As 12 coisas mais bizarras que já ouvi no trabalho

12) “Ahhh, faz um cheque especial comiiiiiiigo…”
(A gerente gostosona do banco onde eu trabalhava, usando estratégias diferenciadas de marketing para que eu a ajudasse com suas metas de venda)

11) “Um beijo e um brócole porque queijo engorda! Tchau!”
(Colega de trabalho, também da época do Banco, despedindo-se ao telefone de forma light)

10) “Puxa! Tem 3 meses que eu não menstruo, agora veio tudo e não aguento mais, tou igual uma cachoeira!”
(Kelly, que trabalhou comigo nos meus primeiros anos de consultoria, dando informações demais sobre sua vida pessoal)

9) “Esse tira-e-põe é normal nessas reuniões…”
(Eu, numa reunião, falando – sem a menor noção – sobre a inserção e deleção de informações em planilhas do Excel)

8) “Tende piedade, ó Satã, dessa loooonga miséria…”
(O Excêntrico, metaleiro, gótico, RPGista, nerd e funcionário de uma empresa-cliente, reclamando da vida)

7) “Como disse Sócrates, ‘Só sei….. que o Araketu é bom demais. Êa Êa Ô.'”
(Também do Excêntrico, citando filósofos… à sua maneira)

6) Ai, eu detesto planilha com esses números negativos, eu me confundo toda…
(Funcionária do Depto. Financeiro de uma empresa, responsável por um orçamento de milhões de reais, mostrando que todos os seus movimentos são friamente calculados)

5) “Mas tem como localizar os contabilistas no sistema sim, inclusive aquela que bateu no Marcelo a gente achou o endereço no sistema…”
(Alguém de alguma repartição pública, deixando escapar que o dia-a-dia do servidor público é, sim, uma luta danada)

4) “Elevador, bom dia…”
(Ascensorista de um prédio, atendendo o telefone do elevador)

3) “Banco Mercantil, Daniel, porra caralho eu tava saindo pra tomar café, mas que merda, Banco Mercantil, Daniel…”
(Colega de trabalho da época do Banco, atendendo o telefone e pensando alto ao mesmo tempo)

2) “Cara, uma vez eu estava num congresso, dando uma palestra, aí eu falei: ‘a reforma da praça tinha sido a coisa mais excitante que eu fiz em toda a minha vida’… aí um colega chegou no meu ouvido e cochichou: ‘Isso é porque você não conhece o coito anal'”
(Renomado arquiteto mineiro me contando, em uma reunião, o que realmente ergue as suas obras)

1) “Nossa!! Nossos CPFs são parecidíssimos!!”
(Kelly, minha colega predileta de consultoria, fazendo esta importantíssima constatação enquanto mostrávamos nossos documentos para o porteiro do prédio liberar nossa entrada pra uma reunião)

Pavlov – Um artista de vanguarda (parte 4)

(Leia também a parte um, dois, três e o “bônus”)

No último sabado eu estava no computador quando Pavlov chegou e se assentou ao meu lado. Estava roendo alguma coisa.

Passei a mão em sua cabeça e perguntei: “E aí, o que você está comendo?”

Instantes depois eu estava praticamente em estado de choque, completamente sem palavras: Pavlov tinha em suas garras uma nova obra de arte…


Celular
(Plástico e materiais diversos – 2007 – Acervo do artista)

Este é mais um genial trabalho plástico, um work in progress de “evisceração” de ready-mades eletrônicos. É toda a fúria animal de Pavlov, expressada em suas dentadas e garradas, buscando evocar em quem contempla seu trabalho toda uma gama de sentimentos primitivos de ódio, revolta e violência (como eu mesmo senti).

Curiosamente, o celular não ficou completamente destruído: apenas a tampinha traseira foi mastigada. Com isto, Pavlov manda uma clara e curiosa mensagem de que “sem a casca, o conteúdo perde o valor” e, assim, confronta o valor estético do aparelho contra seu valor funcional. E neste confronto apenas o artista sai ganhando…

Palio preto ou prata é uma praga

Hoje vi no Sampaist um comentário sobre uma nota da Glória Kalil sobre o fato dos carros em São Paulo terem apenas cores monótonas (leia-se preto e prata).

Curiosamente, meu carro é preto, e por pouco eu não compro (a MUITO contragosto) um prata – Bethania salvou o dia ao achar, aos quarenta e sete do segundo tempo, um outro modelo em preto, pronta-entrega, e mais barato.

Talvez a culpa seja mesmo das montadoras (conforme aponta um comentário do post), que não deixam nada para pronta-entrega sem ser preto ou prata. Mas talvez as montadoras não tenham outras cores porque o cliente não compra nada sem ser preto ou prata – teoricamente são as cores que mais saem na hora de revender o carro. Típico caso do dilema Tostines. Ou seria apenas o fato do brasileiro ser meio “mosca morta” na hora de decidir as coisas por conta própria?

O fato é que isso me incomoda mais do que eu gostaria. Aqui em Belo Horizonte, além da combinação preto/prata, a frota é ainda mais homogênea porque uns 70% dos carros que circulam são da Fiat. Sei lá, talvez seja a montadora logo ali em Betim, mas o fato é que às vezes eu páro num sinal e me dou conta de que na minha frente tem um Palio, atrás tem um Uno e do lado tem mais dois Palios. Tudo prata.

Como emagrecer indo ao psicólogo

Este post nasceu de uma conversa que tive ontem com Bethania, minha digníssima esposa. A gente estava comentando sobre o tanto que, nas empresas, as pessoas tentam resolver os problemas de forma errada, perdem tempo, fracassam e botam a culpa no mercado, no Lula, na corrupção, no aquecimento global, em macumba… mas nunca em si mesmos. Isso também vale para a “vida pessoal das pessoas humanas”. E considerando que Bethania, eu e mais 98% do mundo ocidental têm vontade de emagrecer, um assunto acabou puxando o outro.

Uma coisa muito legal que aprendi nessa vida de consultoria é uma receitinha para analisar e resolver problemas de um jeito que funciona. Funciona tão bem que serve até pra acabar com a barriga.

(Nesse ponto eu tenho certeza que meus colegas consultores que lêem esse blog já devem estar rolando de rir, mas eu vou continuar assim mesmo. Até porque eles podem rir um pouco mais…)

Resumindo, tudo que você precisa fazer é:

1) Defina bem seu problema

No caso do emagrecimento isto significa “entender a sua gordura”. Parece piada, mas você já parou pra pensar se seu peso varia durante o ano? Você sabe se engorda mais no inverno (já que frio dá fome) ou no verão? Você sabe se seu problema é o “efeito sanfona” ou se você sempre foi gordo? Quando você tenta responder essas perguntas acaba descobrindo que seu esforço de emagrecer pode ser muito mais focado: por exemplo, você pode concluir que basta atacar a comilança de inverno que a maior parte do problema se resolve.

Além de definir bem o seu problema você precisa definir bem aonde quer chegar, ou seja, precisa de uma meta. Tem que definir quanto peso você quer perder e até quando você vai perdê-lo. Além disso você precisa acompanhar frequentemente o quanto seu peso está diminuíndo. Isso faz toda a diferença: sem metas seu regime vai parecer que não está caminhando pra lugar nenhum. Sem acompanhar o resultado, vai parecer que seu esforço não está fazendo efeito, e aí você vai acabar se juntando àquela turma do “sempre fiz regime mas nunca funcionou”.

2) Descubra as causas fundamentais

Esse é o grande segredo. Quando as pessoas pensam nas causas dos pneuzinhos, a primeira resposta normalmente é “porque como demais” ou “porque não faço exercícios”, e acha que basta fechar a boca ou ir pra academia. Mas ninguém se pergunta POR QUÊ come demais ou POR QUÊ não faz exercícios, e é na resposta a esses “porquês” que está a causa real do seu problema. Uma garota poderia dizer que come demais porque é ansiosa, e nesse caso, antes de inventar qualquer regime ela precisa tratar a ansiedade (daí o título deste post). Outro homem talvez diga que não faz exercícios porque eles são tediosos ou porque tem vergonha de mostrar seu corpo feio no meio de gente musculosa. Esse cara poderia muito bem trocar a academia por um futebol com os amigos: é mais divertido e a alta probabilidade dos amigos serem feios e gordos como ele (afinal, homem é tudo feio) manda a vergonha toda embora.

Mas a análise não precisa parar por aí. A menina ansiosa pode descobrir que anda ansiosa porque tem um problema com o namorado. E aí o que ela realmente precisa fazer não é nem ir à academia, nem ao psicólogo, e sim dar um pé na bunda do salafrário. Aposto que você nunca imaginou que poderia emagrecer terminando um namoro, mas é a mais pura verdade. A dica, neste caso, é: não pare no primeiro “porquê”. As causas podem ter outras causas, e estas outras causas terem também outras causas ainda mais obscuras. Saia perguntando os “porquês”. Quando você não souber mais responder, voilá! Eis a sua causa fundamental.

3) Ataque apenas as causas fundamentais

Essa é a hora do “morrer na praia”: a pessoa analisa direitinho seu problema de gordura, se pergunta o porquê de tudo, descobre as causas reais do “engordamento” e, no fim, começa uns “regimes das sete luas” misturados com “a nova alimentação macrobiótica do Dr. Atkins”. E não emagrece.

Não tem escapatória: quando você for definir o que vai fazer para emagrecer, tem que pensar APENAS em atacar as causas fundamentais que descobriu anteriormente. E em NADA mais. Eu entendo que aquelas barrinhas que a Luciana Gimenez vende no Superpop parecem realmente milagrosas. Eu até reconheço que aquela sua amiga tenha perdido 400 Kg só comendo Herbalife. Mas o SEU problema não é esse, o SEU problema tem causas só suas, e é elas que você precisa resolver. Parece simples, mas muita gente se embola nesse ponto.

É isso. Depois conte aí nos comentários se você, finalmente, conseguiu emagrecer usando esse “método Primo” aí. Ou me xingue. Ou dê uma idéia melhor. Comentários são pra isso, meu filho: pra democracia. Fala que eu te escuto.

What goes around comes around

O divertido de ter um blog é o feedback: Começa quando você escreve um post simples, falando como foi a balada do sábado à noite.

De repente o DJ da noite pipoca no seu MSN porque ficou alucinado com os elogios:

cara eu tenho que agradeçer pelo que vc escreveu no blog … eu nao tenho nem palavras pra te falar … foi du caralho … fiquei feliz que vc gostou do meu set….e mais uma vez muito obrigado ! ! ! !

Algum tempo depois o vocalista da banda (horrível) da noite aparece no seu orkut:

De início eu achei que o comentário era sarcástico mas, agora, pensando bem… talvez o moleque saiba que, como diz o ditado, “não existe publicidade ruim”.

A prova do posto

Ontem eu inventei de aspirar o carro num posto de gasolina, usando aqueles aspiradores de ficha.

Abri o carro todo, tirei os tapetes, botei a ficha na máquina. O aspirador ligou e o display mostrou quanto tempo eu teria pra usá-lo – 0:59.

Pânico total: pulei dentro do carro e saí aspirando alucinadamente. Parecia uma daquelas provas do Domingo Legal. Só faltava o Gugu gritando “Temmmpoooooo!” e aquela musiquinha: “Uma uma uma hey! Uma uma uma hey! Papa! Parararapá!”.

Terminei de aspirar faltando dois segundos para o tempo acabar. Aí fiquei olhando para o display: Dois… um… zero… 0:59… 0:58…

E só então entendi que o display dos minutos estava estragado e só mostrava “zero”.

Depois da “prova do posto” resolvi comprar um caldo holandês (mandioca com frango) no Sukão, na rua Padre Eustáquio. É o melhor caldo de Belo Horizonte, e tinha um tempão que eu não tomava.

Enquanto esperava, fiquei olhando a TV do lugar, que obviamente estava ligada na novela. E notei uma personagem meio familiar…


Hermínia (Débora Duarte): uma versão velha/gorda de Chloe O’Brien (da série “24 horas”)?

Consultoria é…

…entrar numa reunião e NÃO cair na gargalhada ao perceber que seu colega escreveu “SOLFTWWARE” num relatório.

Ééé amigo… são anos de prática pra chegar nesse nível de imunidade a erros de português.