Life is random

A falta de assunto pros jornalistas está chegando a níveis cada vez mais escabrosos por aqui. Duas manchetes do noticiário desta manhã:

– Garoto de 15 anos é suspenso da escola por atirar com arma de brinquedo em um colega.
– Polícia da cidade de Toronto está a procura de um atirador que têm disparado balas de paintball nas pessoas que passam pela rua.

Esqueci de contar: ontem, na academia, vi a propaganda do iPod Mini na TV. Genial.

Disco Inferno

E o programa de sexta-feira parecia ótimo: o pessoal combinou de ir a um jazz club chamado Alleycatz, em Toronto.

A coisa começou a degringolar logo que entramos no lugar, o palco tinha três pedestais de microfone, todos os três decorados com plumas rosa-choque. Confusos, perguntamos o que era aquilo e a garçonete nos indicou um cartaz anunciando a banda da noite: chamava-se “Disco Inferno” e iria tocar, hã, disco music.

Mas eu ainda tinha esperanças de me divertir e resolvemos nos sentar pra jantar. Pedi um tal de “orgasmic penne” que justificou o seu nome; estava excelente. Pena que foi a única coisa excelente da noite…

A banda era muito estranha. Tocou por 20 minutos, fez uma pausa de UMA HORA e depois voltou a tocar. E os caras tocaram muita coisa anos 80 (Michael Jackson, Cyndi Lauper, Snap… lembra do “Everybody dance now”?) e, pasmem, até os “sucessos” do momento, tipo Destiny’s Child. Disco? Sim, um ou outro Abba e o indefectível “YMCA”, do Village People. E só.

Na pausa de uma hora da banda, o som mecânico foi ainda mais bizarro: dance anos 90, R&B, popzinho MTV (tipo Gwen Stefani), depois salsa, depois uma sequência de Gypsy Kings (juro!), depois reggae… vocês se lembram que eu tinha ido a um bar de jazz né?

Pra amplificar a bizarrice, eu olhava em volta e sentia vontade de chorar. Era o oposto daquela expressão típica da night, “gente bonita”. A média de idade era de 30, 40 anos. Senhoras com idade pra ser minha mãe chacoalhavam-se no melhor estilo “Elaine do Seinfeld”. Era assustador. Os canadenses construíram um excelente país pra eles, pena que no processo eles se esqueceram de aprender a dançar…

Ainda no visual: Uma senhora tinha pendurado glowsticks (!??) nos brincos, outra usava uma bota com luzinhas que piscavam quando ela andava. Também contei diversos homens de terno e gravata, e tinha um com cara igualzinho aqueles atores de propaganda da Polishop. Eu ficava olhando pro cara, esperando que, a qualquer momento, ele se virasse e dissesse: “E não é só isso! Ligue agora para o número em seu vídeo para receber inteiramente grátis…”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *