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	<title>O Primo &#187; Saga</title>
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	<description>Desde 2001 fazendo da internet um lugar mais sarcástico.</description>
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		<title>If I could settle down / then I would settle down</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 01:38:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro anos, quando me mudei para São Paulo, comentei que desde 2003 todo ano teve um mega-acontecimento significativo, que provocou mudanças drásticas na minha vida: 2003: Larguei minha carreira em TI 2004: Comecei oficialmente uma nova carreira de consultoria 2005: Morei no Canadá 2006: Me casei 2007: Me mudei para São Paulo 2008: Virei consultor-sênior e me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quatro anos, quando me mudei para São Paulo, comentei que desde 2003 todo ano teve um mega-acontecimento significativo, que provocou mudanças drásticas na minha vida:</p>
<p>2003: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2003/02/game-over-estou-tomando-meu-ltimo-caf">Larguei minha carreira em TI</a></p>
<p>2004: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/03/end-estas-ou-se-eu-devo-me-tornar-um/">Comecei oficialmente uma nova carreira de consultoria</a></p>
<p>2005: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2005/06/o-ltimo-post-no-canad-frenchmens-bay/">Morei no Canadá</a></p>
<p>2006: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2006/09/lua-de-mel-do-primo">Me casei</a></p>
<p>2007: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/11/trocando-a-serra-pelo-serra">Me mudei para São Paulo</a></p>
<p>2008: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2008/01/that-im-a-motherfucking-pmp">Virei consultor-sênior e me certifiquei como PMP</a></p>
<p>2009: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2009/01/o-fim-de-dead-cow-city">Fui retirado de um projeto</a>. Pode não parecer, mas isso foi muito significativo e provocou mudanças <em>boas</em>.</p>
<p>2010: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/11/consultoria-o-fim">Larguei a consultoria e fui trabalhar numa agência de publicidade</a></p>
<p>&#8230;e agora veio a mudança drástica de 2011: <strong>eu vou, finalmente, comprar um apartamento em São Paulo</strong>.</p>
<p>Já faz um tempo que estávamos pensando nisso. Eu já não sou mais aquele jovem de vinte-e-tantos anos e, conforme vem a idade, chega o momento de começar a estabilizar a vida, formar um patrimônio, pensar no futuro, essas coisas que dizem nas propagandas de previdência privada ou seguro de vida.</p>
<p>Ter meu próprio imóvel na cidade também significa que eu estou colocando um &#8220;anel de compromisso&#8221; em São Paulo &#8211; significa que não estamos mais apenas flertando com a cidade pra ver no que dá. A partir de agora é nóis na vida loka, mano.</p>
<p>O processo todo para achar o apartamento, como tudo na minha vida, foi bem simples:</p>
<p>
<ul>
<li>Primeiro eu fui juntando dinheiro pra poder dar de entrada.</li>
<li>Enquanto isso veio o boom imobiliário e os preços tipo <em>duplicaram</em> num espaço de três anos.</li>
<li>Junto com os preços para compra, subiram também os aluguéis &#8211; e meu contrato de aluguel começou a ficar perigosamente próximo de vencer.</li>
<li>Trabalhar 12 horas por dia na agência não me deixa exatamente com tempo livre para ficar procurando imóveis. A solução foi usar uns 40 minutos que me sobravam de manhã cedo pra escarafunchar apartamentos na internet, e usar os finais de semana pra ir visitar os bons.</li>
<li>Durante estas visitas a gente via que 90% dos &#8220;bons da internet&#8221; eram um lixo na vida real: eram perto de favelas, eram longe de tudo, eram colados em avenidas barulhentas, eram debaixo da rota dos aviões de Congonhas, enormes mas velhos, novinhos mas minúsculos, etc, etc. Então todo final de semana terminava comigo frustrado e vendo os preços subindo 2% ao mês.</li>
<li>Repita os últimos 2 passos por SETE MESES.</li>
</ul>
<div>Até que, no último sete de setembro, enquanto todo mundo curtia seu feriadão, lá fomos eu e Bethania ver mais apartamentos &#8211; e vimos um com preço muito baixo (porque precisava de umas reformas), não muito pequeno e &#8211; o mais importante &#8211; extremamente bem localizado na <a href="http://wikimapia.org/1378911/pt/Bairro-Ch%C3%A1cara-Santo-Ant%C3%B4nio">Chácara Santo Antônio</a>, a 2km do trabalho de Bethania e com uma estação de trem pertinho, pra eu ir trabalhar. Fizemos uma proposta, a proprietária topou e a saga, finalmente, acabou&#8230;</div>
<div></div>
<div>Agora é encarar as próximas sagas que vem por aí: a <em>mudança maluca</em>, as <em>reformas recalcitrantes</em> e o <em>financiamento feroz</em>&#8230;</div></p>
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		<title>O dia da alpaca</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 00:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexta-feira, 7:00 - Minha programação era dormir até 8:30 e chegar no trabalho lá pelas 10, porque durante toda a semana eu chegava cedo, almoçava em frente ao computador e saía da agência lá pras 21, 22h. Mas, naturalmente, perdi o sono. 9:00 - No meu email tinha: - Duas pessoas brigando por causa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sexta-feira, 7:00 -</strong> Minha programação era dormir até 8:30 e chegar no trabalho lá pelas 10, porque durante toda a semana eu chegava cedo, almoçava em frente ao computador e saía da agência lá pras 21, 22h. Mas, naturalmente, perdi o sono.</p>
<p><strong>9:00 -</strong> No meu email tinha:</p>
<p>- Duas pessoas brigando por causa de um atraso num job;</p>
<p>- Um email do meu líder de Recife avisando que tava tudo alagado e que talvez o pessoal da equipe de lá não conseguisse sequer chegar no trabalho (o job atrasado do item acima tá todo lá)</p>
<p>Aí uma das meninas de Recife manda no Twitter o GIF animado abaixo:</p>
<p><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/alpaca.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-8090" title="alpaca" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/alpaca.gif" alt="alpaca" width="371" height="331" /></a></p>
<p>Já sacando que ia ser um dia daqueles, peguei a alpaca e botei no cantinho do meu segundo monitor &#8211; como uma espécie de amuleto, pra eu olhar de vez em quando e dar uma risadinha.</p>
<p><strong>9:40 -</strong> Me sento no computador e penso: &#8220;Pronto, agora vou conseguir finalizar aquela descrição de processo que estou tentando fechar há SEMANAS&#8221;. E então me pegam pra uma reunião. E depois outra. E depois outra. E ainda me avisam que o bicho está pegando no email e que eu devia dar uma olhada, mas cadê tempo.</p>
<p><strong>12:30 -</strong> Implorei a uns amigos que me levassem pra almoçar. Eu não aguentava mais comida da lanchonete em frente ao monitor. Aí fomos no São Bento, na Vila Madalena.</p>
<p><strong>13:30 </strong>- Todos terminam de almoçar e&#8230; começa a chover.</p>
<p><strong>13:40 -</strong> Começa a chover MUITO. Os garçons tentam fechar as portas às pressas porque o vento está molhando todo mundo nas mesas próximas (ou seja, a nossa). Aí a gente migra às pressas pra uma mesa mais pra dentro. Assim que eu me sento, começa uma goteira bem em cima de mim.</p>
<p><strong>14:10 -</strong> A chuva finalmente para e todos começam a pagar a conta. Mas as maquininhas de cartão estão todas fora do ar.</p>
<p><strong>14:45 -</strong> Eu finalmente chego na agência e penso: &#8220;Beleza, tenho quinze minutos antes da entrevista praquela minha vaga de GP que eu marquei às 3, vou poder pelo menos ver o que diabos tá pegando fogo no email&#8221;. Mas o cara já está lá. Nem consigo escovar os dentes e vou direto pra entrevista.</p>
<p>Sabe, essa história de contratar gente vai ter que virar um post individual. Porque contratar gente é um troço SURREAL. Então foi com bastante alívio que a entrevista com o cara começou a ir bastante bem e eu fui ficando animado porque comecei a pensar que, finalmente, após noites e noites lendo dezenas de currículos, eu ia conseguir preencher uma das minhas vagas.</p>
<p>No fim o cara pergunta: &#8220;Eu tenho só uma dúvida. Obviamente, eu fui te <em>stalkear</em> no Twitter pra me preparar pra entrevista, e fiquei com uma dúvida se te mandava minha pretensão salarial ou não, porque no anúncio pedia pra mandar, mas você escreveu o contrário no seu Twitter&#8221;&#8230;</p>
<p><a href="http://twitter.com/#!/oprimo/status/27483245222301697"><img class="aligncenter size-full wp-image-8091" title="tweetpretencao" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/tweetpretencao.png" alt="" width="383" height="181" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong>P.s.:</strong> Se você está me stalkeando aqui no blog pras entrevistas desta semana, <em>parabéns</em>! Isso demonstra proatividade, engenhosidade e curiosidade, três coisas que eu valorizo. Conte que leu isso na entrevista, vai contar pontos a seu favor.</p>
<p><strong>15:40 -</strong> Eu volto pra sala pensando &#8220;pronto, AGORA vou conseguir pelo menos ver meu email&#8221;. Só que não tem luz na agência porque a chuva fez a energia acabar.</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8095" title="dark_agency" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/dark_agency.jpg" alt="" width="500" height="373" /></p>
<p>Algum tempo depois os geradores foram ligados e tudo (menos o ar condicionado) voltou a funcionar.</p>
<p><strong>16:40 -</strong> Mais uma reunião, sob um job monstruoso que estava chegando. O problema é que a reunião começou a desandar e a veemência virou insistência, que virou apelação, que por sua vez virou bate-boca. E lá estava eu, no finzinho da sexta, num calor insuportável, todo mundo suando naquela sala sem ar condicionado, e aos berros numa reunião de um job que sequer havia começado.</p>
<p>O pior é que eu entendo o <em>porquê</em> dessas coisas. É muito trabalho, pouco prazo e stress em níveis absurdos. Claro que isso não justifica apelação, apenas a explica. Mas o que era mesmo inexplicável na situação era um colega, que estava sentado perto de onde a gente estava, e que estava <em>dando risada</em> do quebra-pau todo. E enquanto gritavam comigo na reunião, eu tive um insight de por que diabos o cara tava daquele jeito (já já explico).</p>
<p>Quando eu já estava bastante confuso com o bate-boca, vi meu chefe aparecer e logo dar cabo de toda a reunião. E quando eu achei que o caos tinha acabado, eis que ele me leva pra um canto da sala e começa, <em>ele também</em>, a soltar os cachorros por conta de outro assunto. Tipo, tava todo mundo <em>desabafando</em> comigo. E quando eu não estava entendendo mais absolutamente nada, chega uma das minhas gerentes de projeto e &#8211; adivinha! &#8211; começa ela também a soltar os cachorros por conta de outro job.</p>
<p><strong>18:50 -</strong> Sentindo um misto de esgotamento com confusão mental com desespero, me sentei no computador. E dei de cara com a alpaca. A alpaca que eu tinha deixado no cantinho do monitor. Tinha me esquecido completamente dela&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8096" title="alpaca" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/01/alpaca.jpg" alt="" width="520" height="388" /></p>
<p>De repente tudo passou e eu fiquei uns bons minutos olhando pra alpaca e rindo sozinho.</p>
<p><strong>19:15 -</strong> Lembram do colega que tava dando risada do caos da reunião? Dei de cara com ele, folheando uma revista no meio do corredor, alheio a tudo e todos.</p>
<p>Aí eu não resisti e joguei um verde pra ver se meu <em>insight</em> estava correto&#8230;</p>
<p>- Cara, me conta qual é esse remedinho que cê anda tomando pra passar por dias caóticos como esse e ficar aí numa boa.</p>
<p>O cara fez uma cara de &#8220;como diabos ele descobriu&#8221; e, como não fazia mais sentido mentir daquele ponto em diante, confirmou exatamente o que eu suspeitava:</p>
<p>- Errr&#8230; haxixe?</p>
<p><strong>22:10 -</strong> Todo mundo já tinha ido embora. Só restava eu, uma das atendimentos e o <em>big boss</em>. Tudo que eu queria era sair de lá, tomar uma cerveja e capotar na cama.</p>
<p>Mas não podia. Alguns minutos depois, desci, peguei o carro (com Bethania e mais duas amigas) e me enfiei na Fernão Dias. Mesmo morto de cansaço, dirigi por quatro horas e, 300 kms depois, lá estava eu&#8230;</p>
<p>&#8230;em Alfenas, no sul de Minas Gerais.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs1369.snc4/164101_495232862775_643977775_6263079_593907_n.jpg" alt="" width="323" height="432" /></p>
<p style="text-align: left;">Era o sítio de uma das meninas. Elas iam ficar quatro dias (já que terça é feriado em SP). Já eu tive que voltar no domingo mesmo, porque a agência não emendou. Mas foram dois dias excelentes. Dias de ouvir o silêncio &#8211; que levei <em>décadas</em> para aprender a apreciar adequadamente. Dias de ficar horas tomando café-da-manhã e proseando como só bons mineiros sabem prosear. Dias de ver vaca pastando. De ficar com a pele vermelha na beirada da piscina. De comer feito rei (porque, diacho, como cozinham bem aquelas meninas!). De dar um merecido descanso pro corpo e pra cabeça.</p>
<p style="text-align: left;">Dias de descansar pra poder voltar e estressar tudo de novo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasília: Como não amar esta cidade?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 03:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda-feira acabou às 18:35. Eu e mais dois colegas estávamos dentro do táxi, prestes a voltar pro hotel. Como um deles quis fazer uma parada na comercial da 203 pra comprar umas frutas, o táxi desviou pra L1, na parte de dentro das quadras &#8211; que é a parte mais engarrafada de todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda-feira acabou às 18:35. Eu e mais dois colegas estávamos dentro do táxi, prestes a voltar pro hotel. Como um deles quis fazer uma parada na comercial da 203 pra comprar umas frutas, o táxi desviou pra L1, na parte de dentro das quadras &#8211; que é a parte mais engarrafada de todo o trânsito local. Mas tudo bem, a frutaria fica a apenas duas quadras de distância, a 1,5km de onde estávamos, então não tinha como demorar. Mesmo porque Brasília é uma cidade planejada, e o trânsito foi especialmente desenhado para evitar semáforos e cruzamentos.</p>
<p>UMA HORA DEPOIS, chegamos na comercial. Fica até fácil fazer as contas e determinar nossa velocidade média: 1,5 quilômetros por hora. Se fôssemos a pé chegaríamos TRÊS VEZES mais rápido. Na verdade daria pra ir a pé fazendo paradas a cada cinco metros para fazer um <em>moonwalk</em>, dar uma pirueta, gritar WOOOOO! e continuar andando.</p>
<p>Depois de comprar as frutas, quando estávamos de saída tentando descobrir como diabos faríamos para conseguir voltar pro hotel, meu telefone toca. É o André, velho amigo e também hóspede, dizendo que <em>acabou a luz</em> no Setor Hoteleiro Norte todinho.</p>
<p>Nota: É a <em>segunda</em> vez em menos de <em>duas semanas</em> que temos três ou quatro horas de blecaute na região do hotel. A foto abaixa mostra o Eixo Monumental no dia do primeiro blecaute. Tive que subir seis andares de escada e tomar banho à luz dos faróis de carro&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/eixaoapagado.jpg"><img class="size-full wp-image-7919 aligncenter" title="eixaoapagado" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/eixaoapagado.jpg" alt="" width="535" height="217" /></a></p>
<p>Então começou o plano &#8220;B&#8221;: ir jantar em algum lugar pra esperar o trânsito melhorar e a luz do hotel voltar. O consenso foi para comermos uma boa carne, então, como estávamos parcialmente abençoados pelos deuses do reembolso de despesas, sugeriu-se o ótimo <a href="http://www.restaurante348.com.br">Corrientes 348</a>, lááá na outra ponta da asa sul.</p>
<p>E que estava <em>fechado</em>.</p>
<p>O plano &#8220;C&#8221; era o BSB Grill, que não era muito longe. E que <em>também estava fechado</em>. Talvez o comércio esteja adotando uma escala de trabalho parecida com a do Congresso, sei lá.</p>
<p>Então tínhamos que arrumar um plano &#8220;D&#8221;, e alguém sugeriu o Fogo de Chão &#8211; este, já muito acima das nossas capacidades de reembolso e perigosamente próximo da região afetada pelo blecaute. Uma rápida pesquisa no Google e liguei pra lá:</p>
<p>- Restaurante Fogo de Chão, boa noite.<br />- Boa noite. Vocês tem&#8230; er&#8230; energia elétrica?</p>
<p>Já eram quase 20h quando entramos na churrascaria. O jantar foi sem pressa, já que da janela dava pra ver o setor hoteleiro todo apagado. Só lá pelas 22h a luz voltou e, finalmente, voltamos ao hotel. E aqui cabe um pequeno interlúdio hoteleiro:</p>
<p>Antes a equipe toda ficava hospedada no hotel Sonesta, que é tão ruim que foi <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2009/09/o-primo-no-recomenda-hotel-sonesta-braslia">extensivamente &#8220;avaliado&#8221; neste meu post</a>. Depois de MESES de reclamações e nenhuma solução, nossa empresa finalmente cedeu à pressão e mudou todo mundo pro Nobile Suites &#8211; recém-inaugurado, situado logo em frente ao Sonesta. Aí você pensa: &#8220;Que bom, pelo menos com hotel você não está sofrendo mais!&#8221;. Bem, parafraseando um dos meus colegas da saga desta noite, o Nobile Suites <em>tem que melhorar muito pra ficar ruim igual o Sonesta</em>. Ele é limpo, tem água quente e internet boa, mas o serviço é TÃO RUIM que na semana passada a gerente deixou, no quarto de todo mundo da equipe, um pratinho de frutas e uma carta com um pedido de desculpas:</p>
<blockquote><p>Temos ciência de que falhamos nos serviços oferecidos nas semanas anteriores, e estamos fortemente empenhados a mudar a imagem que a equipe da sua empresa tem de nosso hotel. (&#8230;)</p>
</blockquote>
<p>Sim, claro. Depois de esperar MEIA HORA pra fazer checkin, entrei no quarto e dei de cara com essa PILHA de &#8220;empenho&#8221; aí da foto em cima da cama.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/pilhadeempenho.jpg"><img class="size-full wp-image-7920 aligncenter" title="pilhadeempenho" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/pilhadeempenho.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/pilhadeempenho.jpg"></a>Ah, Brasília. Como não amar essa cidade?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Primo&#8217;s Data Transformation Saga</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2010/01/o-primos-data-transformation-saga</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Era dezembro do ano passado e, enquanto todos achavam que a década estava acabando, eu me perguntava como iria fazer para ganhar dinheiro em janeiro, já que recebo por dia trabalhado e meu cliente brasiliense e governamental iria, obviamente, trabalhar a 10% de sua capacidade entre o Natal e o carnaval – o que significava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="network" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="240" alt="network" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/network.jpg" width="180" align="left" border="0" /> Era dezembro do ano passado e, enquanto todos achavam que a década estava acabando, eu me perguntava como iria fazer para ganhar dinheiro em janeiro, já que recebo por dia trabalhado e meu cliente brasiliense e governamental iria, obviamente, trabalhar a 10% de sua capacidade entre o Natal e o carnaval – o que significava “férias forçadas” pra mim.</p>
<p>Daí me toca o telefone. Era o consultor-líder de outro projeto, perguntando se eu podia ajudá-lo, em janeiro, a desdobrar umas metas de venda para o departamento comercial de uma empresa. Era uma semana de trabalho &#8211; mas trabalho chato, de micreiro. Só que iam me pagar como consultor-sênior e o trabalho era a exatamente dois quilômetros da minha casa, em São Paulo.</p>
<p>Então lá fui eu topar tudo por dinheiro no palco.</p>
<p>Acontece que esse negócio de “desdobrar meta” não é nada simples: é pegar uma meta de alguns BILHÕES de reais e dividí-la para cada um dos SESSENTA MIL clientes, o que obviamente envolve muitos dados. Tradicionalmente, meus colegas consultores &#8211; que raramente são profissionais de TI &#8211; sempre deram um jeito de fazer o trabalho com a única ferramenta que conhecem: “programando” com fórmulas de duas, três linhas de comprimento em planilhas de Excel enormes, facilmente propensas a erro e cuja manutenção é um pandemônio. E normalmente eles não conseguem porque esbarram nas limitações “físicas” das planilhas do Excel, que “só” aguentam um milhão e quarenta e oito mil linhas.</p>
<p>Aí você pensa: “Isso é muita gambiarra, é praticamente um <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Data_warehouse">data warehouse</a></em> feito em Excel, vocês deviam arrumar alguém de TI pra construir um sistema pra isso”. Mas meus colegas consultores, ao invés de pensar nisso, dizem: “Não cabe no Excel? Então vamos fazer no Access, que aguenta mais linhas!”. E ao invés de abandonar a gambiarra eles vão para um software aonde cabem <em>ainda mais</em> gambiarras.</p>
<p><img title="AccessError" style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin: 0px auto; border-right-width: 0px" height="289" alt="AccessError" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/AccessError.jpg" width="378" border="0" /> </p>
<p>O Microsoft Access é um enigma pra mim. Ele é marqueteado como um banco de dados para aplicações simples, como um sisteminha de vendas e estoque pra tia Neusa, dona da papelaria da esquina. Ou seja, o Access te entrega toda a funcionalidade complexa de um banco de dados (integridade referencial, consultas em SQL, etc.) para situações onde um caderninho de estoque ou uma planilha de Excel resolveriam. E quando você tenta usar o Access como um banco de dados <em>de verdade</em>, descobre que ele é absurdamente lento e armazena no máximo 2 gigabytes de dados.</p>
<p>E então você lembra dos bilhões de reais da meta divididos entre os milhares de clientes e pensa: “Ah, então é <em>nessa</em> hora que eles arrumam alguém de TI pra construir um sistema decente pra fazer o trabalho, né?”. </p>
<p>Não, meus caros. É nessa hora que eles <em>me ligam.</em></p>
<p>E o meu trabalho ainda tinha mais alguns agravantes: </p>
<ul>
<li>Eu tinha que entender um desdobramento antigo que havia sido feito por outro consultor pra poder descobrir como desdobrar a meta nova. Felizmente ele tinha deixado um “passo-a-passo” de como atualizar tudo… um passo-a-passo com <em>sessenta e cinco passos</em> do tipo “Execute a consulta X no arquivo Y”, “Importe os dados da tabela Z no banco de dados K”, “Copie os dados da coluna G da planilha XPTO do Excel para a coluna F da planilha Y”, e por aí vai. Era o equivalente digital da foto do começo deste post.</li>
<li>O último nível de desdobramento (o dos clientes) estava todo feito usando o CNPJ do cliente, e me pediram pra abandonar os CNPJs e fazer tudo com um tal “código de cliente”. E tem CNPJs que tem dois códigos de cliente vinculados. E tem clientes novos que não tinham meta no desdobramento velho e tinham que receber meta no novo. </li>
<li>Eu deveria desdobrar todas as metas para 2010. Os dados para <em>um mês</em> de metas ocupavam 2GB no Access. E o Access tem aquele limite de no máximo 2GB por arquivo, então eu normalmente trabalhava migrando dados de um arquivo Access para outro e esperando esse outro arquivo entupir e o Access dar pau. Aí eu migrava tudo de novo pra um terceiro arquivo, e assim por diante. </li>
<li>Eu tinha que trabalhar no Access evitando ao máximo consultas do tipo união (UNION ALL no SQL) e subconsultas (consultas dentro de consultas), porque qualquer um desses dois recursos colocava o Access no modo “velhinha de óculos com uma caneta marca-texto e uma régua comparando os dados de duas folhas de papel linha a linha”. Ou seja, era MUITO lento. E ainda assim, usando as consultas “rápidas” do Access, eu levava mais ou menos uma hora para desdobrar cada mês de dados de metas. Qualquer erro no desdobramento poderia implicar num retrabalho de, no mínimo, mais <em>doze horas</em>. E eu tinha apenas 40 delas disponíveis pra terminar tudo. </li>
</ul>
<p>E foi assim que passei a semana perdido entre dezenas de Excéis e Acceses, empurrando dados de um arquivo pra outro. Tinha uma planilha que era tão complexa que, depois de qualquer mexidinha nela, o Excel travava por <em>quinze minutos</em> recalculando as fórmulas e referências cruzadas. Minha sequência de trabalho envolvia tantas coisas em paralelo que eu tinha que desenhar <em>fluxogramas</em> numa folha de papel, indicando aonde eu estava e como os dados iam de um arquivo pra outro, senão eu me perdia. Ontem foi o último dia de trabalho. Eu almocei um McDonalds em frente ao computador, sobrevivi o resto do dia à base de café e uma tortinha de maçã (também do McDonalds) e, lá pelas oito da noite, quando minha cabeça já doía e eu já apertava Enter pensando “ok, dê-me logo o próximo pau que vou ter que resolver”, eis que me aparece a tabela final, com as metas novas, certinhas e todas divididas por cliente. </p>
<p>Sabe, é um trabalho tão frustrante e gambiarrado que no fim você não tem exatamente aquela sensação de dever cumprido: é mais um misto de alívio por ter conseguido sair vivo do outro lado do buraco. Mas pelo menos fiquei menos falido nesse começo de ano…</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pequenas sagas do meu filho devorador de tweets</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2009/06/pequenas-sagas-do-meu-filho-devorador-de-tweets</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 12:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando me perguntam quando é que eu vou ter filhos, usualmente eu respondo: - Eu já tenho um cachorro e um website, e eles já dão trabalho suficiente. As encrencas que Pavlov me arruma eu já vivo contando por aqui. Já as do Blablabra&#8230; Mini-saga 1: O backup que desbeckapeia Foi assim: era sexta feira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me perguntam quando é que eu vou ter filhos, usualmente eu respondo:</p>
<p>- Eu já tenho um cachorro e um website, e eles já dão trabalho suficiente.</p>
<p>As encrencas que Pavlov me arruma <a href="http://www.gebh.net/oprimo/category/pavlov">eu já vivo contando por aqui</a>. Já as do <a href="http://blablabra.net">Blablabra</a>&#8230;</p>
<p><strong>Mini-saga 1: O backup que desbeckapeia</strong></p>
<p>Foi assim: era sexta feira e eu estava mexendo na parte do código do Blablabra que separa as palavras de dentro dos tweets. Era cedinho e eu havia acabado de colocar uma alteração na versão de produção (a que fica no ar), e notei que uma coisa estava errada e algumas palavras poderiam estar sendo duplicadas na tabela onde elas ficam guardadas. &#8220;Ah, tudo bem. Vou voltar um backup e consertar os registros errados&#8221;.</p>
<p>Aí fui lá no painel de controle do meu provedor de hospedagem (Dreamhost) e mandei voltar o backup de duas tabelas &#8211; tabelas que, é bom salientar, são o &#8220;coração&#8221; do site. Como elas são enormes (a maior delas tinha DEZ MILHÕES de linhas na época), deixei o backup restaurando e fui fazer outras coisas. Aí chega um email todo serelepe do Dreamhost, avisando que o backup havia sido restaurado.</p>
<p>Maravilha. Me ajeitei na cadeira, dei aquela esticada nos dedinhos sobre o teclado e falei, sorridente: &#8220;Vamulá acertar isso agora&#8221;. Tentei abrir uma das tabelas e&#8230; erro de &#8220;Table not found&#8221;. Tentei abrir a outra e deu o mesmo erro. Achando aquilo meio esquisito, resolvi olhar o banco de dados e meu queixo caiu: não somente o backup não havia sido restaurado como <strong>as tabelas originais haviam sido apagadas</strong>.</p>
<p>Sim, as tabelas tomaram Doril e <em>simplesmente desapareceram</em>. Aí eu morri, ressuscitei, fiquei branco de medo, vermelho de raiva e, sobretudo, furioso pela injustiça da coisa toda: pô, eu teoricamente tomei minhas precauções, eu tinha backups, backups são como uma vacina para a lei de Murphy, eles são feitos pra SALVAR a sua vida nessas horas &#8211; não complicá-las ainda mais!</p>
<p>Então, com o coração na boca, abri um chamado no suporte do NightmareHo&#8230; digo, Dreamhost. Eles tem uma opção no formulário que serve pra você indicar a gravidade/urgência do problema e eu fiz questão de escolher a mais séria delas, intitulada: &#8220;OMG TÁ TUDO DANDO PAU TEM GENTE MORRENDO!!!!&#8221; (não, isso não é exagero, a opção do menu deles tem exatamente este texto). E ainda assim eles demoraram QUATRO HORAS para me responder. E ainda disseram:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pedimos desculpas. Tudo que eu posso fazer é restaurar um backup mais antigo do seu banco de dados que esteja funcionando&#8221;.</p></blockquote>
<p>Só que isso ia me fazer perder AINDA MAIS dados de outras tabelas. O retrabalho seria enorme, eu perderia umas 24 horas de tweets monitorados e, pra piorar, dali a algumas horas eu tinha pegar Bethania no trabalho e, de carro, viajar 600 kms para passar o fim de semana em Belo Horizonte.</p>
<p>A sorte é que ela foi bastante compreensiva e me deixou ficar o sábado e o domingo debruçado em cima do notebook, pegando carona no wi-fi da casa da sogra e reprocessando MILHÕES de tweets gravados na base para recompor as tabelas perdidas. Era a opção menos pior &#8211; e mais rápida, considerando que a simples troca de dois emails com a turminha do Dreamhost levou quase oito horas. Mas no fim deu tudo certo e o Blablabra se recuperou plenamente de sua primeira grande baleiada.</p>
<p><strong>Mini-saga 2: O backup que AINDA desbeckapeia</strong></p>
<p>Aí ontem, depois do almoço, eu estava dando uma conferida nos <em>trending topics</em> do Blablabra quando o site, de repente, sai do ar. E não somente o site: o banco de dados não entrava mais, FTP caiu, Shell/SSH caiu, e até este blog, que fica na mesma hospedagem, havia ido pro limbo. &#8220;Pfft, aposto que alguém chutou a tomada do servidor lá no Dreamhost&#8221;, pensei.</p>
<p>Deve ter sido o caso, porque uns cinco minutos depois foi tudo voltando pro ar. Só que o Blablabra parou de mostrar os gráficos e os resultados das buscas. Fuça daqui, fuça dali, e achei o problema: uma tabela corrompida no banco de dados.</p>
<p>Acontece que não era uma simples tabela: era uma daquelas tabelas da mini-saga anterior. E, sim, era a de dez milhões de linhas &#8211; que, naquela altura do campeonato, já tinha VINTE milhões. Aí apertei o botãozinho vermelho que desliga tudo (bem, na verdade é uma variável de configuração do Blablabra cujo nome é, convenientemente, &#8220;SERIOUSLY_BROKEN_MODE&#8221;) e, com o coração na boca, fui pensar no que fazer.</p>
<p>É óbvio que &#8220;restaurar um backup da tabela&#8221; é a opção mais óbvia, simples e indolor, mas depois da saga anterior eu estava feito cachorro mordido por cobra que fica com medo de linguiça (especialmente agora, que não tem mais trema na palavra). Mas dessa vez não tinha jeito, eu precisava dos dados do backup, então fui lá e marquei uma opção de &#8220;restaurar a tabela com um nome diferente e não mexer nas tabelas originais&#8221;.</p>
<p>Enquanto o sistema restaurava os dados, fui pesquisar minhas opções e resolvi tentar dar um comando chamado REPAIR TABLE. Eu estava descrente, já que a tabela estava realmente detonada e eram vinte milhões de linhas. &#8220;Nunca vai funcionar&#8221;, pensei eu. Mas dei o comando mesmo assim e fiquei lá, com o coração na mão, feito um médico que deu um choque pra reanimar um paciente e agora está lá, olhando o monitor cardíaco, esperando que ele dê algum sinal de vida. Acontece que, no meu caso, este instante de suspense demorou <em>mais de uma hora</em>.</p>
<p>E quando eu já estava achando que era EU quem ia precisar de desfibrilador, *plim*! O &#8220;repair table&#8221; terminou de &#8220;repairzar&#8221; a tabela e &#8211; surpresa! &#8211; eis que ela havia ressuscitado dos mortos, perfeitinha, com todos os dados, como se nada tivesse acontecido. Deixei tudo funcionando e fui resolver outras coisas.</p>
<p>Aí, no finalzinho da tarde, eu fui checar meus emails e tinha um do Dreamhost, avisando que a restauração daquele backup que eu pedi havia terminado. &#8220;Bom, nem preciso mais da tabela antiga, deixa eu ir lá apagá-la&#8221;. No banco de dados a tabela antiga estava lá e havia sido restaurada com um nome diferente, do jeitinho que eu pedi. Só que a tabela original, a que eu tinha consertado milagrosamente&#8230; <strong>desapareceu</strong>.</p>
<p>Mas dessa vez foi mais fácil recuperar os dados. Bastou ficar urrando de ódio por uns cinco minutos, esmurrar bastante as paredes e depois reprocessar alguns milhares de tweets para recompor os dados perdidos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Primo não recomenda: Tim</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 16:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[…e lá vamos nós adicionar mais um episódio para as minhas sagas de problemas com operadora de celular. Até então a minha lista de problemas com a Tim envolvia: A cobertura horrível no bairro onde moro. Frequentemente dá “congestionamento” na rede celular deles e eu não consigo ligar pra ninguém. Quando me mudei pra SP [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>…e lá vamos nós adicionar mais um episódio para as minhas sagas de problemas com operadora de celular.</p>
<p>Até então a minha lista de problemas com a Tim envolvia:</p>
<ul>
<li>A cobertura horrível no bairro onde moro. Frequentemente dá “congestionamento” na rede celular deles e eu não consigo ligar pra ninguém.</li>
<li>Quando me mudei pra SP me cobraram uma multa por cancelamento, coisa que a atendente me garantiu que não seria cobrada. Só resolveu quando botei a Anatel no meio.</li>
<li>Daí outro dia um atendente da Tim <em>gritou comigo no telefone </em>e chamei a Anatel de novo. Me ligaram, pediram desculpas, mas ficaram todos escorregadios quando perguntei se ia acontecer alguma coisa com o atendente deles.</li>
<li>E então outro dia eu passei um papelão ridículo, sofrendo com informação desencontrada em visitas em lojas e ligações para a central de atendimento, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2008/10/a-saga-do-pacote-de-dados-da-tim" target="_blank">tudo para ativar um simples plano de dados</a>.</li>
</ul>
<p>Neste momento minha relação com a Tim tava estilo “shotgun wedding” – a gente, no máximo, se <em>aguentava</em>. Mas com a iminência da portabilidade (e com a BABA de dinheiro que eu deixava na Tim todo mês) eu pensei em ligar pra lá e ver se me ofereciam alguma vantagem financeira pra continar aguentando aquele serviço vagabundo.</p>
<p>E aí é que começa o problema.</p>
<p>A atendente do “Serviço de Relacionamento Especial” (vulgo “setor onde a operadora abre as pernas para não deixar cliente cancelar a linha”) me ofereceu nada menos do que <strong>um iPhone 3G (de 8GB) a R$ 700</strong> para me “refidelizar” e eu continuar cliente deles por mais 12 meses.<strong> </strong>Neste exato instante o iPhone brasileiro, <a href="http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br/arch2008-09-28_2008-10-04.html" target="_blank">um dos mais caros do mundo</a>, apareceu em minha mente como uma realidade plausível e eu instantaneamente fui capturado pelo campo de distorção da realidade de Steve Jobs. Só que, em vez de concordar com a oferta deles, eu preferi ligar depois para ver se conseguia pegar o de 16GB.</p>
<p>E esta foi a idéia MAIS ESTÚPIDA que já tive.</p>
<p>Daquele momento em diante começou um <em>revival</em> da minha saga com a Oi, de quando eu tive que ligar pra lá <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/12/oitenta-dias-pra-comprar-um-celular" target="_blank">cinquenta e duas vezes até conseguir receber o celular com desconto</a> que me ofereceram. Só que com a Tim o processo era assim:</p>
<ul>
<li>Eu ligava uma vez, ficava eternamente na espera e não era atendido</li>
<li>Eu ligava de novo, caía numa atendente, eu pedia pra me transferir pro SRE (setor de relacionamento especial) e ela dizia que não podia me transferir porque o sistema estava fora do ar.</li>
<li>Eu ligava mais umas duas ou três vezes até que algum atendente conseguisse me transferir pro SRE. Aí, de duas uma: ou me falavam que o sistema DELES estava fora do ar e eles não conseguiam checar o estoque, ou eles checavam o estoque e diziam que não tinham o aparelho.</li>
</ul>
<p>Isso sem contar as mentiras que eu ouvia dos atendentes: alguns diziam que a opção 5 (cancelamento) do menu da Central me transferia direto pro SRE, o que nunca funcionou. Outros diziam que “só alguns atendentes conseguem fazer a transferência para o SRE”, ou seja, que meu atendimento era na base da loteria. E sobre o estoque de aparelhos eu ouvia cada hora uma coisa: um atendente me dizia que ele era renovado “a qualquer momento”. Outro dizia que era “semanalmente”. Outro me disse que era “diariamente”. Um deles chegou a dizer que era “trimestralmente”. “Você sabe que ‘trimestralmente’ é de três em três meses, né?”, perguntei pra esse último.</p>
<p>Não é atoa que o novo slogan da Tim é “<span style="text-decoration: underline;">mente</span> sem fronteiras”…</p>
<p>Aí eu fui ficando sem paciência de brincar de ligar pra Central e comecei a contar as ligações que fazia e anotar os números de protocolo. Contei TRINTA E SEIS LIGAÇÕES. Afinal, “vida de babaca é atribulada”, diria o <a href="http://www.crisdias.com" target="_blank">Cris Dias</a>. Mas na trigésima sétima eu achei o iPhone de 8GB no estoque e, obviamente, encomendei. Pediram sete dias úteis para entregar.</p>
<p align="center"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px; border-right-width: 0px" title="samara" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/samara.jpg" border="0" alt="samara" width="198" height="300" /><br />
<small>&#8220;Sete dias&#8221;, é o que dizia a Samara, ao telefone, antes de matar a pessoa. Coincidência?</small></p>
<p>Mas aí chegou o sétimo dia e nada de iPhone. Resolvi ligar pra central. Precisei de mais SEIS tentativas até conseguir falar no SRE, e quando consegui, o atendente me disse assim:</p>
<p>- Senhor, o seu telefone <em>foi para a assistência técnica</em>.<br />
- Como é que é?!<br />
- Está aqui no sistema que ele foi pra assistência técnica, ele estava com um problema no… no… no botão de “impressão check”, e aí gerou um erro na sua fidelização…</p>
<p>Sim, meus caros, a Tim <em>não está brincando</em> com aquele papo de “mente sem fronteiras”. Essa foi a mentira mais mentirosa de todos os tempos. Ou a Apple tem o pior controle de qualidade do mundo (e a Tim anda abrindo as embalagens antes de entregar aparelhos novos), ou ela iria me vender algum aparelho de mostruário e/ou usado. Ou então eles só queriam me enrolar pra eu continuar cliente deles por mais algum tempo.</p>
<p>Mas a essa altura eu já estava furioso no telefone e questionando o atendente:</p>
<p>- Mas mesmo se isso fosse verdade por que vocês não pegam outro aparelho no estoque e mandam?? E mais, se eu não tivesse ligado pra vocês ninguém ia me avisar não?<br />
- Errr… senhor, o que eu posso fazer é estar re-fidelizando o senhor e fazendo um novo pedido.<br />
- Sei, e aí são mais sete dias, se é que ainda tem iPhone no seu estoque, né?<br />
- Sim senhor.<br />
- Eu vou perguntar apenas uma vez: Existe alguma coisa que você possa fazer para resolver o meu problema?<br />
- Errr… eu posso refazer sua fidelizaç…<br />
- Você não precisa repetir o que eu já sei. Eu estou te dando uma chance de resolver o meu problema e arrumar um telefone e me entregar no prazo que você combinou comigo antes. Você tem como resolver o meu problema?<br />
- Olha senhor, eu só posso estar te refidelizando.</p>
<p>E então eu desliguei o telefone, peguei minhas contas antigas da Tim e, na mesma hora, fui visitar a concorrência. Conversei, pesquisei, fiz as contas e quatro horas depois eu já estava virando cliente da Vivo – e com um iPhone 3G 8GB novinho em mãos.</p>
<p><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin: 0px auto; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="iphone" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/iphone.jpg" border="0" alt="iphone" width="535" height="320" /></p>
<p>Claro que paguei bem mais caro pelo iPhone, mas é que o campo de distorção da realidade de Steve Jobs é REALMENTE poderoso. Em termos de tarifas e custo mensal a coisa vai ficar “elas por elas”, com a vantagem de ter mais minutos e pagar R$ 1 a menos por Adicional de Deslocamento (uma das coisas que mais me quebra quando viajo). Mas a minha primeira impressão da Vivo foi muito boa: levei coisa de 5 minutos pra ser atendido (contra 1h de espera média em qualquer loja Tim), conversei com dois vendedores e ambos foram excelentes. E ainda me pediram para dar uma nota para o trabalho deles no final, como parte de um esforço da Vivo em medir a eficiência do atendimento. Se estes dados viram informação gerencial no futuro são outros quinhentos, mas pelo menos há uma preocupação de, pelo menos, causar boa impressão.</p>
<p>Imagino que você deva estar pensando que perdi tempo (e dinheiro), que “operadora de celular é tudo ruim” e que “sair da Tim tem tanto efeito quanto boicotar o McDonalds” (como diria o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/exu/">Exu Caveira Cover</a>), mas eu ia me sentir um trouxa se continuasse cliente de uma empresa que me tratou do jeito que tratou. Se fosse só esse episódio da fidelização tudo bem, eles nem tinham obrigação de me dar desconto ou entregar tudo em tempo hábil, mas é que o conjunto de irritações que a Tim já me causou deixou a situação intolerável. E se minha saída não é significativa pra Tim, tem os meus reclames aqui no blog que de vez em quando acabam sendo ouvidos (tipo <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/as-loucas-promoes-de-selees" target="_blank">o da revista Seleções</a>, que o pessoal até mandou email pedindo direito de resposta e tudo).</p>
<p><strong>P.s.:</strong> No processo de escrever este post eu acabei entrando <a href="http://www.timpartri.com.br/tim/" target="_blank">na parte corporativa do site da Tim</a>. Descobri que eles tem seis diretorias e apenas três pessoas ocupando os cargos (sendo uma delas o diretor-presidente/presidente do conselho/diretor geral. Praticamente um super-homem). Mas o pior é que eu não vi uma diretoria de operações ou alguma que pareça cuidar do atendimento, ou seja, eu nem sei quem eu devo mandar tomar no cu.</p>
<p><strong>P.p.s.:</strong> Pra não dizer que a Tim é pior em tudo, olha um lugar onde ela é campeã: <a href="http://www.reclameaqui.com.br/ranking/indices/?id=34aacaa452520ec0740e20d6af2d9cd61643a230" target="_blank">no ranking de reclamações do ReclameAqui.com</a></p>
<p><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin: 0px auto; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="reclameaqui" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/reclameaqui.jpg" border="0" alt="reclameaqui" width="395" height="371" /></p>
<p>Sim, a Vivo tá lá também… bem como TODAS as grandes operadoras de telefonia móvel. Mas a tim tem o DOBRO de reclamações da Vivo, e com uma base de clientes muito menor.</p>
<p><strong>Update (26/03):</strong> Me ligou uma mocinha da Tim pra agendar a entrega do meu aparelho. Tadinha. Expliquei a situação toda pra ela e falei que já tinha pulado fora. Segundo ela, o papo de &#8220;botão impressão check estragado&#8221; que me passaram foi um erro de interpretação do atendente: segundo ela, o botão estragado era do sistema da Tim, e não do telefone que iam me mandar. Mas ela mesma sacou que era tarde demais para tentar me ganhar de volta e apenas pediu desculpas por todo o ocorrido.</p>
<p>Por sinal a minha portabilidade já está funcionando, mas não imune a problemas. Primeiro foi a Vivo que me ligou dizendo que eu tinha que ligar pra Tim por conta de uma divergência de cadastro. Precisei ligar pra Tim umas SEIS vezes pra conseguir resolver, mas deu certo: meu telefone novo já recebe chamadas do meu número de sempre (inclusive, quem tentar me ligar e não conseguir, avise aí nos comentários). O problema é que o de Bethania, que está vinculado ao meu CPF mas não foi portado ainda. Isso não cheira bem&#8230;</p>
<p>E olhaí <a href="http://esparroman.blogspot.com/2009/03/agora-e-guerra.html">o Esparroman também se embrenhando com a Tim</a>&#8230;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O fim de Dead Cow City</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2009/01/o-fim-de-dead-cow-city</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 06:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[Interrompemos nossa programação de posts das férias para contar aqui a coisa mais estapafúrdia que já me aconteceu em 15 anos no mercado de trabalho. Não vou entrar em detalhes mas a coisa foi mais ou menos assim: Meu projeto estava com uns problemas e resolvi conversar com os consultores-líderes para ver se eles me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interrompemos nossa programação de posts das férias para contar aqui a coisa mais estapafúrdia que já me aconteceu em 15 anos no mercado de trabalho.</p>
<p>Não vou entrar em detalhes mas a coisa foi mais ou menos assim:</p>
<ul>
<li>Meu projeto estava com uns problemas e resolvi conversar com os consultores-líderes para ver se eles me davam uma mãozinha.</li>
<li>Na conversa eu tentei explicar o problema mas o pessoal acabou me pedindo pra detalhar OUTRA coisa. Mas vá lá, fiz o que eles pediam e avisei que ainda precisava continuar o assunto. Mas aí veio o natal e o ano-novo e o assunto ficou pausado.</li>
<li>No meu primeiro dia de trabalho de 2009 o consultor-líder me liga e fala que meu projeto precisa de uma “virada de mesa” e que eu não tenho o perfil necessário para isto, e que estava contactando nossa empresa de consultoria pra discutir minha substituição. Obviamente eu levei um puta susto, mas como ele afirmou que nada estava resolvido e que conversaríamos na próxima semana, pensei que até lá a gente pudesse esclarecer seja lá o que foi que provocou uma reação tão extrema deles em tão pouco tempo. Problema de comunicação, talvez?</li>
<li>No dia seguinte, outro susto: recebo um email oficializando a minha saída do projeto. Mas o consultor-líder continua afirmando que “nada estava definido” e que conversaríamos na próxima semana.</li>
<li>Chega a próxima semana e eu me reúno com o consultor-líder. Discutimos longamente os problemas do projeto e os acontecimentos recentes. No fim, ele vira pra mim e diz que meu substituto estava na sala ao lado e que ele ia chamá-lo para eu passar a ele as informações sobre o trabalho.</li>
</ul>
<p>Não, não. É sério. Vou resumir ainda mais pra fazer ainda menos sentido: <em>Fui discutir os problemas do projeto com meus superiores e eles me expulsaram do projeto</em>.</p>
<p>Aí você pergunta: “Mas por quê?”. É estranho mesmo. O cliente gostava do nosso trabalho,  o chefe da engenharia chegou a dizer que “estaria perdido” se nós não estivéssemos lá. Outro dia me contaram que uma das meninas da minha equipe (que o cliente até tentou contratar, veja você) comentou que eu fui a “salvação” do projeto. As opiniões das pessoas que conversei e que acompanharam a história variam. Umas acham que eu fui usado de bode expiatório para o caso do projeto fracassar. Outras acham que eu posso ter ferido o ego dos líderes e estava pagando o preço. Alguns especularam que eu fui removido para dar lugar a alguém da “panelinha” deles que devia estar em casa, sem trabalho (e sem honorários a receber). Mas eu prefiro a explicação, sucinta e assertiva, de um amigo meu: “É, o mundo corporativo é assim mesmo”.</p>
<p>Pois então. Como diz o mestre Tom Zé, a gente “passa mal, toma Sonrisal, se engana mas vai em frente”. Então, no fim da tarde da última terça-feira, fui embora de Dead Cow City para nunca mais voltar. E digo que fui embora com a cabeça erguida e com a consciência tranquila de que fiz um bom trabalho nos sete meses em que estive por lá.</p>
<p>Mas o mais legal é a sequência da história: coisa de alguns DIAS depois e me liga outro consultor-líder, avisando que nosso antigo cliente de Brasília &#8211; um que vive aparecendo no jornal, especialmente nessa época de crise &#8211; está mesmo querendo fechar um contratão de consultoria e pergunta se eu não tenho interesse em ficar <em>full time</em> (todos os dias do mês) no projeto.</p>
<p>Sabe o que me impedia de trabalhar <em>full time</em> com eles antes? O projeto do qual fui expulso.</p>
<p>Hoje o consultor-líder me ligou contando que o cliente ficou feliz da vida com minha nova disponibilidade. “Eles gostam mesmo de você”, acrescentou. O projeto deve começar em março, e até lá terei que fazer o grande sacrifício de ficar em casa, jogando GTA IV.</p>
<p>É, o mundo corporativo é assim mesmo <img src='http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>As F&#233;rias do Primo, Parte 1: A viagem</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 01:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saga]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, meus amigos! Minhas mini-férias de uma semana foram tão boas (e cheias de histórias) que serão contadas em pedaços. O primeiro deles é a viagem de ida para o lugar escolhido. A premissa das férias era viajar para descansar, gastando minhas milhas que estavam vencendo e indo para um lugar sossegado, distante da bagunça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, meus amigos! Minhas mini-férias de uma semana foram tão boas (e cheias de histórias) que serão contadas em pedaços. O primeiro deles é a viagem de ida para o lugar escolhido.</p>
<p>A premissa das férias era viajar para descansar, gastando minhas milhas que estavam vencendo e indo para um lugar sossegado, distante da bagunça de reveillon. Após um bocado de adoração ao Deus Google, Bethania, minha esposa, encontrou um lugar que parecia <u>absolutamente perfeito</u>.</p>
<p>Aí você se pergunta: “mas para onde vocês foram?”. Bem, vamos começar dizendo que nós acordamos às 4:30 da manhã do dia 26/12 e voamos até o meio-dia para pousar… em <em>João Pessoa</em>.</p>
<p><img title="João Pessoa" style="display: inline; margin: 0px" height="377" alt="João Pessoa" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/joaopessoa.jpg" width="535" border="0" />    <br />A simpática capital paraibana (foto by Bethania Duarte) </p>
<p>Mas espere: não satisfeitos por estarmos no meio da Paraíba, saímos do aeroporto, almoçamos e fomos direto para… <em>a rodoviária</em>, porque ainda tínhamos uns 100km nos separando de nosso destino final.</p>
<p>Sabe, rodoviárias são um bom espelho do que as cidades <em>realmente</em> contém. A do Rio é abafada e caótica, a de São Paulo é SEMPRE lotada, a de Beagá parece rodoviária de cidade do interior, a de Brasília serve como um bom lembrete do que existe além do plano piloto… e a de João Pessoa tinha uma espécie de “feirinha do paraguai” no andar de cima. E tocava música de crente <em>o tempo todo</em>.</p>
<p>Então chegou o nosso ônibus. E aí eu, este serzinho que viaja por tudo que é buraco desse Brasilzão sem porteira, temi pela minha vida: o ônibus era velho, mas MUITO velho, o que ficava evidente em especial pelo <em>cheiro</em> de carpete velho misturado com o do revestimento dos bancos, feito num couro vermelho já há muito judiado pelo tempo. No vidro que separava o motorista dos passageiros tinha até um adesivo indicando a última vez que o ônibus havia sido dedetizado – mas o adesivo era tão velho que a data já tinha se apagado. E não tinha ar condicionado. E nós na Paraíba, lembram?</p>
<p>Sente o drama:</p>
<p><img title="onibus1" style="display: block; float: none; margin: 0px auto" height="333" alt="onibus1" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/onibus1.jpg" width="501" border="0" />     <br /><img title="onibus3" style="display: block; float: none; margin: 0px auto" height="154" alt="onibus3" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/onibus3.jpg" width="300" border="0" /> </p>
<p>&#160;</p>
<p>E os passageiros iam embarcando: Famílias inteiras com a meninada fazendo bagunça, um deficiente com sua muleta, um tiozinho com boné da Lubrax, calça jeans surrada e camiseta do <a href="http://www.trezefc.com.br/">Treze Futebol Clube</a> e por aí vai. Era um legítimo ônibus cata-jeca. E pra terminar de me matar de susto, bem nesta hora, minha digníssima esposa resolve me dizer o seguinte:</p>
<p>- Sabia que o lugar pra onde a gente vai nem aparece no Google Maps?</p>
<p>E o motorista entrou, bateu a porta sem muita cerimônia e pegou a estrada – com uns cinco passageiros em pé e obviamente com uma parada a cada 10 minutos pra pegar ainda mais gente (a parte “cata-jeca” da viagem). Tanto que Bethania sugeriu que a gente cedesse nossos lugares a duas senhoras com crianças e viajamos boa parte do tempo em pé.</p>
<p>Eu ainda estava estupefato com a coisa toda quando numa destas paradas embarcou nada menos do que <em>um vendedor de salgados</em>, de camisa branca e gravata (naquele calor absurdo, nunca é demais lembrar), com uma bacia branca enorme cheia de coxinhas, empadinhas, “cocretes” e outras coisas cujo cheiro de gordura, somado com o cheiro de velho do ônibus, deixou o ar ainda mais empesteado. E o cara se acotovelando conosco no corredor do ônibus, e os passageiros conversando alto enquanto o vendedor gritava “ÓI A COXINHA! ÓI O SALGADO!”, e eu e Bethania nos entreolhando sem acreditar que aquilo tudo estava acontecendo.</p>
<p><img title="onibus2" style="display: block; float: none; margin: 0px auto" height="225" alt="onibus2" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/01/onibus2.jpg" width="300" border="0" /> </p>
<p>Algum tempo depois o ônibus sai da estrada, entra no município de Mamanguape e, numa avenida, pára de repente. O burburinho entre os passageiros começa imediatamente:</p>
<p>- Oxe, o que é que foi?   <br />- Ih, foi batida. Olhe ali o carro.    <br />- Mas o cabra tem que tirar o carro da frente, ué.    <br />- Vixe, vai tirar não, o hôme nem saiu do carro… num deve tá querendo tirar o carro do lugar por causa de perícia, seguro ou sei lá.</p>
<p>Aí um tiozinho mete a cabeça pra fora do ônibus e começa a gritar: “TIRE ESSE CARRO DAÍ SEU JUMENTO!”. O burburinho aumenta. O motorista buzina, depois começa a discutir com o cobrador. Duas senhoras desistem da viagem e descem do ônibus, resmungando. E como se o <em>nonsense</em> não estivesse suficiente, aparentemente o dono do carro resmungou alguma coisa que irritou o tiozinho da janela do ônibus, que logo disse:</p>
<p>- Ah é? Deixe esse folgado aí que ele vai ver só uma coisa!</p>
<p>E, esticando o braço até o meio das costas, saca de lá nada menos do que <em>um facão</em>. “Se ele falar mais alguma coisa eu vou lá e lhe encho de furo”, disse. E enquanto isso o motorista ia dando ré no ônibus pra tentar desviar, com o cobrador do lado de fora ajudando a manobrar e o tiozinho branindo seu facão (mais de exibido do que de corajoso), disparando bravatas tipo “na favela onde eu mora nêgo folgado igual esse aí já tinha morrido”. E eu pensando onde diabos fui me meter…</p>
<p>Muitas manobras depois o motorista consegue se desviar do acidente e o balaio segue viagem. E o tempo passa, a noite vem chegando, os passageiros começam a desembarcar e eu ali, perguntando o trocador (sim, tinha trocador) de 10 em 10 minutos se ainda faltava muito… até que, depois de quase <em>duas horas</em> na estrada nós, finalmente, chegamos.</p>
<p><em>(Continua…)</em></p>
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		<title>O Primo&#8217;s Amazonic Project Management Saga</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 15:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saga]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem era idêntica as que se vê nos documentários da tevê sobre a amazônia: um mar de árvores. Mata fechada, cortada apenas por rios sinuosos de água marrom. Num deles tinha até uma canoa passando. Aì, de repente, aparece uma cidade. Foi vendo isto da janela do avião que eu pousei em Marabá, interior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem era idêntica as que se vê nos documentários da tevê sobre a amazônia: um mar de árvores. Mata fechada, cortada apenas por rios sinuosos de água marrom. Num deles tinha até uma canoa passando. Aì, de repente, aparece uma cidade.</p>
<p>Foi vendo isto da janela do avião que eu pousei em Marabá, interior do Pará&#8230; </p>
<p><img title="maraba1" style="display: block; float: none; margin: 0px auto" height="217" alt="maraba1" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2008/11/maraba1.jpg" width="535" border="0" /> </p>
<p>Minha missão era simples: atualizar o cronograma de um projeto de reforma de um frigorífico. O problema é que os engenheiros responsáveis estão &quot;fugindo ostensivamente&quot; de mim. Não atendem telefone, não respondem email&#8230; outro dia achei um deles no Skype e ele me disse: &quot;Como você me achou? Tava me escondendo de você&quot;…</p>
<p>Então resolvi visitar a obra pessoalmente. Só que esta foi a última semana de reforma antes do frigorífico voltar a operar e está tudo um pandemônio, portanto ninguém teria tempo de se sentar comigo e me atualizar sobre o projeto. </p>
<p><img title="maraba2" style="display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px" height="240" alt="maraba2" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2008/11/maraba2.jpg" width="300" align="left" border="0" /> A solução? Arrumei um capacete e me enfiei audaciosamente pelo canteiro de obra, no calor paraense, atolado até o tornozelo na lama do canteiro de obra (porque choveu horrores), com um cronograma impresso numa mão e uma planta do frigorífico em outra. E tive que descobrir, por conta própria, o que foi ou não executado e, então, atualizar o status do projeto.</p>
<p>Acho que nunca trabalhei em condições tão insalubres de trabalho. Eu vi placas de aço caindo a alguns metros de mim, vi fagulhas de solda e de metal incandescente voando pra tudo que é lado, vi caminhões atolando na lama, vi um trator quase atropelar dois peões, andei por cima do forro do telhado a uns 5 ou 6 metros do chão, me apoiando em tubos e trepando por cima de dutos de ventilação, saí pelo canteiro de obra à noite em locais onde os peões viviam achando cobras (amazônia, lembram?), e por aí vai…</p>
<p>Mas o saldo final foi positivo: os engenheiros fujões viram que eu não estou de brincadeira e me evitar apenas vai adiar o inevitável e, de brinde, comecei a acompanhar um outro projeto de reforma de uma das fábricas anexas – coisa que vai deixar Darth Vader, meu chefe, bastante contente.</p>
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		<title>A saga do pacote de dados da Tim</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 22:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu costumo dizer que operadora de celular é igual cassino: você acha que está levando vantagem mas, no fim, &#34;a casa sempre ganha&#34;. E não adianta: a concorrência aumenta, a Anatel aperta na regulamentação mas o serviço continua péssimo e caro. Eu coleciono &#34;sagas&#34; épicas de atendimento vagabundo. Quando era cliente da Oi eu ganhei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu costumo dizer que operadora de celular é igual cassino: você acha que está levando vantagem mas, no fim, &quot;a casa sempre ganha&quot;. E não adianta: a concorrência aumenta, a Anatel aperta na regulamentação mas o serviço continua péssimo e caro. </p>
<p>Eu coleciono &quot;sagas&quot; épicas de atendimento vagabundo. Quando era cliente da Oi eu ganhei um desconto em aparelho&#8230; e precisei de <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/12/oitenta-dias-pra-comprar-um-celular">oitenta e um dias e cinquenta e duas ligações para o Oi Atende até conseguir receber o dito cujo em casa</a>. Aí mudei pra Tim &#8211; não porque quis, e sim porque os planos são mais baratos pra quem viaja muito &#8211; e já precisei recorrer à Anatel duas vezes: uma por um problema de cobrança quando me mudei pra São Paulo e outra porque, por incrível que pareça, um atendente da &quot;central de relacionamento Tim&quot; deu piti e GRITOU comigo no telefone.</p>
<p><img title="Comparativo operadoras de celular" style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" height="274" alt="Comparativo operadoras de celular" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2008/10/20081021.jpg" width="535" border="0" /></p>
<p>Mas meu episódio mais absurdo com a Tim foi quando tentei, simplesmente, comprar um simples plano de dados pra usar com meu smartphone. Era coisa simples: um pacote de 250MB, pra botar no meu plano (Tim Família) e poder compartilhar a franquia de dados com minha esposa. Só que normalmente estes pacotes são vendidos junto com aqueles modems USB, então o primeiro desafio era explicar para os atendentes que eu NÃO queria um modem USB, só o pacote de dados. Vários não entendiam, então eu tinha que ligar de novo e ver se eu dava sorte de pegar alguém com um pouquinho mais de boa-vontade. Quando finalmente consegui, a atendente me disse que eu só poderia comprar este pacote de dados numa loja Tim. Aí fui numa loja, esperei umas DUAS HORAS para ser atendido&#8230; e me disseram que não dava pra comprar meu pacote de dados na loja, só por telefone. &quot;M-mas me mandaram ir à loja!&quot;, disse eu. Não adiantou. </p>
<p>Então retomei a maratona de ligações para a Tim. Os atendentes continuavam insistindo que eu devia ir à uma loja, mas eu dizia que tinha acabado de vir de lá. Depois de muita insistência, um dos atendentes disse que tinha um tal &quot;novo contrato&quot; que eu devia assinar pessoalmente. Como eu não tinha o que contra-argumentar para isso, acabei aceitando a explicação. </p>
<p>No último sábado, eu e Bethania estávamos atoa no Shopping Ibirapuera e resolvemos passar na loja da Tim. Mas dessa vez eu não era mais um &quot;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=2JKjUzZQu_4">garotinho juvenil</a>&quot; inocente e, sabendo da demora, pegamos uma senha, saímos para passear pelo shopping e voltamos mais ou menos 1h depois&#8230; bem na hora em que chamaram nosso número. </p>
<p>E aí aconteceu a coisa mais tragicômica que eu já vi. Eu sentei em frente ao atendente, disse que queria um plano de dados e a PRIMEIRA coisa que ele falou foi: </p>
<p>- Plano de dados é só por telefone, com a central. </p>
<p>Eu e Bethania rimos bastante na cara dele e contamos nossa história de pingue-pongue entre loja e central telefônica. Aí ele fuçou no sistema, perguntou alguns colegas e concluiu que, sim, tinha como fazer na loja. Correu tudo bem&#8230; até eu mencionar que era para eu e minha esposa compartilharmos a franquia. Aí ele soltou a bomba: </p>
<p>- Olha, aqui no sistema eu só consigo cadastrar o plano em uma das linhas: pra poder compartilhar entre as duas linhas, só ligando para a central&#8230; </p>
<p>Era inacreditável. Mas, sem pensar muito, respondi: </p>
<p>- Então liga aí pra nós. </p>
<p>Aí termina a parte &quot;trágica&quot; e começa a parte &quot;cômica&quot;. Primeiro o cara pediu o celular da minha esposa emprestado, porque o dele era pré-pago e, segundo ele, ia demorar muito mais para ser atendido. O diálogo dele com a central foi mais ou menos assim: </p>
<p>- Sim, é um plano de dados de 250 MB, compartilhado&#8230; não, eles não tem que ir à loja, EU sou o atendente da loja, se eu pudesse já tinha feito, mas só vocês aí podem fazer&#8230; não, não tem modem USB junto&#8230; tá bom, eu aguardo&#8230; </p>
<p>Muitos minutos depois: </p>
<p>- Como é? Seu sistema tá fora do ar?&#8230; Ah, é só o SEU sistema, o dos outros atendentes está funcionando??&#8230; Então me transfere pra outro atendente&#8230; </p>
<p>Instantes depois ele afastou o celular da orelha e disse, frustrado: &quot;Caiu a ligação&quot;&#8230; </p>
<p>Imagine a cena: um FUNCIONÁRIO da Tim sendo enrolado pelo atendimento tosco DA PRÓPRIA TIM, ali, na nossa frente. Eu saboreei cada momento de forma sádica e deliciosa. Mas como somos bonzinhos, pegamos o meu celular e ficamos tentando falar na central pra ajudar. E só assim, numa loja Tim, com um funcionário &quot;físico&quot; na nossa frente e DOIS telefones ligando insistentemente para a central da Tim, conseguimos, finalmente, habilitar o plano de dados. </p>
<p>Mas como é difícil dar dinheiro pra essas operadoras, viu&#8230;</p>
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