de novela onde todo mundo se esmera pra falar o português certinho e as frases saem todas de plástico. E, vendo com atenção, dá pra ver que a direção das cenas também guarda algumas surpresas mais artísticas: por exemplo, quando Alice cai, cambaleante, no gelo do meio de um ringue de patinação, aquela queda é também simbólica. Curti bastante estes detalhes.
  • A trilha sonora (do Instituto) acerta no ponto exato entre o urbano e o intimista – e sem passar pelo manjado. O tema de abertura, somado com imagens da cidade filmados com lente tilt-shift, ficou tão bom que dava gosto revê-lo em cada início de episódio.
  • Falando em fotografia, essa aí demonstrou um ótimo olho para captar a beleza tosca (mas sempre beleza) de São Paulo. Beleza esta que me doía, já que eu via os episódios sempre em avião, hotel ou ônibus e acabava com saudade de casa, pensando “olha lá a Nove de Julho… o túnel Ayrton Senna… o terminal Tietê…”. De fato, pelo que andei vendo por aí, Alice parece funcionar ainda mais em quem, como eu, não nasceu em São Paulo mas acabou indo parar lá.

A única coisa manjada da qual a série não teve muito para onde escapar foi que, para ilustrar a “porralouquice” paulistana, o pessoal carrega a mão nas cenas de sexo, drogas e baladas na Rua Augusta. Mas não se trata de nudez gratuita pra dar audiência: tudo faz parte da narrativa, e mesmo as cenas mais picantes são feitas com bastante, err, tato. E uma dica: recomendo evitar assistir os episódios em locais públicos, como salas de embarque de aeroportos – você pode ser surpreendido por uma cena de sexo lésbico entre duas senhoras de 50 anos, e seus vizinhos de cadeira vão te olhar meio esquisito (experiência própria).

alice_hbo

Mas o que mais gostei da série é que São Paulo não é só uma locação: é uma personagem. Ela vive, ela está na trama, ela afeta todo mundo o tempo todo. Neste ponto eu tiro ainda mais meu chapéu para a cidade, pois são poucos os lugares no mundo que tem personalidade suficiente para atuar em seriados…

Eu, sinceramente, torço pra algum canal aberto comprar os direitos de exibição da série, mesmo que seja pra passar de madrugada. Essa é uma série que merece ser assistida por muita gente. Enquanto isso, dá pra achar os treze episódios num torrent perto de você.

P.s.: Falando em séries nacionais, toda vez que eu vejo uma chamada para a série “Ó Paí O” – derivada de um dos PIORES FILMES NACIONAIS DE TODOS OS TEMPOS – eu tenho uma CRISE de DESESPERO.


O Primo recomenda: Almanaque Brasil

15 de dezembro de 2008, 20:15

Não é segredo pra ninguém que eu viajo muito. O problema é que eu viajo REALMENTE MUITO, coisa que fica evidente quando eu vou cortar cabelo no aeroporto de Congonhas e o cabeleireiro já me conhece e chega perguntando se quero “o corte de sempre”, ou quando eu abro a revista da Tam de dezembro e, no editorial, ela mostra todas as capas das edições do ano e eu percebo que li TODAS. E com tanta leitura aeronáutica eu posso afirmar, com alguma autoridade, que revistas de avião são bem ruinzinhas.

Grande parte da revista da Tam, por exemplo, é merchandising disfarçado. Você pega e lê uma reportagem sobre Frankfurt (para onde a Tam começou a voar no início do ano), outra sobre Orlando (para onde a Tam Viagens está, convenientemente, vendendo pacotes de férias) e outra sobre o show da Madonna (que a Tam está patrocinando). Essa da Madonna, por sinal, tem um dos PIORES textos que já vi. Quando as matérias e entrevistas são boas é porque são “emprestadas” de outras publicações: a revista da Gol, por exemplo, é feita pela mesma editora que faz a revista Trip e é de lá que sai grande parte do conteúdo. Mas fora isto as revistas são obrigadas a seguir uma linha editorial estilo “agradar gregos e troianos” e acaba virando uma mistura de “Caras” com “Você S/A” e com “Viagem”. Não é atoa que o saquinho de vômito fica junto com as revistas…

almanaque brasil Então é com muita surpresa que de vez em quando eu encontro uma das melhores publicações da atualidade perdida no meio dessas porcarias: é o Almanaque Brasil, um grande apanhado de cultura e peculiaridades brasileiras. Ao contrário das revistas de avião comuns, onde o texto é muito mais uma distração pra passar o tempo, o “almanaque” é feito para ser lido de verdade, feito para ser leve e divertido mas interessante. E o mais legal é que ele consegue fazer isso pinçando peculiaridades da cultura brasileira – e mais nada. Não se trata de ufanismo defensivo estilo “fora ianques, vamos preservar o que é nosso”, é mais num sentido “olha o tanto de coisa interessante que o seu país tem”.

E, de fato, ele tem. A revista deste mês, no lugar de entrevistinhas com a celebridade da moda, foi falar com José Júnior, coordenador do AfroReggae. A entrevista é deliciosa: revela a sagacidade do líder que dirige sua obra social como negócio, porque só assim ele consegue ganhar a atenção da molecada de favela antes que o tráfico o faça. Estas matérias mais densas são entremeadas por artigos leves, diversões e curiosidades que talvez nunca aparecessem numa Veja ou Istoé da vida, mas que tem tudo a ver com a proposta da revista – como a divertidíssima história do pessoal do Jogos Perdidos, fãs de futebol que dedicam-se a acompanhar as partidas de times praticamente esquecidos nas terceiras, quartas e quintas divisões do futebol brasileiro (e mundial). A leitura do Almanaque é tão empolgante que eu sempre me pego lendo coisas pelas quais eu jamais me interessaria sozinho, como por exemplo os “causos” de Rolando Boldrim ou as piadas do Barão de Itararé. É que o que veio antes tava tão legal que eu vou lendo no embalo.

Chega a ser difícil acreditar que uma publicação tão boa seja gratuita. E mesmo quem não voa pela Tam pode ler os exemplares passados, inteirinhos, pelo site. Tem também a opção de fazer uma assinatura (meio cara, R$ 8,16 por exemplar) e receber em casa. E mais: o conteúdo do almanaque é licenciado em Creative Commons, podendo ser livremente usado para fins não-comerciais.


O Primo recomenda – Wipeout Pulse (PSP)

22 de novembro de 2008, 13:12

wipeout-pulse Eu estou completamente e absolutamente viciado no Wipeout Pulse do PSP. Há tempos um jogo não me dava um "barato" tão bom.

A jogabilidade é INTENSA e altamente absorvente, dá aquele "racer’s high" de quando você está absolutamente concentrado em alguma coisa como se a sua vida dependesse daquilo – coisa que eu nunca tinha tido em nenhum jogo single player, apenas nos FPS online multiplayer como o Team Fortress ou o Wolfenstein: Enemy Territory. Tudo acontece muito rápido e uma fração de segundos é a diferença entre você estar em primeiro lugar ou virar uma bola de fogo incandescente e explodir. Mas o mais incrível é que, apesar disto, o Wipeout consegue a proeza de ser desafiador sem ser frustrante.

Além de tudo a "usabilidade" do troço é muito boa para sessões ocasionais de jogatina: ele é perfeitamente funcional com ou sem som ou sem os fones de ouvido, e sua estrutura de inúmeras corridas curtinhas é perfeita pra preencher aquelas pequenas esperas do dia-a-dia, como quando você só quer bater uma corridinha de 3 minutos enquanto sua mulher está na C&A experimentando roupas no provador (eu testei isto, e recomendo!). E o esquema de corridas contidas em "grids" de dificuldade progressiva, que vão abrindo conforme você completa o grid anterior, dá aquele viciozinho estilo "só vou passar mais um nível e depois eu paro"… e lá se vão algumas HORAS.

WipeoutPulse_1

E como se não bastasse ele é futurista, ele é visualmente lindo e a trilha sonora, meu amigo… tem Kraftwerk, tem Aphex Twin, tem Stanton Warriors, Optical, Booka Shade e por aí vai. Mas a cereja no topo do sundae é que dá pra jogar via wi-fi, tanto com amigos em redes Ad-Hoc (PSP versus PSP) quanto pela internet mesmo, usando o wi-fi da sua casa. No dia em que eu descobri isso eu quase imbolotei…


Tom Zé, de graça, no interior de São Paulo

29 de outubro de 2008, 18:34

Eu estou a 400 quilômetros da capital, nesta cidadezinha carinhosamente apelidada de "Dead Cow City", onde não são só as vacas do frigorífico onde trabalho que levam o "dead" do pseudônimo a sério: aqui, diariamente, quase nada acontece.

Então foi com muita surpresa que recebi a notícia de que Tom Zé estava na cidade – e mais, para fazer um show gratuito na pracinha em frente à rodoviária.

Tom Zé e banda

O show é iniciativa do Sesc de São Paulo (que tem twitter, olha só!), como parte de um tal Circuito das Artes. Circuito este que é surpreendentemente ousado: nada de turminha do colégio local fazendo pecinha de teatro ou coral da igreja cantando. O Sesc bateu forte, fugiu da mesmice e apresentou arte de qualidade, abrindo a noite com um espetáculo de dança profissional e de altíssimo nível chamado “Tudo que se espera”, depois passando o premiado (e excelente) curta metragem "Os Filmes que Não Fiz" e, no fim, entregando Tom Zé e sua música nada convencional.

Tom Zé e o violão entre as pernas O público, definitivamente, não estava preparado. Das muitas vezes em que me virei pra conferir a reação da platéia a expressão geral era de perplexidade. As senhoras tricotadeiras de Dead Cow City não escondiam o espanto de ver Tom Zé rasgar a própria roupa, cantar versos como "vá tomar na virgem/seu filho da cruz" ou, fechando os olhos em êxtase, meter o violão no meio das pernas. Mas isso é ótimo, tira o povo da zona de conforto e mexe naqueles cantinhos da consciência que o povo insiste em esconder quando vai à missa ou assiste novela.

E ninguém melhor que Tom Zé para esta missão. Tanto que sua primeira ação logo após subir ao palco foi DESCER e mandar, pessoalmente, o público vir se sentar perto dele (já que havia um vão de uns 10 metros entre o palco e as primeiras fileiras de cadeiras de plástico onde a platéia estava). Mesmo com boa parte do seu trabalho sendo bem pouco acessível para a platéia, a intenção de Tom Zé de se aproximar do público era clara – entre uma música e outra ele fazia piadinha com o mascote do time de futebol local, contava histórias de quando compunha com Rita Lee ou de quando foi chamado para discursar na ONU e até explicava os porquês do seu trabalho: por exemplo, antes de cantar "Atchim" (do disco "Danc-Êh-Sá"), cuja letra é "atchim" e nada mais, ele explicou que a idéia do disco nasceu quando viu uma pesquisa da MTV onde os jovens declaravam que detestavam músicas com letra muito comprida.

Tom Zé e a backing vocal O show teve várias músicas do seu próximo disco, "Estudando a Bossa". Acho que nunca um nome de disco descreveu tão bem o seu conteúdo, porque todas as canções que ouvi eram exatamente isso: estudos da bossa nova feitos em bossa nova. As letras eram quase "documentarísticas", com versos do tipo "Carnegie Hall foi quem pinçou João Gilberto", mas o divertido eram as performances, todas altamente simbólicas e referenciativas: Tom Zé desmontou e montou várias vezes o violão que tocava – e que era falso, tinha cordas de elástico (gominha, borracha, chame como quiser); botou as "backing vocals" para cantar em banquinhos – vários banquinhos, de todos os tamanhos, numa referência clara ao mesmo João Gilberto da letra da música; cantou em português e, na sequência, botou o guitarrista cantando a mesma música em inglês, e por aí vai. O problema é que o "miolo" do show foi com essa bossa nova do disco novo, que é mais lenta e intimista que todo o resto do repertório, e eu achei que isso acabou quebrando o ritmo da apresentação.

Destaque também para a execução de "Augusta, Angélica e Consolação" – três mulheres cujos nomes são os mesmos de três famosas ruas da capital paulistana. Confesso que perdi a compostura e saí cantando o refrão ("Augusta… queeeee saudaaaaade…") a plenos pulmões, com dor de cotovelo de estar tão longe de São Paulo, essa cidade feia e suja que eu gosto tanto.

O show fechou com o famoso “xique xique” e com a turma dançando forró em frente ao palco enquanto a banda cantava o refrão: “Sacode a cultura, sacode a cultura”. Sacudiu, de fato. E me deu, finalmente, uma lembrança divertida pra guardar de recordação desse fim de mundo…

Tom Zé estilo "messias com pregadores de roupa"


Acústico Zeca Pagodinho – Uma obra prima

25 de setembro de 2008, 20:01

Ontem eu saí da minha rotina noturna padrão (ficar na internet até dormir) e fui à um churrasco. Carne vai, cerveja vem, então alguém bota um CD do Zeca Pagodinho pra tocar. Acho que é o “Acústico MTV”, o da capinha aí embaixo. Eu já tinha ouvido, incidentalmente (e acidentalmente), vários trechos do CD por aí, mas nunca havia sido exposto à coisa toda de cabo a rabo. E percebi, horrorizado, que o CD é feito de uma genialidade torpe, uma premeditação comercial assustadora e executada com uma perfeição que eu nunca havia visto antes.

20080925 A coisa começa nos arranjos. Na minha cabeça o pagode original era pra ser um ritmo informal, pra tocar batendo na mesa do boteco e chacoalhando a caixinha de fósforo, mas o CD do Zeca Pagodinho tem o oposto disso: arranjos orquestrados, cordas e flautas e o escambau numa produção impecável. Até aí tudo bem, isso é coisa que qualquer Emmerson Nogueira da vida faria, mas o problema é que no CD do Zeca Pagodinho os instrumentos não são tocados, e sim executados – pois há uma diferença entre “fazer música” e “reproduzir o que está numa partitura”. O pagode do Sr. Pagodinho é milimetricamente quadrado, minuciosamente pasteurizado, e soa como um hambúrger do McDonalds. Mas isso tudo é parte do plano.

Outra coisa que me assustou foi o esmero dos músicos em cobrir expectativas. Se existem “clichês musicais”, eles fizeram todos. Sem exceção. Não há absolutamente NADA de surpreendente, nada fora do usual. Pelo contrário: se existe um procedimento padrão para produzir pagode(*), eles seguiram tudo à risca. No lugar aonde a letra pede aquela frase solta cantada mais aguda, típica de pagode, ele ia lá e cantava. Quando o refrão dá um espaço para você pensar “putz, aqui é exatamente o lugar aonde deveria entrar aquele backing vocal cantando lá-laiá”, pronto, lá estava o backing vocal cantando lá-laiá.

Isso, somado com a execução milimétrica dos instrumentos, gera um ambiente musical que, para meu horror, carregava uma semelhança absurda com a identidade sonora da Rede Globo. É sério, pense naquele som lavado e artificial do jingle de abertura de um Jornal Hoje ou de um Jornal da Globo. Temas musicais como esses tem que ser “não desafiantes”, afinal o telespectador continua assistindo quando se sente confortável, e a música fácil ajuda a construir esse sentimento de conforto. E o CD do Zeca Pagodinho era planejado para ser exatamente assim, para entregar exatamente o que o ouvinte esperava ouvir, e portanto soar confortável e familiar.

Com as letras das músicas a palavra de ordem era a mesma: manter-se dentro do ordinário, não ser desafiante e investir no que se tornaria facilmente acessível e que, portanto, geraria facilmente uma identificação do ouvinte. Como neste verso:

Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que eu consumo
Com o suor do meu emprego

Eu confesso um certo medo ao perceber o poder de um verso desses. De certa forma isso é manipulação em forma de música. 90% dos brasileiros que ouvem isso devem, instantaneamente (e instintivamente), sorrir no canto da boca e pensar: “porra, eu ralo mesmo, eu deveria ter o direito de tomar a minha cervejinha sem encheção de saco”. E aí um Zeca Pagodinho virtual dá uns tapinhas no ombro dessa pessoa e diz: “Viu? Eu te entendo, cara!”. E o elo se forma.

O reforço do elo vem com as outras letras, relatos de histórias fáceis da vida de todo o dia e de todo mundo. Elas não tinham NENHUMA poesia, NENHUM lirismo. O foco era pintar uma imagem mental fácil, um capítulo de novela em forma de música, então algumas eram relatos secos, factuais, quase jornalísticos de coisas como um penetra numa festa de aniversário.

Bebeu demais
Comeu de tudo
Dançou sozinho
Encheu o bolso de salgadinho
Foi pra fila da pipoca
Roubou o pedaço de bolo e o refrigerante
que estava na mão do aniversariante
Fez a criança chorar

E no churrasco meus colegas de trabalho cantavam junto e exclamavam entre si:

- Cara, esse CD é perfeito. É bom pra caralho.

Eles têm razão. O CD é, de fato, perfeito. Como produto, o disco de Zeca Pagodinho é uma das maiores obras-primas que a indústria da música brasileira já produziu.

(*) – Quanto pê, hein? Dá até uma sigla: PPPPP, ou P5, pra ficar muderrrrno.


O Primo não recomenda – Era uma vez…

30 de julho de 2008, 20:34

Antes de ver o filme eu só sabia de duas coisas:

  • “Era uma vez” era o “filme dos sonhos” de seu diretor (Breno Silveira, o mesmo de Dois Filhos de Francisco). Sabe aquele filme que o cara sempre quis filmar? Pois é.
  • O filme era sobre uma menina rica e um cara da favela que se apaixonam. E a história era ambientada no Rio de Janeiro.

Era Uma Vez 

Filmes sobre “amores difíceis”, por si só, já são manjados. Este é um terreno difícil pra qualquer diretor, e os que se dão bem são os que conseguem dar uma roupagem diferente ao assunto – como em Dolls ou Amores Brutos ou Closer (de longe o melhor filme de amor que já vi). Mas eu estava esperançoso, afinal o diretor já tinha conseguido me fazer gostar de um filme sobre Zezé di Camargo e Luciano :)

A esperança não durou muito além dos primeiros instantes do filme, que abre com a voz do personagem principal dizendo:

- Da minha casa eu tenho a vista mais linda do Rio…

E aí vem a imagem da favela do Cantagalo. “Não, Breno, não vai por aí não!”, pensei eu.

Mas dali em diante ficou parecendo que o diretor pegou uma lista enorme de “clichês para filmes de amor” e se empenhou em cumprí-la INTEIRINHA. Foi como disse a crítica de Ronaldo Pelli, no G1:

Após o início movimentado, (o filme) diminui o ritmo, quase estacionando. Na segunda metade, pouco ou quase nada acontece. O roteiro apresenta uma “barriga” imensa e tem diálogos bobos, além de se encaminhar para uma conclusão óbvia.

O pior é que o filme tem elementos simplesmente excelentes, como a fotografia (muito, MUITO boa) e a atuação dos dois protagonistas (muito, MUITO carismáticos, mas capados pelo roteiro a partir da segunda metade do longa). Mas mesmo sem os clichês e personagens capados, nada, absolutamente NADA seguraria o final do filme, que era não apenas óbvio como também ridículo – tanto que arrancou risadas de muita gente durante a sessão de cinema onde assisti o filme.

É por isto que o título deste post está “des-recomendando” o filme. E foi com muita surpresa que, lendo alguns blogs e conversando com algumas pessoas, percebi que muita gente adorou o filme, o final do filme e a mensagem clichezenta que ele passa. Sei lá, parece que o público brasileiro está acostumado com isso: emoções “de novela”, roteiros conhecidos, estradas já trilhadas. Já até comentei meu incômodo com isto aqui no blog.

Bem, como tudo na vida, é questão de gosto…


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