Surpresa!

Essa os leitores mais antigos vão gostar: O blog d’O Excêntrico. Tá desatualizado mas vale a leitura.

Um trecho pra vocês verem:

“Perturbação do dia: Uma vontade louca de encontrar alguém com quem me preocupar (de forma equilibrada) e a quem eu possa dar carinho, dedicação, companhia e, como não poderia deixar de ser, prazeres carnais…”

Putz, eu adoro esse cara.

Brinquedo Assassino

ChucK é uma linguagem de programação de áudio para síntese em tempo real, composições e live PAs. É programável “on-the-fly”, em tempo real, foi feita por uns malucos da universidade de Princeton.

A coisa toda é nerd demais pro meu gosto, mas eu simplesmente AMEI a foto da página inicial do site. Dois laptops, dois teclados MIDI, oito mouses e um joystick!!!!!

Um sample de maçã por dia dá saúde e alegria

Em Barcelona, no festival Sonar deste ano, Matthew Herbert gravou o som de 350 pessoas mordendo, simultaneamente, uma maçã. Se você também gravou isso e gostaria que seu som fosse incluído no próximo album do Matthey, envie para:

Bite
Accidental records
P0 box 24953
London SE23 3GS
United Kingdom

Favor enviar a gravação em CD (não mande MP3’s por email) e com seu nome, para que ele apareça nos créditos do album.

Os CDs serão recebidos até 19 de julho.
Obrigado.

(Traduzido por mim, retirado do Orkut que retirou de http://www.magicandaccident.com. Uma pena o prazo vencer hoje…)

A física dos relacionamentos

Cena: hora do almoço, eu e meus colegas indo almoçar. Rudy ia conversando com uma colega:

– Mas veja bem, eu fico incomodado com esse pessoal que compra esses carros enormes, tipo essas caminhonetes, e sai por aí. Porque, olha só: trabalho é igual a força vezes deslocamento, e para produzir força você consome energia… aí você sai de casa e no fim do dia volta pra casa, fazendo o deslocamento igual a zero e provocando um consumo de energia que não gera trabalho…

Eu me esforcei muito pra me segurar mas não resisti e tive que perguntar:

– Rudy, vem cá, como é que você consegue ficar com as meninas quando sai à noite?

2-hit combo

Dia de ontem: Pânico, raiva e desespero.
Dia de hoje: Sucesso fulminante.

Em homenagem a esse caos da consultoria, segue um post duplo. Três vivas para o Primo!

O Primo recomenda – Fennesz – Venice

Christian Fennesz gravou Venice, em 2004, em Veneza. É um disco “ambient – alternativo – experimental” que conseguiu fazer uma coisa fantástica: unir antônimos.

Venice é tranquilo e barulhento. Lânguido e vivaz. Monótono e dinâmico. Frio e emocional. Desafinado e harmônico, tudo ao mesmo tempo. É como se você congelasse um pedaço de uma música de um disco do My Bloody Valentine e esticasse-o até o infinito.

Falando assim, com tantos clichês, até parece que o disco é chatérrimo, e ele realmente tinha absolutamente TUDO pra ser ou inaudível ou um pé no saco. Mas, surpreendentemente, não é nenhum dos dois. Mais surpreendentemente ainda, Venice consegue, na sua falta de melodia e de estrutura musical, ser emocionalmente intenso.

Quem me conhece sabe que eu tendo a ser tão “emocionável” quanto uma pedra. Por alguma estranha razão, Venice foi, pra mim, não apenas mais um disco de texturas interessantes, e sim um disco bonito e que deixa uma sensação agradável, de uma saudade de algo que nunca se viu.

Bom, mas não liguem pra essa breguice que eu escrevi e ouçam o disco. Eu recomendo.

O Primo recomenda: Spider-Man 2

Muita gente detestou, inclusive gente que eu admiro. O IMDB considera o filme “overrated”. Um amigo meu disse assim:

Filme nada demais, as vezes chega a ser muito “Chaves-like” misturado com novela mexicana…

Além do mais, as filmagens foram bem tumultuadas. Tinham cenas sendo gravadas antes do roteiro ser escrito. O Tobey Maguire ficou doente, machucou o braço e o escambau.

Entretanto, depois que vi o filme, eu não podia considerá-lo como outra coisa senão uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema que eu já vi. Melhor ainda que o primeiro filme!

Na minha opinião, o que tornou Spider-Man 2 excelente foi, justamente, o que os críticos argumentam que foi a parte ruim da história: o lado humano do Aranha. Quem acompanhava os quadrinhos do herói sabia que os piores vilões dele eram o aluguel atrasado, o “azar aracnídeo”, os problemas amorosos, a falta de teia nas horas mais importantes… e é esse lado humano que tornava o Aranha verossímil, familiar e, consequentemente, um sucesso pelo mundo todo.

Alguns destaques do filme:

– O pequeno discurso da tia May sobre o porquê das pessoas admirarem os heróis, simplesmente fantástico, aposto que foi Stan Lee que escreveu.

– Dr. Octopus. Isso sim é que é vilão! Não podiam ter escolhido ator melhor que o Alfred Molina.

– Aranha e o “povão” no metrô desgovernado. Cena bonita e tocante.

– Parker, Mary Jane e o carro atravessando a vidraça da cafeteria. Finalmente devolveram o “spider-sense” ao aracnídeo…

– J.J.Jameson. Tão engraçado quanto no primeiro filme. Pelo visto ele será sempre destaque…

– Os créditos iniciais. É que eu detesto filmes que gastam cinco longos minutos só mostrando nomes na tela. Mas desta vez os nomes foram intermediados por desenhos dos personagens, em estilo HQ, e o resultado final ficou muito bom.

– Destaque ruim: os extras que faziam o papel de transeuntes assustados. Pelamordedeus, era até engraçada a expressão de pânico deles…

Agora crescem as expectativas para o terceiro filme. Todo mundo quer o Venom (embora isso seja bem improvável), há boatos de que a Gata Negra pode dar o ar da graça… eu, pessoalmente, adoraria ver o Kraven e o Lagarto. Afinal, já temos Dr. Connors e seria uma boa homenagem à excelente mini-série Tormento… mas enfim, embora eu seja suspeito pra falar, continuo recomendando este excelente filme.