Posts da categoria ‘Windturn City’


O dia em que a internet derrubou a Globo

25 de janeiro de 2007, 10:02

Aqui em Windturn City até dá pra improvisar uma internet wireless no quarto. É só ligar o celular no notebook e acessar via GPRS. É lento, caro e nem sempre funciona.

Ontem funcionou, e teve um efeito colateral no mínimo curioso…

Estou dormindo na hospedaria da fábrica de Windturn City, e aqui só tem uma tevê “comunitária”, que fica numa sala logo ao lado do meu quarto. Assim que eu me conectei, a tevê saiu do ar e começou a emitir um zumbido horroroso.

Enquanto termino este post, além do zumbido, dá pra ouvir o pessoal reclamando, mexendo na antena e, finalmente, desistindo e voltando para os quartos…


Uma imagem vale mais do que mil piadas

22 de janeiro de 2007, 20:18

Muita gente usa camiseta para exibir sua posição social. Sabe, aquelas onde está escrito “competidor”, “piloto de fuga” ou “diretoria” nas costas.

Agora, “isca viva” eu nunca tinha visto…


Tem que ser muito cabra hômi pra bancar a isca viva, rapá…

Essa aí embaixo eu vi numa feirinha, lá perto de casa. Hmm… será que ali também tem produtos endotéricos?


Produtos “exotéricos”? Talvez porque te curam de dentro pra fora?

Uma atração turística não-oficial de Belo Horizonte é a Desentupidora Rola Bosta.

Tem gente que não acredita, então eu tentei fotografar o carro da desentupidora. Mas parece que uma das letras caiu. Ou isso, ou talvez eles estejam testando uma nova abordagem mais educada com o cocô…


Olá, bosta!

Na rodoviária de Windturn City tem um quadro com uma foto aérea da cidade. Fotografei com o celular e botei aí embaixo.

Antes que você fique em dúvida, eu respondo: não, a cidade não se estende pra trás da montanha. É só isso aí mesmo.


Se você olhar bem de perto, no canto inferior direito dá pra ver uma das botas de Judas.


Pé na estrada

11 de janeiro de 2007, 9:30

Só no Rio mesmo: fui almoçar num restaurante onde os crachás dos garçons tinham LEDs que ficavam passando mensagens


O garçom passa, a mensagem no crachá também…

Ainda no Rio: Na rodoviária, em uma das filas dos guichês de venda de passagem, tinha uma senhora na fila que ficava gritando pros funcionarios trabalharem mais rápido pra fila andar e ela ser atendida: “Vaaaaamo gente!! Anda rápido aeh!!”

O ônibus que me levou pra Windturn City era velho e fedorento. Mas podia ser pior, porque na minha frente tinham duas senhoras conversando sem parar durante grande parte das quatro horas de viagem. A sorte é que elas eram surdas-mudas…

Nos fundos da pousada de Windturn City tem um refeitório, onde o café da manhã é servido. Nos fundos do refeitório tem a cozinha. Nos fundos da cozinha tem o quarto onde eu estou dormindo…


É assim, você sai do quarto de manhã e cai direto na cozinha

Pra encerrar, uma foto de um dos trailers de sanduíche de Windturn City. O visual não é exatamente apetitoso, mas eles são as únicas opções de alimentação depois das oito da noite.


O quadro de Joana D’arc ali no meio é pra proteger contra a salmonella


Adeus, motoristas

8 de janeiro de 2007, 22:27

A empresa-cliente de Windturn City tinha três motoristas, que a gente costumava usar pra nos levar/buscar no aeroporto – em Guarulhos, a três horas de distância, vale lembrar.

Um deles foi demitido semana passada. Aí hoje o Michael Jackson me liga, lá de Windturn City (estou no Rio):

- Cara.. sabe aquele outro motorista que levou a gente pra Congonhas, na sexta?
- Sim, o que tem ele?
- Ele teve um infarto. Morreu num posto de gasolina, na estrada, hoje de manhã…

É… o excesso de cigarro e de gordura cobrou seu preço. Uma pena. Ele era gente boa…


Meu coração…

26 de dezembro de 2006, 15:59

Para você que ligou agora o seu televisor:

Meu trabalho de consultoria fez com que eu viesse parar em uma cidadezinha minúscula chamada Windturn City (do latim: aonde o vento faz a curva). O trabalho aqui rende situações inimagináveis, como a que aconteceu na quinta de manhã.

A bizarrice começou instantes depois que o despertador tocou, às sete horas. Michael Jackson (o trainee que trabalha comigo) acordou, deu uma espreguiçada, e exatamente dois segundos depois começou a falar de trabalho. Mais ou menos assim.

- Yaaahhnn.. e aí cara… Ah! Tenho que te contar da reunião de sexta-feira, foi assim…

Algum tempo depois, enquanto tomávamos café, eis que chega a sobrinha do dono da pousada, junto com sua mãe. A menina era uma loirinha de uns 14 anos, no máximo. Ela se sentou com as perninhas “vesgas” (as pontas das suas sandálias-plataforma apontando pra dentro) e começou a enrolar o cabelo com o dedo indicador, numa pose absolutamente adolescente.

Aí, entre uma ou outra mordida no meu pãozinho de sal, notei que ela cochichava discretamente com a mãe. O que li nos lábios dela foi simplesmente surreal:

- Mãe… meu coração…

E apontou, numa alegria sapeca e discreta, para o próprio peito.

- …tá batendo!

Eu nem podia acreditar que ela estava falando de mim e de Michael. Não daquele jeito. Mas a confirmação veio na sequência, quando ela apontou para o próprio dedo anelar e cochichou, referindo-se a mim:

- Mas o outro é casado…

Valeu o dia. Durante o trabalho eu constantemente virava pro Michael e dizia: “Michael… meu coração… tá batendo!!!”. Essa história deu muita risada…


Pull/pulk revolving doors

29 de novembro de 2006, 13:51

Aqui em Borderline City é assim: no banheiro, as “portinholas” das privadas são de madeira nobre, envernizadas, com maçaneta, fechadura e até chave…


Um dia típico em Windturn City…

28 de novembro de 2006, 14:26

…começa às 4:30 da manhã, em Belo Horizonte. Neste horário, na noite de ontem, eu estava tendo um sonho estranho que incluía macacos que respondiam perguntas num programa de auditório. Aí o despertador tocou e eu iniciei a via sacra até o aeroporto.

Chegando lá, encontro meu colega Michael Jackson que, para minha surpresa, cortou o cabelo e arruinou o seu pseudônimo. Agora ele parece uma mistura de latin lover com RBD. Bizarro, muito bizarro.

Uma hora de sono, digo, de vôo e estávamos em Guarulhos, na greater São Paulo. Agora só faltava duas horas e meia de carro até Windturn City. Só tinha um problema. Éramos eu, Michael, o líder do projeto, um dos nossos clientes, o motorista e malas para uma semana. E tinha que caber tudo num Corsa. Por alguma graça divina, o nosso cliente resolveu que eu é quem teria que ir na frente. “Você é maior que todo mundo”, disse ele. Lição aprendida: jamais amaldiçoe seu sobrepeso…

Pouco antes de entrarmos no carro, o cliente iniciou uma conversa sobre a Herbalife. Aí eu, inadvertidamente, comecei com a gozação:

- Pois é, rola a piada de quem vende esse negócio aí é chamado de “Herbalofo”, hehehehe…

Todo mundo riu um riso meio sem-graça. Só fui entender o porquê depois que o cliente ficou mais de uma hora falando do quanto ele é fã da Herbalife, que ele toma os “shakes” todos os dias de manhã, que hoje ele usa o cinto três buracos mais apertado, que a pele dele virou outra depois dos cremes nutritivos…

O dia de trabalho foi normal. Passamos a tarde inteira numa looonga reunião. Eu sempre me divirto nessas reuniões olhando como fica a cara das pessoas quando elas botam a cabeça na frente da projeção do datashow. Às vezes o ícone do Avast do micro do Michael ficava bem na testa do nosso cliente, e eu morria de rir internamente.

Aí, durante uma discussão da reunião, o micro do Michael entrou no descanso de tela. Ele intercalava mensagens do tipo “VAMOS SUBIR GALÔÔÔÔ!!!” e fotos da massa atleticana no Mineirão. Nada mais apropriado…

Às seis o expediente acabou. Eu e Michael ainda tínhamos trabalho a fazer, mas não tínhamos como ir até o hotel. Sim, claro, estávamos em Windturn City e é ÓBVIO que dava pra ir a pé até o hotel. Só que estávamos com nossas malas, e o céu se derretia em chuva. Aí pegamos uma peculiar carona no fusquinha de um dos nossos clientes…

O hotel de Windturn City tem uma arquitetura impressionista, ou seja, é impressionante o tanto que o pedreiro fez as paredes tortas. O corredor que leva até o nosso quarto vai ficando mais estreito conforme você caminha. E a parede em volta da porta tem uma rachadura que vai de um lado ao outro, como se o nosso quarto estivesse se “destacando” do resto da casa. Mas pelo menos o hotel é limpo. Bem, é o que eu pensava até ontem: enquanto eu e Michael trabalhávamos, deu pra ouvir o dono do hotel, na cozinha, borrifando Baygon em alguma coisa. Medo…

Depois da “hora extra”, fui conhecer a academia de ginástica de Windturn City. Michael é marombeiro e descobriu a academia nas suas andanças pela grande metrópole Windturncityana. O preço? Inacreditáveis R$ 2,50 por dia.

Corri minha meia horinha básica e avisei Michael que ia voltar pro hotel. De gozação, ele me perguntou: “Mas você vai saber voltar pro hotel?”. Eu tive medo, mas consegui. No caminho, passei na padaria e comi o jantar mais barato da minha vida de consultoria: R$ 5,50 por um pão com presunto e queijo, um iogurte e um Gatorade. Deu até vergonha pedir o cara pra fazer uma nota fiscal…

Voltando pro hotel, enquanto eu escrevia este post, notei uma coceira estranha nas minhas costas. “Droga. Pernilongos”, pensei. Peguei a toalha e saí escaneando o quarto, em missão de extermínio. Foi um sucesso: em dez minutos eu matei nada menos que DEZESSETE pernilongos – e duas moscas.

Michael chegou da academia e fez uma descoberta ainda mais alarmante: no teto, no vão entre o quarto e a porta da varanda (sim, tem varanda no quarto!) tinha mais VINTE pernilongos, todos prestes a atacar. Tivemos que pegar o Baygon emprestado com o dono do hotel e usá-lo como arma de destruição em massa. Foi uma cena memorável: Michael borrifou o Baygon e, instantaneamente, os pernilongos foram caindo como… hmm, moscas.

E assim acabou o primeiro dia desta semana em Windturn City. Se eu não morrer intoxicado de Baygon, depois posto mais…


Windturn City – Você já viu?

21 de novembro de 2006, 17:26

Acabou que eu nunca botei fotos de Windturn City aqui. Bem, aí vai uma, da janela do hotel.


Borderline City Stories

17 de novembro de 2006, 8:04

Aqui em Borderline City a gente dorme dentro da fábrica. Dependendo da lotação a gente pode ficar instalado numa espécie de hospedaria ou, nos piores casos, na casa que pertencia ao vigia (é sério).

Nesta semana eu e Michael Jackson ficamos na hospedaria, num quarto onde a maior parte da mobília tem idade para ser minha avó. Mas o melhor é o banheiro: quando Michael entrou lá pela primeira vez, caiu na risada:

- Olha isso, cara…

E acendeu a luz. Ou melhor, as luzes: duas lâmpadas, de 10W cada uma, que ficam em dois “candelabros” de louça azul, design estilo 1940, um de cada lado do espelho.

- O banheiro é a luz de velas! – disse Michael.

A descrição dele estava perfeita: um banho à luz de velas seria mais claro que aquelas lâmpadas. O chuveiro ficava do outro lado do banheiro, ou seja, quase na escuridão. Michael, destemido, entrou no box mesmo assim. Assim que ele abriu o registro, deu mais risada:

- E a luz diminui ainda mais quando o chuveiro liga!!

Nossas opções de jantar em Borderline City são bem mais vastas que em Windturn City. Basta pegar um táxi e ir até a praça principal da cidade, onde você pode se deliciar com um requintado “prato executivo”. Ou então um “prato executivo”. Ou talvez um… sim, prato executivo!

Enquanto fazíamos o nosso pedido, eu não conseguia parar de olhar um objeto metálico, pendurado na cintura do garçom. Era o abridor de garrafas. Nele havia uma coisa gravada…

- Vem cá, eu preciso perguntar… seu nome é “Leitoso”?!??

Era só o apelido. Ainda bem.


Windturn City Radio Hits

8 de novembro de 2006, 7:35

Tem coisas que só Windturn City faz com você.

Hoje de manhã eu entrei no táxi pra ir pra empresa – uma corrida de uns dez quarteirões, ou seja, atravessando toda a cidade – e o rádio tocava um clássico de Gino e Geno, cujo refrão diz mais ou menos assim:

Aí eu bebo, aí eu bebo…
Bebo pacarai…
Bebo pacarai…
Bebo pacarai…


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