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O discurso de formatura de J.K. Rowling

11 de June de 2008, 0:49

J.K. Rowling é a autora da série Harry Potter. No último dia 5 ela deu um discurso de formatura em Harvard, intitulado “Os benefícios do fracasso e a importância da imaginação”, que está começando a correr a internet.

Eu li e meu queixo está caído ali no chão. Enquanto não consigo encaixá-lo de volta, resolvi traduzir algumas partes e colocar aqui pro pessol que não sabe inglês também poder ler:

(…)O que eu mais temia para mim mesma na idade de vocês não era a pobreza, e sim o fracasso.

Na idade de vocês, apesar de uma distinta falta de motivação na universidade, aonde eu passei muito tempo na lanchonete escrevendo histórias e pouco tempo nas aulas, eu tinha uma habilidade para passar nas provas, e isto, por muitos anos, foi a medida do sucesso da minha vida e da vida dos meus colegas.

Não sou tola o suficiente para supor que vocês, por serem jovens, dotados e bem-educados, nunca tenham experimentado dificuldades ou decepções. Talento e inteligência ainda não imunizaram ninguém contra os caprichos do destino, e não imagino em momento algum que a vida de vocês tenha sido de privilégio e contentamento irrestrito.

No entanto, o fato de estarem se formando em Harvard sugere que vocês não estejam acostumados com o fracasso. Talvez vocês sejam tão motivados pelo medo de fracassar quanto pela vontade de acertar. De fato, a concepção de fracasso de vocês talvez não esteja tão distante da idéia de sucesso para pessoas comuns, dada a altura do vôo acadêmico de vocês.

Em última instância, todos temos que decidir por nós mesmos o que é fracasso, mas o mundo lhe empurra rapidamente um conjunto de parâmetros, se você o permitir. Então acho justo dizer que, meros sete anos após minha formatura, eu havia atingido um fracaso de proporções épicas. Um casamento excepcionalmente curto havia implodido e eu estava desempregada, era mãe solteira e era tão pobre quanto é possivel ser na Grâ-Bretanha sem ser uma sem-teto. Os temores que meus pais tiveram por mim, e que eu mesma tive, todos aconteceram e, sob todos os critérios usuais, eu era a maior fracassada que já tinha visto.

Mas eu não vou dizer que fracasso é divertido. Este período da minha vida foi um período negro, e eu não fazia idéia de que aconteceria o que a imprensa definiu como uma reviravolta de conto-de-fadas. Eu não fazia idéia do tamanho do túnel, então, por muito tempo, qualquer luz no fim dele era mais uma esperança do que uma realidade.

Então por que estou falando dos benefícios do fracasso? Simplesmente porque o fracasso significou deixar de lado o que não era essencial. Eu parei de fingir que era algo diferente do que eu era, e direcionei toda a minha energia no único trabalho que importava pra mim. Se eu tivesse sido bem-sucedida em qualquer outra coisa, talvez eu nunca tivesse encontrado a determinação de vencer na única arena que eu achava ser a minha. Eu fui libertada, porque meu maior medo havia sido descoberto, e ainda estava viva, e ainda tinha uma filha que eu amava, e tinha uma velha máquina de escrever e uma grande idéia. E então o fundo do poço se tornou a base sólida sobre a qual reconstruí a minha vida.

Talvez vocês nunca fracassem do jeito que eu fracassei, mas algum fracasso na vida é inevitável. É impossível viver sem fracassar em algo, a menos que você viva com tanto cuidado que acaba não vivendo de verdade - sendo que, neste caso, você fracassa automaticamente.

O fracasso me deu uma segurança interior que eu nunca havia obtido passando em provas. O fracasso me ensinou coisas sobre mim mesma que eu não poderia ter aprendido de outra forma. Eu descobri que eu possuía uma grande força de vontade, e mais disciplina do que eu suspeitava; Também descobri que eu tinha amigos cujo valor era maior do que o de pedras preciosas.

O conhecimento de que você saiu mais sábia e forte das dificuldades significa segurança da sua habilidade de sobreviver. Você nunca conhece de verdade sua própria força, ou a força dos seus relacionamentos, até que ambos tenham sido testados pela adversidade. Este tipo de conhecimento é uma dádiva, pois é obtido através de sofrimento, e valeu mais do que qualquer título que eu tenha recebido.

(…)

Talvez vocês pensem que eu tenha escolhido meu segundo tema, a importância da imaginação, por causa do papel dela na reconstrução da minha vida, mas isto não é tudo. Embora eu sempre vá defender o valor das histórias lidas ao pé da cama, aprendi a valorizar a imaginação em um sentido muito mais amplo. A imaginação é a capacidade não apenas humana de visualizar o que não há, e portanto é a fonte de toda invenção e inovação. Em sua capacidade plenamente justificada de transformar e revelar, a imaginação é o poder que nos permite criar empatia com outros seres humanos cujas experiências nunca tenhamos compartilhado.

Uma das experiências mais decisivas na minha formação pessoal aconteceu antes de Harry Potter (…). Nos meus 20 anos, eu pagava o aluguel trabalhando no setor de pesquisa da matriz da Anistia Internacional, em Londres.

(…)

Todos os dias, eu via evidências do mal que a humanidade inflige em seus companheiros humanos, para obter ou manter o poder. Comecei a ter pesadelos, literalmente, sobre muitas das coisas que vi, ouvi e li.

E ainda assim eu aprendi mais do que nunca sobre a bondade humana na Anistia Internacional.

(…)

Diferentemente de qualquer outra criatura neste planeta, seres humanos podem aprender e entender sem ter que vivenciar uma experiência. Eles podem se colocar na mente de outras pessoas, imaginar-se no lugar do outro. (…) E muitos preferem não usar sua imaginação. Muitos escolhem se manter confortavelmente nos limites de sua própria experiência pessoal, sem passar pelo inconveniente de se perguntar como seria sua vida se eles tivessem nascido de outra forma. Podem se recusar a ouvir os gritos ou espiar dentro das prisões; Podem fechar suas mentes e corações à qualquer sofrimento que não os afete pessoalmente; Podem se recusar a tomar conhecimento.

Eu poderia me sentir tentada a invejar pessoas que podem viver desta forma, mas não acho que eles teriam menos pesadelos do que eu. Escolher uma vida em um lugar estreito pode provocar um tipo de agorafobia mental, que traz consigo seus próprios horrores. Acho que os que escolhem viver sem imaginação vêem mais monstros e têm mais medo.

E mais, os que escolhem não criar empatia com outros podem criar monstros reais. Mesmo sem cometer nenhum ato maléfico real, podemos ser coniventes com o mal por nossa própria apatia.

Uma das muitas coisas que aprendi no fim das prateleiras de Literatura Clássica, aonde me aventurei quando tinha 18 anos procurando por algo que não conseguia definir, foi algo escrito pelo autor grego chamado Plutarco: O que conquistamos dentro de nós mesmos altera nossa realidade exterior.

Esta é uma frase estupenda que se prova verdadeira mil vezes, todos os dias de nossas vidas. Ela exprime, em parte, nossa inescapável conexão com o mundo exterior, o fato de que tocamos a vida dos outros simplesmente pelo fato de existirmos.

Mas qual a possibilidade de vocês, graduandos de 2008, tocarem a vida de outras pessoas? Sua inteligência, sua capacidade de trabalhar duro, a educação que vocês mereceram e receberam, lhes dão um status e responsabilidades únicas. (…) Se vocês escolherem usar seu status e sua influência para falar em nome dos que não tem voz; se vocês escolherem se identificar não apenas com os poderosos, mas com os despoderados; se vocês conservarem a habilidade de se imaginarem vivendo as vidas daqueles que não tem as mesmas vantagens que vocês tiveram, então não serão apenas suas famílias que celebrarão, com orgulho, sua existência, e sim milhares e milhões de pessoas cuja realidade vocês tenham mudado para melhor. Não é preciso magia para mudar o mundo. Nós temos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos: o poder de imaginar melhor.

(…)

E amanhã espero que, se vocês não se lembrarem de nenhuma das minhas palavras, que se lembrem das de Sêneca, outro daqueles velhos romanos que conheci quando corri para as prateleiras de Literatura Clássica, fugindo dos planos de carreira e buscando a sabedoria dos antigos: “Como uma história, assim é a vida: o que importa não é o quão comprida ela é, e sim o quão boa ela é”.

Desejo a todos vocês vidas muito boas.

Muito obrigado.


A semana do presidente

7 de June de 2008, 21:55

Eixo Monumental em Brasília, completamente vazio à 1 da manhã

Sabe, o ritmo de posts por aqui estava indo muito bem esta semana. Até no Impop eu postei, duas vezes. Mas na quinta-feira eu recebi um telefonema. Me pediram pra tomar uma decisão. Uma puta duma decisão que, por enquanto, não posso comentar.

Desde então eu estou me sentindo mais ou menos assim: imagine que você vai dar uma palestra para 1000 pessoas, sem poder errar e tendo se preparado muito pouco. Aí imagine que acabaram de chamar o seu nome e você está prestes a subir no palco. Agora aperte o pause bem aí, nesse instante; congele o que você estiver sentindo… e estenda indefinidamente. Deu pra ter uma idéia?

Nesse estado eu nem preciso dizer que fica difícil parir posts.

—-

Aí, pra piorar meu desespero, na quinta à noite eu chego no hotel, abro a mochila pra pegar meus fones de ouvido e eles não estão lá.

“Desencana e compra outro fone”, diria o leitor de primeira viagem. Mas os veteranos do blog sabem que não era qualquer fone, e sim meus Shure E2C, intra-auriculares, importados, caríssimos e profundamente amados por mim, que sou um fone-de-ouvidoófilo.

Revirei o quarto do hotel, nada. No dia seguinte, revirei o meu local de trabalho, e nada. Voltei ao hotel temendo pelo pior e disposto a extremos - como procurar no gramado externo do hotel para o caso dele ter caído pela janela do meu quarto - mas, felizmente, não foi preciso: a camareira havia achado os fones e, ao invés de deixá-los no quarto (eu ainda estava hospedado, catacilda!), levou pros achados e perdidos.

Pra que isso não se repita implementei duas contramedidas: uma é deixar uma etiqueta com nome e telefone dentro dos fones. Outra é andar sempre com os fones dentro do estojo e com o estojo preso na mochila…


A ignorância que te faz dormir à noite

8 de May de 2008, 23:41

No Kottke, numa nota sobre Eric Haseltine, um cara que foi da Disney para a NSA (a agência de inteligência mais bam-bam-bam da onda anti-terrorismo norte-americana), o último parágrafo é digno de tradução e postagem aqui:

No fim da sessão, a entrevistadora Jane Mayer perguntou a Haseltine se, porventura, o governo Bush não estava tendo uma reação exagerada ao terrorismo… se essa idéia de que o perigo está em toda parte é apropriada, realista. Ele respondeu dizendo que, desde que se envolveu com inteligência, ele não dorme bem à noite. “Eu sei muito”.


Escopolamina - a droga mais perigosa do mundo

28 de September de 2007, 10:55

Em termos de alucinógenos eu achava que o fundo do poço eram os meninos africanos que deixam fezes no sol e depois cheiram o metano resultante para se drogar. Parece que não.

Deu no BoingBoing um artigo sobre a escopolamina, que é, de longe, a droga mais maléfica do mundo:

A coisa é terrível, um pouquinho de pó provoca um dos seguintes efeitos na vítima: a) morte ou b) perda total do livre-arbítrio. Criminosos normalmente tentam obter este último efeito, pois isso permite que eles dêem ordens às suas vítimas e mandem elas esvaziar as contas de banco, dar o carro pros ladrões, fazer sexo com eles, basicamente qualquer coisa que o criminoso mande.

Daí saiu a reputação da escopolamina como a "droga do zumbi", pois as vítimas parecem estar completamente sóbrias e racionais, quando na verdade parecem autômatos.

E além de tudo a droga pode provocar amnésia. Pensa bem: basta um pouquinho da droga na sua bebida e você vai fazer TUDO que o ladrão disser. E no fim não vai se lembrar de nada. Parece coisa de filme, mas, infelizmente, é real.

O artigo do BoingBoing tem um link pra um excelente documentário do VBS.TV, em nove partes, sobre a droga. Os caras viajaram até a Colômbia, conversaram com vítimas, acharam a planta de onde a droga é extraída (que é tão comum que pode ser encontrada nas ruas de Bogotá), até acharam um traficante que vendeu um pouco de escopolamina pra eles. As histórias do documentário são de arrepiar. Uma das vítimas conta que tem efeitos colaterais até hoje - lapsos de memória e pesadelos. Uma prostituta conta que bastou esfregar um papelzinho impregnado de droga na cara de uma dona da casa, para que ela morresse na hora de ataque cardíaco. Outra vítima conta que foi abordada por um cara que perguntou "onde é esse endereço" e colocou um papelzinho bem próximo do rosto dela - e depois disso ela não se lembra de mais nada.

E pra coisa ficar ainda mais impressionante, é bem possível que você já tenha usado escopolamina, já que, segundo a Wikipedia, ela é o princípio ativo do popular Buscopan. Obviamente a dosagem é ínfima e ela vem numa outra forma (butilbrometo de escopolamina) que não passa da barreira hematoencefálica e, portanto, não chega no seu cérebro. Imagina se chegasse…


Virou minha cabeça e o coração…

2 de July de 2007, 17:24

Faça o mesmo aqui

(Via del.icio.us, boingboing, boteco)


A doença, o vapor, a surpresa

29 de June de 2007, 10:31

E aí veio a sinusite e me deixou péssimo, fisicamente e emocionalmente.

A noite de ontem foi dureza. Me deitei cedo e sonhei muito, como sempre acontece quando vou dormir muito cansado ou debilitado de alguma forma. Sonhei que viajei de ônibus até a Argentina e que ela tinha prédios em formato de avião e que o gerente financeiro da empresa onde estou trabalhando hoje morava lá. Aí acordei às cinco da manhã com a boca seca, bebi uma água e lagarteei na cama até as 7:10. Pavlov me lambeu a cara até as 7:15, me levantei e fui tomar um banho longo e quente.

E, para minha surpresa, o vapor revelou uma mensagem secreta que Bethania (que está viajando) deixou escrita com os dedos no espelho do banheiro: era um grande coração, escrito "Zé, eu te amo" no meio.

Fisicamente, eu continuo péssimo. Mas agora só fisicamente.


Aécio é vaiado em evento - e a imprensa mineira não dá a mínima

27 de June de 2007, 21:56

Eu quase nunca falo de política por aqui, mas esta merece. Deu na Folha:

Ao lado de Lula, Aécio é vaiado em evento do governo federal em Minas

Em evento do governo federal para assinatura dos convênios para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) hoje em Belo Horizonte, o governador Aécio Neves (PSDB) foi vaiado por parte da militância petista ligada aos movimentos sociais presentes ao Palácio das Artes, que estava com todos os 1.700 lugares ocupados.

Nem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inibiu as repetidas manifestações dos petistas, sempre que o nome de Aécio era citado e quando foi chamado para discursar.

Aí você pergunta: “o que isso tem de mais?”. É que na cobertura do mesmo evento pela imprensa mineira as vaias não são mencionadas…


Os piores empregos do mundo envolvem urina, fezes, insetos e… Microsoft

27 de June de 2007, 14:18

Deu no Slashdot (que viu na Computerworld, que viu na Popular Mechanics) uma lista dos piores empregos do mundo.

Acontece que o item número 7 da lista é "trabalhar no Microsoft Security Response Center", responsável pelos patches (correções de vulnerabilidades) do Windows, Office e demais programas do Tio Bill Gates.

Também pudera. Imagine: 99% dos computadores do mundo usam seus softwares. 99% dos hackers do mundo querem hackear seus softwares, todo dia, o tempo todo. Você está sempre em menor número: devem haver uns 1000 hackers para cada funcionário do MSRC. O email secure@microsoft.com recebe 100 mil mensagens por dia, avisando de possíveis brechas de segurança, que tem que ser analisadas caso a caso. E cada brecha destas, quando descoberta, tem que ser corrigida em cada versão de cada programa em cada língua na qual ele é fornecido. E tem que ser rápido. Enquanto isso, a imprensa está metendo o pau nas brechas que você ainda não teve tempo de corrigir, e os hackers estão divulgando os  exploits e invadindo servidores por aí. E a pilha de serviço acumulado vai aumentando: para cada brecha consertada surgem outras três em aberto. Em suma, você se desdobra o dia todo num trabalho tedioso e sem fim, e ninguém diz "obrigado".

Segundo a lista, este emprego é pior do que passar os dias examinando baratas, lesmas e vermes (entomologista forense), ficar semanas amarrado numa cama e depois ser jogado numa centrífuga (cobaia de experimentos gravitacionais da NASA), vigiar atletas enquanto eles fazendo xixi em copinhos para exame anti-doping, ou até mesmo coletar fezes de baleia. Mas, felizmente, a lista tem empregos ainda piores, como o primeirão de todos: os hazmat divers, mergulhadores especializados em missões de resgate em ambientes agradáveis como esgotos e lagos contaminados por tudo quanto é lixo (hazmat vem de hazardous materials, ou seja, materiais tóxicos). Literalmente, eles passam os dias nadando na merda. Neste caso eu preferiria o emprego na Microsoft…


iPhone começa a ser vendido na sexta - mas já tem reviews

27 de June de 2007, 10:22

O iPhone, apelidado pelo pessoal do Gizmodo de "Jesus phone" (nada mais apropriado), estava sendo testado nas últimas semanas pelo pessoal do Wall Street Journal, New York Times, USA Today e Newsweek. Estrategicamente, os reviews começaram a ser publicados há alguns dias.

David Pogue, do NY Times, conta que ele é maravilhoso, mas imperfeito. O design é (obviamente) lindo, a tela é maravilhosa, o teclado na tela é ruim de usar e a câmera é boa apenas se tiver muita luz ambiente ou o objeto fotografado estiver parado. Ele conta também que você escolhe o seu plano com a operadora de celular (AT&T) pelo iTunes mesmo, sem ter que ligar para algum 0800 e esperar horas por uma atendente, o que é bem prático.

Além disso, Pogue fez um vídeozinho bem-humorado mostrando que você não pode retirá-lo do bolso na rua ou sequer mencionar que tem o aparelho, pois isto vai fazer com que hordas de pessoas corram atrás de você pedindo pra vê-lo…

Edward Baig, do USA Today, pareceu gostar mais do iPhone, mas alerta que ele é caro (não diga!), não tem suporte aos jogos do iTunes, a câmera é meio ruim de usar e ele não grava vídeos. Mas é leve e confortável. A famosa click wheel do iPod, obviamente, desapareceu, mas Baig não sentiu a menor saudade e achou a nova interface - com CoverFlow e tudo - bem melhor.

Walt Mossberg, do Wall Street Journal, resume dizendo que "apesar de algumas falhas e da falta de algumas funcionalidades, o iPhone é, no geral, um lindo e revolucionário computador de bolso". Pra ele a bateria realmente dura bastante e o teclado na tela não é lá tão ruim - embora você tenha que alternar para um teclado de símbolos para digitar uma vírgula ou um ponto final, o que não é nada prático.

Steven Levy, da Newsweek, se esbaldou com o aparelho: "Durante minhas viagens e esperas em aeroportos, eu pude checar meu email, me localizar no centro da cidade, pegar umas dicas de lugares para ver com um velho amigo cujo número eu não tenho sempre à mão, ver a previsão do tempo para Nova Iorque e Washington, acompanhar a pontuação de jogos de baseball, ler uns blogs, ouvir um antigo show de Neil Young e me distrair com uns vídeos bestas do YouTube ou um episódio de 'Weeds' - tudo com uma carga de bateria". Segundo ele, o iPhone é um raro exemplo de convergência onde as coisas realmente convergem.

No geral, todos ficaram loucos com a resolução da tela - que parece ser mesmo durável e resistente a arranhões, a interface maravilhosa, a funcionalidade do navegador web e o voice mail visual - nada de caixa postal com voz gravada dizendo "você… tem… dois… recados". E todos detestaram a operadora à qual o iPhone está amarrado (AT&T). Pra mim isso é um bom soco no rim da Apple: quem manda fazer essas parcerias esquisitas e tirar a liberdade do usuário?

Outros possíveis incômodos revelados pelos reviews:

- O conector para o fone de ouvido é meio "afundado" no aparelho, o que pode inviabilizar o uso de outros fones de ouvido diferentes do original;
- A interface não tem copiar/colar;
- O iPhone NÃO tem MMS (apenas SMS);
- O iPhone NÃO permite usar seus MP3 como ringtones. Sim, você leu certo. Eu espero que um upgrade de firmware da Apple corrija isto rapidinho, senão…


The Office ganha prêmio

26 de June de 2007, 22:13

W00t! O pessoal da contabilidade do The Office (uma de minhas séries pediletas) ganhou um Webby Award de “outstanding broadband program - Comedy” (Melhor programa para banda larga - Comédia) pelos seus webisodes!…


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