Pra você, que achou o 3D de “Avatar” um espetáculo

 

The Third & The Seventh from Alex Roman on Vimeo.

Aí você pensa: “Tá, ok, um vídeo sobre arquitetura e câmeras antigas?”. Sim, meus amigos, um vídeo sobre arquitetura e câmeras antigas.

Totalmente feito por computador.

É simplesmente assustador o nível de fotorrealismo que esse cara conseguiu. Eu só acreditei que era CG depois que vi o vídeo do making of de uma das cenas.

Recomendo que você assista a versão em alta definição e em full screen.

(Link via @seufelipe)

Tocando uma platéia

Da série “links legais demais para simplesmente irem ali pro Delicious”: o cara que usou a platéia de uma palestra como instrumento musical:

Bobby McFerrin, no World Science Festival, demonstrando a escala pentatônica. Uma combinação rara de alegria, paixão e aprendizagem. Duvido que você não dê um sorriso aos 42 segundos do vídeo.

Fascinante pela criatividade da demonstração e pelo fato de que a platéia (e você e eu), mesmo sem saber nada de música, sabia instintivamente o som das notas – mesmo as que ele não cantarolou antes. É isso que ele diz no final do video: “não importa onde eu vá, em todos os lugares a platéia entende”.

(link via shared items da @s1mone)

Privacidade?

Dez anos atrás e eu falava pros meus amigos sobre os perigos de se colocar a própria foto na internet.

Hoje as pessoas convidam você pra dentro da casa delas, bem no meio da sua sala de estar, para que você se sente com elas no sofá e veja a cara de surpresa/alegria/decepção delas na hora em que anunciam o vencedor do American Idol.

Mas não é só um vídeo. Achei foi um TOP 10 VÍDEOS de reações ao American Idol. E, confesso, assisti quase todos. Meu predileto é esse aí debaixo. Acho particularmente fascinante a transição da cara de “macho dominante mais velho” para “perda total de compostura” do cara no centro, e também a loirinha de óculos (na direita, mexendo no celular) que grita mas olha em volta, como quem confere se está “reagindo certo”.

São tempos muito, muito interessantes estes em que vivemos.

Assistir American Idol me lembra por que eu gosto tanto de música

No último sábado eu apresentei à Bethania um clássico do YouTube: o vídeo do “American Idol” belga onde a participante canta uma música de Mariah Carey chamada… “Ken Lee”.

Risadas à parte, isso só me fez lembrar por que eu acho música uma coisa tão legal. É que, quando a performance é tosca, não é incomum que a intenção do artista seja a mais pura possível.

Música é uma coisa acessível, talvez mais do que todas as outras artes. Mas música também é muito acessível do ponto de vista emocional. É fácil se identificar com aquilo que está tocando, mesmo que a música seja em inglês e a pessoa não saiba uma palavra do que o cantor está dizendo. Ou mesmo se o ouvinte não souber distinguir qual é o som de uma guitarra e qual é o de um violão. Ainda assim a pessoa é tocada – e de uma forma muito intensa, tão intensa que a vontade de “participar” dessa coisa chamada música fica tão grande que ofusca a noção do ridículo.

É claro que há muitos casos onde a pessoa se expõe por vaidade, mas falo aqui dos casos onde a falta de noção fica muito evidente. Como exemplos cito Delfin Quishpe, o equatoriano que canta a tristeza de ter o amor de sua vida assassinado nos atentados de 11 de Setembro…

Ou então Ednaldo Pereira, o cantor e compositor paraibano que, de tão “bom”, foi parar até no Programa do Jô.

Música é legal por isso, por ser algo que converte, facilmente, um sentimento intangível em algo tão concreto que afeta profundamente as pessoas. Aí a vontade enorme de “viver” a música – e principalmente a emoção/sensação/sentimento que aquilo representa – fica maior do que qualquer preocupação com reputação ou amor-próprio. O resultado pode até ser um mico, mas nenhum dos “artistas” dos vídeos acima pareceu arrependido…

Pra perder a esperança na humanidade

O vídeo abaixo mostra Janderval sendo entrevistado por um repórter da RedeTV após ser preso em Ji-Paraná, Rondônia, porque tentou assaltar uma padaria (que só tinha R$ 14 no caixa, por sinal).

Sim, esse é mais um daqueles vídeos estilo Jeremias. Mas esse aí me deixou muito chateado.

A tristeza começou quando reparei na atitude do repórter que, com uma naturalidade de quem estava num boteco com um amigo, ia se divertindo com a situação toda. No vídeo do Jeremias o repórter até tentava manter o formalismo de jornalista, mas agora nem isso: o juiz era citado como “homem da capa preta”, as perguntas eram feitas informalmente e sobre temas informais, como as chances de Janderval ir se sentar ou não no colo do capeta depois de morrer, e por aí vai.

Pra completar meu desalento, Janderval, que não parecia estar bêbado, drogado ou sequer preocupado com sua prisão, ainda deu respostas muito assertivas sobre seus atos. “Sou ladrão, não trabalho mais não. É minha profissão, há 10 anos”, diz ele.

E mais: roubar é a contribuição de Janderval para a sociedade. “Se eu não roubar, ninguém de vocês tem trabalho. (…) Eu gero emprego pra todo mundo: pro repórter, pro escrivão, pro delegado, pro juiz e pro promotor. Então tou aí, contribuindo para o bem de todos”.

Quando questionado sobre as pessoas que prejudica com seus roubos, Janderval, habilmente, recorre à religião: “Se Deus permitiu que eu roubasse deles é porque eles são pecadores. Ele sabe da minha necessidade. (…) Meu relacionamento não é com o Cão, é com o Senhor Jesus (…) depois ele vai lá e passa os pano, véio”.

E eu que, inocentemente, achava que esse povo estava perdido na vida e errava por ignorância ou necessidade…

(O vídeo eu vi no Boteco HardMOB)

A regra de ouro do sampling

…é a seguinte: Não sampleie músicas melhores do que a música que você está fazendo.

Sabe, isso é tão óbvio, mas só hoje me dei conta. Músicas que usam samples de músicas muito boas tendem a ser uma droga.

É um caso de matemática bizarra, onde o resultado final piora conforme você vai somando músicas boas a ele. Um exemplo: Funky Shit, do Prodigy. A música abre com um sample de Root Down, dos Beastie Boys – com Mike D gritando “Oh my god that’s the funky shit”. Desse instante em diante, meu cérebro passa a ignorar a música do Prodigy e eu só consigo pensar no quanto o Ill Communication é um disco bom…

E o mais legal é que o inverso também funciona: você soma um monte de porcarias que não valem nada e o resultado final pode ficar 10 vezes melhor que as músicas ruins todas juntas. Quer um exemplo? Girl Talk, o cara que joga um monte de maluquices no liquidificador e, no fim, serve o melhor milk shake que você já viu. Ou você acreditaria que “Bounce That”, mostrada no vídeo abaixo, usa samples de Britney Spears, Ludacris + Ciara, Elastica e Stevie Wonder?

(Por sinal esse vídeo aí não é oficial: foi feito por Matthew Soar – professor da Universidade de Concórdia, em Montreal – junto com seus alunos, como contribuição para o Open Source Cinema Project. Ficou duca.)

World’s Most Amazing

Domingo passado tive a idéia de digitar "world’s most amazing" (os mais espetaculares do mundo) na procura do YouTube. Os resultados foram… sim, espetaculares!

Gimme five!

Nos anos 80 você ficava entediado no trabalho (afinal não havia internet). Aí de repente a Microsoft fazia uma versão nova do MS-DOS. Sem aviso, tudo virava uma festa psicodélica e surgia um cientista de gravata borboleta, rimando mal (MUITO MAL) e acompanhado de 3 backing vocals.

E assim surgiu a campanha de lançamento do MS-DOS 5…