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E aí, como foi de férias?

23 de fevereiro de 2013, 17:50

(crédito de quase todas as imagens: Bethania)

Lembram da minha resolução de ano novo, de menos estresse e mais diversão? Então. Saí de férias no começo de fevereiro e fomos pros EUA. Destino: Las Vegas e road trip na Califórnia.

Essa é uma lista resumida do que fizemos em três semanas de viagem:

  • Ganhar, do nada, um upgrade de quarto em Las Vegas. Fomos parar numa suite maior que o meu apartamento. A foto abaixo é de metade da varanda. A outra metade não cabe na foto porque ela dá a volta por todo o quarto.
Varanda do hotel
  • Perder dinheiro nos cassinos. Fomos jogar só no último dia. Eu vim preparado: há meses eu vinha jogando blackjack no celular, estudei a estratégia básica e tudo. Aí me sentei numa mesa e perdi US$ 60 em cinco minutos. Lição aprendida. Ah, e vi a Milla Jovovich num dos cassinos. Acredite se quiser, mas a pele dela ao vivo é horrorosa.
Caesar Palace
  • Comer como um louco nos “all-you-can-eat buffets”. Implodi uns bons meses de regime nessas, mas valeu a pena. Bufê em Vegas parece coisa de turista, mas o do Caesar Palace foi recém-reformado, é enorme, caro, mas é imperdível: tem todas as variedades possíveis de comida, do japonês ao hambúrger, da lagosta à pizza… e não é tudo feito na baciada, é comida nível gourmet mesmo. A foto abaixo é só a parte de sobremesas do Caesar. Já comeu pirulito de cheesecake? Não parece, mas é uma delícia.
Caesar Palace buffet
  • Atirar com uma arma de fogo. Sim, esse é o tipo de coisa que dá pra se fazer em Vegas! Pra ficar ainda melhor, foi com uma AK47 (foto da esquerda), vários outros fuzis e pistolas e até uma Browning M1919 (a da direita)!

Atirando com uma AK-47 e uma Browning M1919

  • Visitar o Grand Canyon. Mas como o tempo era curto, fomos de helicóptero.

Helicópteros pousados

  • Ver mulher pelada em Vegas, mesmo estando com a esposa junto. Foi no Zumanity, o show “adulto” do Cirque du Soleil. Apresentado por uma drag queen, tem desde contorcionistas seminuas numa banheira transparente até um anão stripper-trapezista. Mas tudo com muita classe.
  • Dirigir 1000 km até o Napa Valley, na Califórnia. Contornamos o Yosemite Park no meio de cenários fantásticos como esse aí embaixo.

Estrada nevada da California

  • Passar o dia percorrendo vinícolas e provando vinhos, de bicicleta. Por sinal, você sabe que virou adulto quando percebe que gastou mais dinheiro com vinhos do que com eletrônicos numa viagem pro exterior…

Bicicleta no Napa Valley

  • Jantar num restaurante com estrela do guia Michelin. Foi no vale do Napa mesmo, no Solbar, que apesar de estrelado é acessível para meros mortais como eu. Eu não tenho coragem de tentar descrever a comida aqui, basicamente, estrela Michelin = a porra fica muito séria.
  • Conhecer a prisão de Alcatraz, em San Francisco. Fiquei uns 30 segundos dentro da solitária e não consegui imaginar como as pessoas aguentavam dias ali dentro. E ainda vi uma Tommy Gun de verdade!

Tommy Gun

  • Atravessar a ponte Golden Gate… também de bicicleta. É meio tétrico ver os telefones para “emergência e aconselhamento em momentos de crise” espalhados pela ponte, com as plaquinhas de “ainda há esperança, não pule, ligue para…”. Numa nota mais positiva, é de chorar o tanto que as cidades californianas são boas pra andar de bicicleta.

Ponte Golden Gate

  • Visitar a sede da Apple, em Cupertino. Porque, né. O mais irônico foi que dias antes eu havia comprado um Nexus 4 :)
  • Conhecer o aquário de Monterey. Achei que era só um aquário mas, cara… é embasbacante. Tinha gente chorando de tão bonito.

Aquário de Monterrey

  • Descer de carro pelo Big Sur. Meus amigos… esse dia foi foda. O Big Sur é um trecho da Pacific Coast Highway que desce de Carmel até próximo a San Luis Obispo, ladeando o oceano. É uma das estradas mais bonitas do mundo, com certeza. Esse dia foi perfeito do início ao fim: começamos fazendo a 17-mile drive em Monterey (que também é linda), dirigimos o dia todo ouvindo a discografia do Nightmares on Wax – a música perfeita para aquela estrada – e terminamos vendo o sol se pôr no oceano, numa praia cheia de leões marinhos descansando.

Big Sur

  • Comer os melhores cinnamon rolls da Califórnia. Foi puramente por acidente, estávamos lavando roupa num laundromat de San Luis Obispo e, pra matar o tempo, atravessamos a rua pra ver o que tinha. Aí passamos em frente ao Emily’s Cinnamon Rolls e o cara da loja do lado nos disse: “Cuidado, isso aí é viciante”. Se um dia na sua vida você passar próximo à San Luis Obispo, você PRECISA comer um desses.

Emily's Cinnamon Rolls

  • Fazer um piquenique nas praias selvagens de Lompoc. O caminho até lá é curioso: você passa umas plantações, depois uns radares do exército norte-americano (?), depois uns galpões da Nasa (!), e aí chega na praia. Que estava bem cheia, como vocês podem ver aí embaixo.

Praia de Lompoq

  • Pegar um barco e ver baleias no Oceano Pacífico. Que nesse dia fez juz ao nome e estava parecendo uma enorme piscina, de tão tranquilo. Ps.: a foto não é de uma baleia com escoliose, é que na verdade são duas.
Baleias na baía de Ventura, California
  • Conhecer os estúdios da Warner, em Los Angeles. Esse é um tour “adulto”, não é como o da Universal, que na verdade é apenas mais um “brinquedo” do parque temático deles. Na Warner, enquanto o guia te leva pra ver os sets de um monte de séries (entramos no de The Big Bang Theory!), ele explica muito do processo de produção cinematográfica, que foi o que mais me interessou, de longe. E pra completar o lado turístico da coisa, você pode tirar uma foto no sofá de Friends, montado numa réplica do set do Central Perk, e ver o “museu do automóvel” deles, que tem TODOS os Batmóveis de todos os filmes.

Sofá de Friends e Batmóvel modelo 2012

  • Comprei uma Buddha Machine, na Amoeba Records de Los Angeles. Sempre quis ter uma! Bethania não entendeu nada quando eu entrei numa loja com milhões de CDs e saí só com um “radinho AM”. No hotel, ela caiu na gargalhada quando viu que aquela caixinha só toca loops repetitivos. E, alguns minutos depois, caiu no sono por causa deles :)
Buddha Machine
  • Ver de perto um ônibus espacial de verdade. Foi a Endeavour, que se aposentou recentemente e foi levada para o California Science Museum. Nerdgasm total. Esse é o tipo de coisa que você tem que ver ao vivo, porque ele é completamente diferente das fotos, muito maior do que eu achava, e parece todo acolchoado por causa da proteção térmica/de radiação.

Endeavour

  • Passar debaixo da “Levitated Mass”, obra de Michael Heizer, que fica nos jardins do LACMA. É basicamente uma rocha de 240 toneladas montada nas paredes de uma trincheira, de maneira que você pode ficar lá debaixo desse monstro rochoso. Vocês podem achar isso uma grande bobagem, mas isso era uma das coisas que eu mais queria ver na viagem.

Levitated Mass

  • Ver a Shamu no SeaWorld. Bethania queria nadar com os golfinhos (e nadou), já eu fiquei só vendo os shows. Todos eles começam com umas apresentações institucionais de como o SeaWorld resgata animais no mundo todo, mas ao mesmo tempo no celular eu lia  uns posts do PETA crucificando o parque como um monte de “porcos capitalistas mentirosos”. Não sei bem o que pensar.

Shamu, no SeaWorld

  • …e para o gran finale, já no caminho de volta pro Brasil, alugar um Mustang conversível e passear por Miami. Primeira vez na vida que precisei de protetor solar pra sair de carro :)

Mustang conversível

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Ainda na onda “menos businessman, mais hustler”, resolvi usar os skills de trabalho pra dentro de casa e toquei a viagem como um projeto, minuciosamente planejado e montado em várias madrugadas e finais de semana. Tínhamos planilha de custo, roteiro (cronograma) para todos os dias, um “backup” impresso com todas as reservas de hotéis/atrações, incluindo os roteiros de estrada plotados no Google Maps (parte do meu gerenciamento de riscos). Fiz até a playlist da viagem no iPod, horas de música especificamente selecionada pra pegar estrada na Califórnia.

Resultado final? Sucesso completo, tudo dentro do prazo, custo “estourado dentro do previsto”, com Bethania me promovendo a “planejador oficial das viagens de férias” do casal. Como é bom ser gerente de projetos :)

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Estas férias espetaculares não seriam possíveis sem esta coisa maravilhosa chamada internet. Agradecimentos especiais para:

  • Wikivoyage, a Wikipedia de viagem. É perfeita para o básico dos lugares que você vai visitar e tem indicações de coisas que nunca tem em guia turístico. (ps.: assim como na Wikipedia, ignore a versão em português)
  • Reddit Travel. O “buscai e achareis” bíblico funciona muito bem ali. Vários itens inusitados da minha programação (exemplo: as armas de fogo em Vegas) vieram das sugestões de outros redditors.
  • TripAdvisor, para indicações de hotéis e passeios. Indispensável pra separar o joio do trigo, especialmente em lugares tipo Las Vegas, cheios de armadilha pra turista.
  • Yelp!, para restaurantes. Yelp era simplesmente infalível nos EUA, todos os lugares que fomos por indicação dele eram ótimos. Exemplo: a Eating House em Miami, restaurante barato, criativo (couve-de-bruxelas com lo mein, waffles de Foie Gras, sobremesa que parece um vaso de plantas), delicioso e que nunca apareceria num guia de viagem. Uma pena não funcionar no Brasil.
  • Google Maps, para a parte “terrestre” da viagem. Calculei nele todos os tempos de estrada, estudei o trânsito caótico de Los Angeles, no Street View conferi a cara das cidadezinhas minúsculas que escolhemos pra dormir, as estradas que escolhemos, e ainda imprimi todos os roteiros.
  • Garmin, pelo seu GPS sempre certeiro, que literalmente nos conduziu pelo vale da morte (é sério, no primeiro dia de viagem, sem saber, passamos pelo Death Valley!). Nosso modelo indicava onde tinha engarrafamentos e mostrava até uma imagem da placa que ia aparecer em cima da saída da freeway, pra não ter erro. Gostamos tanto que Bethania deu um nome pra ele: “Aguiar” (pegou essa? “a guiar”…)


Observações pertinentes e oportunas sobre assuntos totalmente aleatórios

23 de janeiro de 2013, 16:01

Achei que tinha desenvolvido uma tolerância à cafeína depois que comecei a ficar com sono logo depois de beber café espresso. Mas aí reparei que a forma que bebo cafeína é que faz diferença no tanto que ele me acorda.

Donde temos a seguinte escala:

  • Espresso – Efeito nulo ou negativo (me dá sono)
  • Café de coador – Efeito leve. Os cafés ruins de escritório (estilo ‘café de asa de barata’), sem açúcar, são um pouquinho mais eficientes.
  • Café solúvel – Efeito considerável. Destaque para o Nestlé DuoGrão (a.k.a. “do ogrão”), que mistura café solúvel com pó de café puro. A cafeína lhe dá um tabefe na cara quando você bebe.
  • Café americano (aquele do Starbucks) – Efeito bastante consideravel, mesmo no tamanho pequeno (“tall”).  No final do copo eu já estou me sentindo meio Papaléguas.

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Estava vendo minha music library e pensando: é praticamente um milagre eu não usar drogas. Nos últimos tempos eu ando ouvindo muuuuita música de noiado/frito/v1d4l0k4. Exemplos:

  • Mad Lib: Discos com 50 faixas de 1 minuto cada, todas feitas de uma brisa das mais abstratas. É filosofia stoner, versão musical.
  • Ras G: Eu ouço e dá pra imaginar o próprio Ras no meio da nuvem de fumaça, falando, arrastado: “Dude…. duuuude… u feelin this?…” (ps.: a faixa 11 do disco se chama “jus feel”)
  • Emeralds: A música se repete, repete, repete, repete, repete… e então o ácido bate.
  • OOIOO: Versão japonesa do Santo Daime.
  • Rustie: É tipo o cara que cheira uma linha e sai andando pela pista de dança se sentindo o próprio Alexandre Frota.
  • SugarBeats: Tu toma um “E” e aquele show de funk (não o carioca, o de James Brown) subitamente fica… crocante.

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Eu continuo naquelas de contratar gente, o que significa ver milhares de CVs, o que significa ver coisas bizarras como:

  • Gente que manda CV e no cabeçalho, logo debaixo do nome, vem o nome artístico.
  • Gente que coloca hashtags no subject do email. Tipo: #Curriculo #Vaga #Projetos.
  • Teve uma menina que incluiu uma citação de Mary Poppins no final do CV. Dizia assim:

Em cada trabalho a ser feito há um elemento de diversão. Você acha a diversão e – pronto! – o trabalho vira um lazer!

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Num fim de semana desses aí fomos conhecer Campos do Jordão. Sim, tá no verão, mas os dias estavam chuvosos e frios (a.k.a. “verão em São Paulo”).

As pessoas chamam Campos do Jordão de “a Suíça brasileira”. Na verdade é uma “Suíça wannabe“, como bem definiu Bethania. Os caras fazem os telhados pontudinhos, servem fondue por tudo que é canto e – voilá! – eis a Suíça… versão brega.

Pra piorar, a cidade não funciona/não entrega:

  • No posto de informações turísticas, logo na porta da cidade, ao ser perguntada sobre opções de turismo para dias chuvosos como aquele, a mocinha respondeu: “então né… chovendo assim é complicado…”
  • Agendamos uma visita à fábrica da Baden Baden, quando o tour começou a mocinha disse que não teríamos acesso à fábrica por questões de segurança e o “tour” foi ela levando a gente pra ver uns barris de cerveja e lendo uma timeline com a história da cervejaria pregada na parede. Durou 10 minutos. No final deram dois copos de cerveja pra cada um, possivelmente pra ver se, bebendo, a gente esquecia aquela picaretagem.
  • O Palácio da Boa vista fecha pro almoço (bem na hora que chegamos lá). Aí, pra não perder a viagem, resolvemos ir ao Café do Palácio, que – surpresa! – não tinha café.
  • A aclamada “Fazenda Lenz Gourmet” é uma terrível armadilha pra turistas: de gourmet só o nome, porque o garçom errou tudo do nosso pedido, do ponto da carne às bebidas. A “área de lazer” da fazenda é deprimente, parece um galpão abandonado.


Delírio sobre viagens de avião

16 de maio de 2012, 23:17

Um dia desses eu tive a ideia de colocar a coleção inteira de Sandman no iPad, pra ler no avião. E que ideia boa: tenho devorado as edições, fascinado. Nunca vi quadrinhos tão bem escritos.

Coincidentemente, lá pela edição 43, Sandman decide viajar à maneira dos mortais e embarca ele mesmo num avião com sua irmã caçula, Delirium.

Delirium é desenhada como uma menina meio maluquinha, de cabelo colorido e esgadanhado, de olhos cada um de uma cor. Como era de se esperar, Delirium não costuma fazer muito sentido quando fala, mas é dela o comentário mais sensato sobre voar de avião que já vi:

Sabe qual a melhor coisa sobre aviões? Digo, além dos amendoins nos saquinhos prateados.

É olhar as nuvens pela janela e pensar que eu poderia andar ali. Que talvez seja um lugar especial onde tudo está bem.

E às vezes eu ando de verdade nas nuvens, mas é só frio e molhado e vazio, mas quando você vê de dentro do avião é um mundo especial… e eu gosto disso.

Acho que é por isso que sempre escolho voar sentado na janela.

(Além do mais, quem sabe um dia desses eu não vejo uma menininha passeando entre as nuvens?)


10 minutos

29 de maio de 2011, 17:16

Daí que minha operação em Recife tá mudando de prédio neste fim de semana e eu vim para ajudar na mudança.
No domingo, lá pelas 16h, encerramos o dia. Voltei pro hotel e decidi que queria tomar uma água de coco na praia, no quiosque que fica bem em frente ao hotel.
Agora tou aqui, HORRORIZADO.
Fiquei no quiosque não mais do que 10 minutos. Nestes 10 minutos eu:
  • Fui abordado por quatro pessoas (um mendigo e três pivetes) pedindo esmola.
  • Vi um dos mendigos comprando crack.
  • Vi o traficante que vendeu o crack do item 2 juntar mais uns capangas e fazer a contabilidade do dia com todos, no meio da calçada.
Cara. Foram DEZ MINUTOS. E eu não tava na boca da favela, tava na praia de Boa Viagem.
Pelo visto a Dilma ainda tem muito trabalho pela frente…


Masturbação e caos aéreo

6 de janeiro de 2011, 13:32

Daí que esta semana eu fui à Recife e estava, com o coordenador geral de lá e com a líder da equipe de social media, entrevistando uns candidatos pra uma vaga que abriu no mês passado.

Eu ainda não tinha participado de nenhuma entrevista pras vagas de Recife, e a primeira coisa que notei é que meu coordenador falava mais que a entrevistada. Bem mais. Mas tudo bem, eu me intrometia e perguntava outras coisas, tentava deixar a menina mais à vontade e apesar de tudo a entrevista seguia bem.

Acontece que na nossa equipe de social media tem um cara chamado Tomás, cujo apelido não é lá muito fraterno: “Tomás Turbano” (possível origem do apelido aqui). E na entrevista meu coordenador, falando pelos cotovelos, começa a contar da equipe de social media:

- Então, tem três pessoas, a fulana, a sicrana e o Tomás Turbano…

Eu achei que meu pior episódio com aeroporto iria acontecer na minha carreira de consultoria, mas não: foi agora, no voo de volta de Recife.

Pra começar não tinha nenhum voo em horário decente, então acabei obrigado a vir num que saía de lá às 23h e que, por causa do horário de verão, chegava em SP – ou melhor, em Guarulhos – às três da manhã.

E aí o voo atrasou nada menos do que TRÊS HORAS.

Pra piorar, no embarque tinha uma família barraqueira. Mas barraqueira MESMO. Não fossem os detectores de metal da sala de embarque eu tenho certeza que um dos tiozões lá tinha tirado a peixeira da cintura e cortado o bucho de alguém, no melhor estilo nordestino. Teve bate-boca, teve bate-bate na porta de vidro que dá acesso ao finger, teve de tudo. E o voo ia atrasando.

E pra piorar ainda mais, lá pelas duas da manhã, o povo da família barraqueira começou a passar mal. Primeiro foi uma das crianças, que vomitou no chão bem em frente ao portão. Aí uma senhora idosa começou a querer desmaiar e o pessoal, aos gritos, começou a pedir um médico. Veio um funcionário da Anac, que sem o menor tato avisou que o médico ia demorar porque estava atendendo “um caso muito mais urgente que esse aí”. Aí a família barraqueira perdeu a compostura que ainda restava e ficou berrando coisas tipo “CADÊ O MÉDICO DESSA PORRA?!” por uns quinze minutos, até que o médico finalmente apareceu.

Aí o embarque finalmente começou. Botei meus fones e pensei: “finalmente, agora vou conseguir dormir um pouco no voo”. Só que o piloto fez o favor de botar o ar condicionado numa temperatura POLAR e eu, ao invés de cochilar, tremi de frio por três horas.

Pra completar, quando pousei em Guarulhos, lá pras seis e meia da manhã, desorientado de cansado, já tinha engarrafamento na marginal, na Av. Stos Dumont e na 23 de maio.

Cheguei em casa com minha mulher já se arrumando pra ir trabalhar. Aí chutei o balde e resolvi que ia pra agência só à tarde. Troquei de roupa, me enfiei debaixo das cobertas e pensei: “pronto, AGORA eu durmo, pelo menos algumas horinhas”.

Mal sabia eu. Peguei no sono e, dez minutos depois, POU POU POU POU: havia alguém destruíndo meu quarto – a marretadas. Acordei em pânico e demorei uns minutos pra descobrir o que diabos era aquilo: meu vizinho está reformando o apartamento e estavam quebrando exatamente a parede que divide meu quarto com o dele. Mas o som era como se Thor estivesse tendo uma crise nervosa e quebrando toda a minha mobília. Pra piorar um pouquinho mais, entre uma marretada e outra, tinha um cara com a clássica furadeira.

Foi lindo.


Alguns momentos da minha viagem de dez dias pelos EUA

19 de abril de 2010, 22:23

Sim, dez dias! Três em Orlando e o resto em Nova Iorque.

(Fotos by Bethania. Ou eu. Ou algum dos amigos que foram conosco. Pô, tiramos mil novecentas e trinta e uma fotos, eu sei lá de quem é qual)

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Sexta-feira da paixão, eu e Bethania estamos arrumando as malas quando ela me faz uma proposta indecente: queimar umas milhas a mais e fazer upgrade pra classe executiva.

Algumas horas depois a gente entra no avião. Eu, que esmerilho as minhas juntas em cadeira apertada de avião toda semana, olho pra poltrona aonde vou passar a noite e tenho vontade de chorar. De alegria.

Poltrona da classe executiva da AA

Daí eu aperto um botão e dezenas de motorzinhos ocultos transformam a poltrona em uma cama. Pela primeira vez, em anos, eu ia dormir de verdade num avião. E na horizontal.

Daí vem jantar, vinho, petiscos e quando eu acho que a coisa não poderia ficar melhor, a aeromoça me entrega um par de fones Bose QuietConfort. Do lado deles tem um botão escrito “noise reduction”. Apertei o botão e… gozei.

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Daí de madrugada eu quis ir ao banheiro. Ele era tão grande que eu abri os braços e fiquei rodando dentro dele, rindo como um idiota, por uns 30 segundos.

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A primeira parada da viagem é Orlando, na Flórida, para compras. Percebi rápido minha inocência quando reclamava de Brasília não ter sido feita pra pedestres: Orlando é ainda pior, é basicamente um enorme estacionamento com umas lojas no meio. Não tem metrô e ficamos uma hora no ponto pra conseguir pegar um ônibus.

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No último dia em Orlando fomos ao parque da Universal Studios, que Bethania queria conhecer. Os parques deixam bem claro porque os americanos são líderes mundiais em entretenimento. Andei numa montanha-russa com trilha sonora personalizável: você escolhe uma música e ela toca na sua cadeira durante as piruetas. Felizmente a seleção era vasta e incluía “Sabotage”, dos Beastie Boys – que foi a escolha perfeita.

Tinha também uma outra atração chamada “Disaster!”, que começava com um teatrinho simulando o casting de um filme-catástrofe onde, de repente, me entra ninguém menos do que Christopher Walken no palco do lugar. Claro que era só uma projeção em alta definição, mas era tão convincente que eu e Bethania demoramos tipo uns cinco minutos pra acreditar que ele não estava mesmo lá.

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Mas ficamos só três dias na Flórida e, na terça de madrugada, embarcamos pra Nova Iorque num voo da Delta. E aí um pequeno nerdgasm, porque o voo tinha Wi-Fi. Vale lembrar que no Brasil não me deixam nem usar o telefone em “modo avião” quando viajo. Mas o Wi-Fi era caro pra diabo, e enquanto eu me mordia de inveja ao ver uma vizinha de cadeira lendo emails no seu Macbook durante o voo, peguei uma revista de bordo e tentei fazer uma palavra-cruzada em inglês. Falhei miseravelmente.

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image Graças aos deuses do Google e as incríveis habilidades de localização hoteleira de Bethania, nosso hotel de Nova Iorque era a uns 200m da Times Square – um dos lugares mais fantásticos do mundo ocidental e o meu preferido em NY.

Nas nossas idas e vindas sempre estávamos passando por lá. Tem de tudo: caricaturistas, cowboy de sunga tocando violão e pedindo esmola, profeta do apocalipse com plaquinha “o fim está próximo”, flauta peruana, turistas russas recém-enriquecidas desfilando de minissaia (apesar do frio) e bancando a periguete, MUITA polícia (ecos do 11 de setembro, ainda fortes), e se você ergue os olhos do nível da rua, dá de cara com os luminosos das lojas, vários enormes e todos em alta definição. O mais embasbacante deles era o da American Eagle Outfitters. Era imenso e cobria a fachada da loja inteirinha num arranjo meio cubista. A propaganda de lingerie da loja era uma mocinha de 45 metros de altura saltitando no telão, de lingerie e segurando um girassol – e em uma impecável very high definition, de dia ou de noite. Era hipnótico. Bethania é que pareceu não gostar muito da minha admiração pelas belezas da, er, publicidade.

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Momento artsy-fartsy 1: no (belíssimo, saca a foto) Guggenheim, projetores exibiam vários vídeos que mostravam apenas uma velha senhora numa cadeira, praticamente imóvel e em silêncio. Fui ler a plaquinha que explicava a obra e a velha senhora era Merce Cunningham, renomada dançarina e coreógrafa, e os vídeos eram performances de dança para a lendária música de John Cage intitulada “4"33′”.

Pra entender a genialidade da obra você precisa conhecer “4"33′”, então clique aqui.

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Momento artsy-fartsy 2: começo da noite e estávamos de passagem pela Times Square (sempre ela), com pressa porque, salvo engano, era o dia de ver O Fantasma da Ópera na Broadway e estávamos atrasados. Daí eu olho pra um dos inúmeros telões e nele há uma mulher ajoelhada de costas para a câmera, nua da cintura pra cima e com um chicote na mão. E aí a mulher começa a se autoflagelar com o chicote. E meus amigos a passo apertado e alguém me pedindo pra olhar não sei o quê no mapa do metrô e eu não conseguia tirar os olhos do telão. A mulher se chicoteava sem parar e o vídeo não dava indicação nenhuma do que diabos era aquilo. E as pessoas passando apressadas e eu me perguntando se alguém além de mim tinha se tocado de que aquilo ali era a Times Square e que entre a propaganda da Budweiser e da AT&T havia uma mulher se enchendo de chicotadas. Até que me deu um estalo:

“Só pode ser Marina Abramovic”.

…que é uma performance artist sérvia-iugoslava, naturalizada novaiorquina, famosa por performances muitas vezes agressivas fisicamente (mas vastas e profundas do ponto de vista artístico), e que estava no MoMA com sua obra intitulada “The Artist Is Present”, descrita assim pelo BigThink.com:

Durante todo o tempo da exposição, até 31 de Maio, Abramovic vai se sentar em uma mesa e convidar pessoas do público a se sentar em frente a ela, para “trocar energias”.

Detalhe: Adivinha qual foi o museu que NÃO deu tempo de eu visitar? :(

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Claro que Nova Iorque não podia passar sem alguma coisa de jazz. Então, na última noite, fomos ver um set do The Bad Plus.

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Este que está aqui escrevendo no blog não sou eu, é uma duocentésima reencarnação de mim mesmo, porque eu morri umas duzentas vezes durante o show. O Bad Plus é como um Satanique Samba Trio “do bem”: correndo pra longe da música convencional, os caras navegam com uma maestria incomensurável entre modulações, dissonâncias e mudanças rítmicas de dois em dois compassos que são difíceis até de explicar. É como se as músicas deles fossem a ficção científica do jazz.

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Sobre a língua, achei que nos EUA eu ia dominar a parada com meu inglês de altíssimo nível. Só não contava com a quantidade enorme de imigrantes nos táxis, hotéis e restaurantes, e com o fato da grande maioria deles não entender inglês (é sério). Em vários momentos, como num incidente envolvendo ingressos errados comprados com uns mexicanos no hotel de Orlando, foi o espanhol de Bethania que salvou o dia.

Andamos de táxi com indiano, árabe “de raiz” com turbante e tudo, grego fanático pelo Panathinaikos, haitiano, marroquino, jamaicano…

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E andamos um bocado de metrô. Já disse que adoro metrô? Tubos de levar gente, escavados sob o chão, um dos transportes urbanos mais eficientes que existem. Não fosse por ele e não daria tempo de fazer nem metade da programação.

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Encontros randômicos com celebridades: em NY jantamos num restaurante onde estava Al Pacino. E logo que chegamos, na esteira de bagagem do aeroporto de LaGuardia, lá estava Viggo Mortensen. Bethania virou pra ele e perguntou:

“…are you Aragorn?”

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Empire State: fila enorme e segurança tipo aeroporto, com raio X e detector de metal (mais ecos do 11 de setembro). Mas a vista…

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Depois teve o momento PIMP MY RIDE da viagem: Na saída do prédio tinha um jamaicano motorista de limusine (sabe aquelas “stretch limo”, compridonas?) que se ofereceu pra nos levar até o hotel cobrando só cinco dólares por cabeça. Porque a gente tira onda, sim, mas só quando é baratinho.

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(a foto da limusine é em “modo artístico” porque não sei se meus amigos curtem mostrar a cara na internetcha)

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Estátua da Liberdade: fila enorme, segurança chata… e daí a gente tromba com outro grupo de turistas brasileiros. Papo vai, papo vem, e um dos caras reclama comigo:

“Pô, cara, mas cê é brasileiro e tá usando camisa da Argentina?”

Eu usando minha camiseta do Quarteto Fantást... digo, da Argentina.

Acho que foi meu primeiro facepalm no hemisfério norte.

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Chinatown foi o bairro do spam ao vivo: você anda dois passos na rua e alguém te aborda dizendo: “rolex watches? purses?”. Mas almocei um lo mein (macarrão) delicioso por lá.

E se você quiser cortar seu cabelo no bairro, indico a barbearia aí debaixo.

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Perto do Rockefeller Plaza tem uma loja chamada Nintendo World aonde estão expostas algumas curiosidades da empresa, como um Game Boy que sobreviveu a um incêndio na Guerra do Golfo e ainda funciona. E tem também o FAMICOM, o Nintendinho japonês. Hardcore old gamers vão se lembrar dele e talvez até deixar escorrer uma lagriminha.

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Quinta-feira à noite e lá estávamos nós na porta do Majestic para ver “O Fantasma da Ópera”, o espetáculo que mais tempo esteve em exibição na Broadway e que Bethania estava maluca de vontade de ver. Aí tá nossa turma toda na fila do teatro e eu vou no will-call da bilheteria buscar os ingressos (que compramos MESES antes pela internet, tamanha a expectativa). Entreguei o papelzinho com o comprovante da compra e o cara me responde, com aquela grosseria novaiorquina básica:

- Você pode passar aqui amanhã a partir das cinco pra pegar os ingressos.

Só então eu vi que os ingressos eram para o dia seguinte… mas, datas erradas à parte, foi um belo dum espetáculo.

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O novo papel de parede do meu computador (abaixo) foi obtido no cruzamento da Lafayette com Prince, no SoHo. Foi o bairro mais bonito que visitamos. Hipsters “classe mundial” por toda parte.

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Frase mais usada por mim em Nova Iorque: “Caralho, no GTA IV é IGUALZINHO”. Porque, caralho, no GTA IV é TUDO REALMENTE IGUALZINHO. Ter jogado o GTA IV foi, ao mesmo tempo, um grande spoiler da cidade e uma mão na roda, porque te ajuda a entender um pouco de como a cidade está organizada.

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Breve lista de muamba trazida dos EUA:

Gastei bem mais do que o planejado. Na hora do “Visa: porque a vida é agora” é tudo uma beleza, mas o duro vai ser pagar tudo isso quando vier a fatura do cartão…


Brasília: Como não amar esta cidade?

30 de março de 2010, 0:05

A segunda-feira acabou às 18:35. Eu e mais dois colegas estávamos dentro do táxi, prestes a voltar pro hotel. Como um deles quis fazer uma parada na comercial da 203 pra comprar umas frutas, o táxi desviou pra L1, na parte de dentro das quadras – que é a parte mais engarrafada de todo o trânsito local. Mas tudo bem, a frutaria fica a apenas duas quadras de distância, a 1,5km de onde estávamos, então não tinha como demorar. Mesmo porque Brasília é uma cidade planejada, e o trânsito foi especialmente desenhado para evitar semáforos e cruzamentos.

UMA HORA DEPOIS, chegamos na comercial. Fica até fácil fazer as contas e determinar nossa velocidade média: 1,5 quilômetros por hora. Se fôssemos a pé chegaríamos TRÊS VEZES mais rápido. Na verdade daria pra ir a pé fazendo paradas a cada cinco metros para fazer um moonwalk, dar uma pirueta, gritar WOOOOO! e continuar andando.

Depois de comprar as frutas, quando estávamos de saída tentando descobrir como diabos faríamos para conseguir voltar pro hotel, meu telefone toca. É o André, velho amigo e também hóspede, dizendo que acabou a luz no Setor Hoteleiro Norte todinho.

Nota: É a segunda vez em menos de duas semanas que temos três ou quatro horas de blecaute na região do hotel. A foto abaixa mostra o Eixo Monumental no dia do primeiro blecaute. Tive que subir seis andares de escada e tomar banho à luz dos faróis de carro…

Então começou o plano “B”: ir jantar em algum lugar pra esperar o trânsito melhorar e a luz do hotel voltar. O consenso foi para comermos uma boa carne, então, como estávamos parcialmente abençoados pelos deuses do reembolso de despesas, sugeriu-se o ótimo Corrientes 348, lááá na outra ponta da asa sul.

E que estava fechado.

O plano “C” era o BSB Grill, que não era muito longe. E que também estava fechado. Talvez o comércio esteja adotando uma escala de trabalho parecida com a do Congresso, sei lá.

Então tínhamos que arrumar um plano “D”, e alguém sugeriu o Fogo de Chão – este, já muito acima das nossas capacidades de reembolso e perigosamente próximo da região afetada pelo blecaute. Uma rápida pesquisa no Google e liguei pra lá:

- Restaurante Fogo de Chão, boa noite.
- Boa noite. Vocês tem… er… energia elétrica?

Já eram quase 20h quando entramos na churrascaria. O jantar foi sem pressa, já que da janela dava pra ver o setor hoteleiro todo apagado. Só lá pelas 22h a luz voltou e, finalmente, voltamos ao hotel. E aqui cabe um pequeno interlúdio hoteleiro:

Antes a equipe toda ficava hospedada no hotel Sonesta, que é tão ruim que foi extensivamente “avaliado” neste meu post. Depois de MESES de reclamações e nenhuma solução, nossa empresa finalmente cedeu à pressão e mudou todo mundo pro Nobile Suites – recém-inaugurado, situado logo em frente ao Sonesta. Aí você pensa: “Que bom, pelo menos com hotel você não está sofrendo mais!”. Bem, parafraseando um dos meus colegas da saga desta noite, o Nobile Suites tem que melhorar muito pra ficar ruim igual o Sonesta. Ele é limpo, tem água quente e internet boa, mas o serviço é TÃO RUIM que na semana passada a gerente deixou, no quarto de todo mundo da equipe, um pratinho de frutas e uma carta com um pedido de desculpas:

Temos ciência de que falhamos nos serviços oferecidos nas semanas anteriores, e estamos fortemente empenhados a mudar a imagem que a equipe da sua empresa tem de nosso hotel. (…)

Sim, claro. Depois de esperar MEIA HORA pra fazer checkin, entrei no quarto e dei de cara com essa PILHA de “empenho” aí da foto em cima da cama.

Ah, Brasília. Como não amar essa cidade?


Dicas para quem não costuma viajar de avião

11 de março de 2010, 22:14

Porque depois de sete anos voando praticamente toda semana e 211.436 milhas acumuladas (só na Tam) a gente aprende algumas coisas. Espero que alguma dica sirva pra você.

Assentos do Airbus A319 da TamUma coisa que melhora ou arruina sua viagem de avião é onde você se senta. Os aviões da Gol e Tam, em voos domésticos, tem umas 30 fileiras numeradas com três cadeiras de cada lado do avião – como o Airbus A319 aí do lado. Assentos com letra A ou F ficam na janela e assentos com letra C ou D, no corredor. Os piores são os assentos B ou E, que ficam espremidos no meio de duas cadeiras: Evite-os.

Os assentos com números menores (1 até 16) te permitem ganhar alguns minutos na hora do desembarque, mas só se você não tiver despachado bagagem, porque nesse caso sair mais rápido do avião significa apenas esperar mais pela sua mala lá na esteira de bagagem. O inconveniente deles é que se esgotam rápido no check-in e, se você não embarcar primeiro, o espaço para bagagem de mão tende a se esgotar rapidinho. Já os assentos de trás do avião (da fileira 16 em diante) te permitem embarcar mais rápido se você estiver voando pela Gol: o embarque neles é prioritário. Só que você desembarca por último, o que pode significar alguns minutos a mais mofando no avião (ou cochilando alguns minutinhos a mais, se você estiver cansado e sentado na janela).

Por sinal, para cochilar no avião os assentos das janelas são mesmo os melhores: feche as persianas para a claridade não incomodar, encoste a cabecinha na lateral do avião e “boa noite”. Eu recomendo nem reclinar a poltrona: ela reclina tão pouco que é melhor deixá-la na posição vertical pra aeromoça não te acordar na hora da decolagem e do pouso. Mas se você gosta de reclinar a poltrona, cuidado: há duas fileiras no avião onde as poltronas NÃO reclinam: a última fileira e a fileira logo em frente à saída de emergência (cujo número varia dependendo do avião, mas é sempre ali entre a 10 e a 15).

O melhor jeito de conseguir bons lugares do avião é reservá-los quando você compra a passagem. Se isso não for possível (seja porque sua empresa é quem compra suas passagens ou qualquer outra razão), a segunda melhor maneira é fazer checkin pela internet. Você pode fazê-lo mesmo que tenha bagagem pra despachar. Os assentos bons se esgotam rápido, então é bom fazer seu check-in o mais cedo possível. Na Gol o check-in pela internet abre 24 horas antes do seu voo. Na Tam são 48 horas.

Em termos de espaço para as pernas os melhores lugares são a primeira fileira e a fileira da própria saída de emergência. Só que não é possível escolher estes lugares pela internet, só ao fazer check-in no balcão mesmo. Outra dica sobre assentos: nunca vi a Tam divulgando, mas alguns dos seus aviões tem tomadas de 110V entre os assentos. Quebra um galho quando seu celular ou MP3 player fica sem bateria.

P.s.: Para assentos em voos internacionais, consulte o excelente SeatGuru.com.

Aeroportos requerem fazer tudo com antecedência, tanto que na passagem as companhias sempre escrevem algo recomendando que você chegue 1 hora antes do voo. Eles NÃO estão mentindo: Se o seu voo é as 16h, não se iluda achando que você vai conseguir embarcar se chegar no aeroporto às 15:45. O horário do voo que você vê na passagem é o horário em que o avião decola. O check-in para o voo se encerra cerca de 40 minutos ANTES desse horário, e o embarque termina uns 15 minutos depois. Se você vai viajar com pouca bagagem, essa é outra razão para fazer check-in pela internet: no caso de algum imprevisto você pode dar o golpe de joão-sem-braço e ir direto pro portão de embarque, mesmo que já tenham encerrado o check-in do seu voo. Se sua mala não for exageradamente grande, os funcionários da companhia aérea não vão reclamar de você não tê-la despachado.

Outra coisa que nem todo mundo sabe que existe: lista de espera. Funciona assim: se seus compromissos do dia acabaram mais cedo e você quer antecipar sua viagem de volta pra casa, ao invés de remarcar seu voo (pagando) você pode ir pro aeroporto e colocar seu nome numa lista de espera para algum voo antes do seu. Se ainda tiver lugares no avião quando forem encerrar o check-in do voo, os passageiros da lista podem ocupar estes lugares. Mas é por ordem de chegada: se sobraram 3 lugares e tem 10 nomes na lista, quem botou o nome primeiro leva. Até onde eu sei nem a Tam nem a Gol estão cobrando por lista de espera.

Os programas de milhagem (Fidelidade Tam e Smiles, na Gol/Varig) costumam desanimar quem voa pouco porque você ganha só 1000 milhas por voo e tem que acumular dez mil pontos pra ganhar passagens grátis. Mas mesmo que você voe muito pouco, vale a pena ter um cartão fidelidade para acumular milhas. Três motivos pra isso:

  • As milhas ganhas demoram a expirar (especialmente na Gol);
  • Para voos em horários esquisitos (tipo domingo de manhã) ou durante promoções, as companias costumam vender trechos por bem menos do que 10 mil pontos.
  • Alguns bancos e cartões de crédito que tem programa de fidelidade deixam transferir pontos do seu cartão de crédito para a Tam ou Gol.

E uma atenção especial para o Smiles da Gol: cerca de 40% das vezes que viajo os pontos dos meus voos NÃO são creditados. Se você vai voar Gol/Varig, guarde o canhoto do cartão de embarque e depois confira no site se suas milhas foram mesmo creditadas. No site mesmo você pode requisitar o crédito das milhas faltantes.

Durante o voo é perfeitamente normal que o avião chacoalhe um pouco. Se você olhar pela janela vai dar até pra ver a asa do avião se dobrando enquanto o avião balança. Isso é perfeitamente normal. Às vezes o piloto dá um alerta de apertar os cintos, as aeromoças interrompem o serviço de bordo e saem correndo com os carrinhos de comida barrinhas de cereal de volta pra cozinha: ainda assim, tá tudo perfeitamente normal. Às vezes o piloto erra a mão na aterissagem e, ao invés de tocar gentilmente com o avião no solo, ele praticamente SOCA o avião no asfalto e dá uma freada que te faz meter a cara no assento à sua frente. E adivinhe? Tudo perfeitamente normal. Aviões foram feitos pra aguentar descargas de raios elétricos enquanto voam no meio de tempestades com ventos assustadores, então não há com o que se preocupar.

Outras dicas sortidas:

  • Quer ler no avião? Compre algo antes de embarcar, porque as revistas de bordo são apenas spam dos destinos para onde a companhia aérea voa, disfarçados de reportagens. Honrosa exceção: o Almanaque Brasil, dos voos da Tam, que já andei elogiando aqui inclusive.
  • Para fones de ouvido, prefira os com algum tipo de isolamento acústico, porque a cabine é bem barulhenta. Por sinal a Anac não permite o uso de eletrônicos durante o pouso e decolagem, mas para fones de ouvido as aeromoças costumam fazer vista grossa.
  • Voar com problemas respiratórios (gripe, sinusite) pode ser perigoso por causa da pressurização da cabine. Essa eu descobri depois de passar um susto voltando de um carnaval em FloripaUpdate: O leitor Paulo Cezar (valeu!) lembra que a cabine pressurizada também tem um outro efeito colateral: potencializa efeitos de bebida alcoólica. Você fica bêbado muito mais rápido.
  • Mas se você, mesmo sem gripe, sofre com dor de ouvido durante o pouso e a decolagem, e os truques manjados (engolir saliva, beber água, bocejar) não funcionam, tampe o nariz com a mão, feche a boca, cole a língua no céu da boca e tente soltar o ar pelo nariz, com cuidado.
  • Em alguns aeroportos (*cof cof Congonhas cof*) onde seu portão de embarque muda toda hora por causa do “reposicionamento de aeronaves no pátio”, uma dica pra economizar caminhada é esperar seu voo aparecer como “confirmado” ou “embarque próximo” nas telinhas da Infraero antes de ir para o portão indicado. Dificilmente o portão muda depois desse ponto. 

E se tiver algo errado ou você quiser completar a lista, os comentários estão aí pra isso :)


O Primo NÃO recomenda: Hotel Sonesta Brasília

30 de setembro de 2009, 23:13

sonesta Em seis anos de consultoria eu já dormi em tudo que é canto: cama de resort cinco estrelas, hotel de posto de gasolina do interior do Mato Grosso… já pernoitei até em guarita de porteiro de fábrica de armas (é sério!). Mas um hotel que não era pra decepcionar e que me surpreende – no MAU sentido – a cada dia e há muito tempo é o Sonesta de Brasília – “Soneca”, para os íntimos, como eu e o Esparroman (que também já pagou uns pecados por aqui).

Não é brincadeira quando digo que o Sonesta não era pra decepcionar: o prédio do hotel é novinho, deve ter uns 3 ou 4 anos de idade. Os quartos são super bem decorados – alguns tem até varanda. Todas as amenidades de um bom hotel estão aqui: internet, academia, restaurante, sauna, piscina, serviço de quarto 24 horas e tal.

Por fora, bela viola. Por dentro… pão bolorento, como diria o sábio Chaves. Olha a LISTA de coisas que já me aconteceram aqui:

  • Comecemos pela internet, simplesmente inutilizável de tão lenta. Eu já usei internet de algumas DEZENAS de hotéis diferentes Brasil afora, e a do Sonesta é a pior de todas, de longe. É tipo o Rubinho Barrichelo num velocípede. Um absurdo para um hotel que se vende por aí como “hotel de negócios”.
  • Aí você pensa: “Ah, mas é só internet, não é a coisa mais importante de um hotel”. Concordo. Vamos então para algo um pouquinho mais sério: em vários quartos falta água quente no banho, especialmente de manhã.
  • Achou o problema da água quente no banho sério? Então engole essa: o problema da falta de água quente no banho acontece há no mínimo DOIS ANOS e até hoje não foi resolvido.
  • Além de torcer pra não pegar um quarto sem água quente, você precisa também evitar os quartos da lateral do prédio, que são minúsculos, de não sobrar espaço pra passar pro outro lado da cama. E estes são justamente os que tem DUAS camas de solteiro. Isso sem contar os quartos que ficam exatamente atrás do elevador e que são simplesmente inabitáveis por causa do barulho.

    Estes são os problemas “crônicos” – ainda tem os esporádicos, como quarto com porta que não abre ou quarto com problema elétrico onde nenhuma luz ou tomada funciona. Peguei um destes essa semana, por sinal.

  • “Por favor” e “obrigado” não são muito usados pelo pessoal do hotel. A tosquice no atendimento chegou a um extremo na última sexta, quando fui fazer meu checkout: logo após puxar minha reserva no computador o cara da recepção começou a rir quando viu meu sobrenome. Na minha frente. Aí ele viu minha cara de furioso e disse:

    - Desculpe, senhor…

    E quando eu achei que ele ia complementar o pedido de desculpas, ele me manda um:

    - …mas é que tem o Tonico e Tinoco, a dupla sertaneja!

    E continuou rindo, o filho da puta.

  • O restaurante é uma piada, tanto o serviço quanto a comida. Um dos exemplos eu já até postei aqui. Atualmente o máximo que eu peço da cozinha é um prato e talheres pra não precisar usar talher de plástico ao comer comida de um delivery qualquer… e até isso dá errado. Pausa para pequena historinha:

    Semana passada eu liguei pro restaurante do hotel, pedi um prato e talheres. Depois (repare na sequência) liguei pro Grandville e pedi um salmão grelhado com salada e cebolas empanadas pra acompanhar. “Previsão de entrega é 45 minutos, senhor”. Mais ou menos nesse tempo chega o motoboy com o salmão e a salada, mas sem a cebola empanada. Mais uns 10 minutos e ele ligou pro restaurante, confirmando que estava mesmo faltando. Daí ele saiu pra buscá-la e voltou uns 30 minutos depois. Eu comi o salmão, a salada e as cebolas (tudo muito bom, recomendo, tem em São Paulo inclusive) e já estava escornado na cama quando, DUAS HORAS DEPOIS, chega o cara do restaurante com meu prato e os talheres. Sim, DUAS HORAS, não tou brincando.

  • Update: Outro dia achei uma barata no meu quarto (detalhes neste post).

“Pô, você precisa reclamar dessas coisas com o gerente!”, você deve estar pensando. Eu comecei preenchendo os papeizinhos de “Fale Conosco” da recepção e, como não adiantava nada, acabei indo conversar com a Srta. Chananda Tubert, gerente de operações. Sobre a internet, ela disse que o hotel tem um link de 1 MBps (sim, UM MEGA, pro hotel INTEIRO) e que, se fosse pra aumentar, ela teria que começar a cobrar pelo uso. Ou seja, ela me mandou um “foda-se você” bem suave. E sobre a água quente ela ficou de verificar (versão suave do “tou cagando e andando”). Como alguns MESES depois nada mudou, eu fui no site global da rede Sonesta, escarafunchei até achar um email “global corporate” qualquer deles e caprichei no meu inglês em um email CABELUDO reclamando da incompetência da gerente. No dia seguinte ela me abordou no café da manhã e, toda simpatiquinha, me encheu de promessas de melhoria. Nenhuma delas cumprida. E isso foi há mais de um ano.

Então já sabe: ao visitar Brasília, para uma boa soneca, não fique no Sonesta: vá pro Mercure, pro Metropolitan, pro Naoum Express… mesmo que você pague um pouco mais caro.


Carnaval em Conceição do Ibitipoca

26 de fevereiro de 2009, 12:15

Bem rapidinho, em formato bullet list, porque senão eu invento moda e digo que vou fazer uma série de posts (como os do reveillon) e depois fico passando aperto.

  • Conceição do Ibitipoca é LONGE. Pra você ter uma idéia, a cidade fica uns 300km DEPOIS de Windturn City (é sério, eu passei pelo trevo de Windturn City pra chegar lá).
  • Conceição do Ibitipoca é PEQUENA. Tem tipo 800 eleitores.
  • Conceição do Ibitipoca é BONITA.

ibitipoca

  • A grande atração Ibitipoquense é o parque nacional e seus quase 1500 hectares cheios de trilhas, cachoeiras, lagos naturais e outras coisas típicas de hippongo ir visitar pra ficar fumando maconha e tocando Raul Seixas. Mas a infra-estrutura do parque é tão boa que o lugar ultimamente anda mais visitado por famílias e casais do que qualquer outra coisa.
  • A pousada onde ficamos era bem simplinha, mas tinha uma cama e um chuveiro funcionais, então tava valendo. Meus amigos todos dormiram como bebês, mas eu acordei várias vezes durante várias noites com eventos dos mais diversos, incluindo:1) Gente bêbada pós-carnaval passando pela rua às seis da manhã e gritando só de sacanagem pra acordar quem estivesse nos arredores.2) Um casalzinho que saiu da rua e que, para ter alguma privacidade, entrou na pousada e ficou se pegando ferozmente debaixo da minha janela. Literalmente DEBAIXO. Tanto que eu não aguentei, me levantei e abri a janela de sopetão, com uma cara de sono bastante convincente e vestindo só uma cueca. Os dois pararam o amasso e, ao invés de sair, ficaram travados me olhando com cara de susto. E eu lá, pensando: “Alôôu, moçada, pega a dica!”. Depois de uns dois segundos de perplexidade eu percebi que eles não iam entender meu recado só com linguagem corporal e falei: “Olha, eu estou tentando dormir aqui”. Só depois disso eles foram embora.

    3) Um barulho repentino de pessoas gritando “Aêêê!” e comemorando. Fiquei sem entender nada até que, no final da celebração, alguém gritou: “A maconha chegou!!!”.

  • Nossa rotina diária era acordar cedo e ir pro parque. Tinha que ser cedo porque, por conta de degradação e etceteras, o IEF estabeleceu uma lotação máxima de 800 visitantes diários no parque – e essa lotação máxima esgota rapidinho. Lá dentro o programa envolvia caminhadas – MUITAS caminhadas – e visita à cachoeiras e grutas – MUITAS cachoeiras e grutas.

cachoeiraibitipoca
O casalzinho ali eu não conheço, mas ficou legal, ajudou a compor a foto. Ficou bem estilo “Revista da Tam”.

  • Nessa onda de caminhada meus amigos cismaram de fazer o “desafio final”: uma trilha que dura o dia todo e onde, no total, você percorre DEZESSEIS QUILÔMETROS A PÉ.Isso é MUITO sem noção. Andando 16km eu posso, por exemplo:

    1) Atravessar o Mar Morto;
    2) Sair daqui de casa, em São Paulo (no Itaim Bibi) e ir a pé até Osasco ou até o autódromo de Interlagos;
    3) Sair da minha antiga casa em Belo Horizonte e ir até a fábrica da Fiat, em Betim;
    4) Cruzar Brasília de ponta a ponta, saindo da ponta da Asa Norte, percorrendo o Eixão todinho, passando por toda a Asa Sul e chegando até o aeroporto.

    A razão pela qual as pessoas fazem essa insanidade é porque a trilha tem um monte de atrações, entre elas o pico da lombada, a 1784m de altura (o ponto mais alto da Zona da Mata mineira)…

picodalombada

…tem também o pico do cruzeiro (com uma cruz levemente detonada porque acaba servindo de pára-ráio), as grutas estilo “Estação Dharma do seriado Lost”…

cruzeiro grutas

…e o grand finale, que é a famosa Janela do Céu: um mirante composto pela queda d’água encrustrada num cânion de pedras e vegetação que formam, bem, uma “janela” com a vista das montanhas mineiras ao fundo.

janeladoceu

Claro que a vista era linda, mas lembro que no meio da trilha eu comentei com alguém: “Os gráficos do Playstation 3 também são bonitos e eu não preciso ficar tostando no sol pra vê-los”…

Detalhe: assim que terminamos a trilha, começou a chover e tivemos, de brinde, um arco-íris absurdo de bonito, cobrindo o parque inteirinho. Talvez uma mensagem divina pra me calar a boca por conta do comentário anterior…

arcoiris

Update – Esqueci de uma coisa importantézima: avisar que o crédito de todas as belíssimas fotos é da minha digníssima esposa, todas tiradas com sua mega-boga Nikon D40.


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