Bookmarks esquecidos na gaveta

E nesse meu processo de testar o Firefox 3 beta 5 para ver se ele, finalmente, chegou no nível do Opera (hehe), inventei de importar meus bookmarks do Opera no Firefox.

Só que, há ANOS, eu nem mexia nos meus bookmarks do Opera.

Acabei revendo muitos sites interessantes, alguns arquivados anos atrás, em eras onde não existia RSS ou delicious. Saca só:

  • The Scene – Uma minissérie, feita para a web, sobre um “release group” – hackers responsáveis por pegar filmes e botar na internet antes que eles saiam no cinema. O mais legal é que ela é 100% fiel do ponto de vista de tecnologia: o vídeo mostra o que acontece na tela do computador dos caras e é tudo baseado em pesquisas reais sobre como os grupos atuam, que ferramentas usam, etc. Eu acho até que a série foi produzida por um release group real.
  • Ishkur’s Guide to Electronic Music – Um guia ultracompleto de tudo que rolou nos 40 últimos anos da música eletrônica, com samples de cada gênero e comentários (bem humorados).
  • Trendalicious – Ranking em tempo real das 100 páginas mais populares de acordo com o del.icio.us, digg, e reddit. Hoje uso o Popurls para esse tipo de coisa.
  • Transcrições dos diálogos de TODOS os episódios de Friends. Para quando você precisar saber em qual episódio Chandler fez *aquela* piada engraçadíssima.
  • Cooking by numbers – Tem um listão de comidas na página. Você clica indicando o que tem disponível na sua casa e o site te dá opções de possíveis receitas.
  • Versão do clássico “Campo minado”… em 3D.
  • Coleção ENORME – não, você não entendeu, ENORME MESMO – de GIFs animados de videogames. Excelente para achar papel de parede pro celular.
  • Todos os DJ sets tocados no Chillits, um festival anual de música ambient2007, 2006, 2005, 2004, 2003, 2002, 2001 e 2000 (os dos outros anos não foram gravados). Foi aí que eu descobri DF Tram, um dos maiores gênios do gênero.
  • Blentwell – De longe o melhor lugar para DJ sets na internet.
  • Pop Experiment – Ilustrações lindas de morrer. Na época era um site estático, hoje descobri que virou um blog e continua atualizado.
  • Tabela com a programação da TV norte-americana – Essa eu ainda uso, você se cadastra e filtra só os seriados que acompanha pelo, er, “torresmo”…
  • Camisa Online – Você manda a estampa e eles imprimem. Meio que um Camiseteria de pobre 🙂
  • Vídeo do Gato Fedorento (grupo de humoristas portugueses) intitulado “Primo Zé Carlos“. Como é o meu nome é ainda mais engraçado.
  • Webcam em Belo Horizonte, no topo da CEMIG. Para matar a saudade. Note que ela ainda funciona positiva e operante num domínio GEOCITIES!
  • Bash.org – Repositório de citações de IRC. Para nerds das antigas e para quando a largura de banda tá faltando (o site é megarápido, só texto e HTML simplão).
  • Let them sing it for you – Digite qualquer coisa (em inglês) e o site “canta” pra você usando palavras sampleadas de músicas reais.

Já que música é impopular por aqui…

Então eu tenho um comunicado a fazer. Na verdade, dois:

1) A partir de hoje eu NÃO vou mais falar de música neste blog…

2) …porque a partir de hoje eu escrevo sobre música no Impop, junto com Tiagón Casagrande!

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Já tem até um post inaugural meu lá, batizado de “Do que é preciso para fazer 10 minutos de música“. Em tempo: o que eu já postei sobre música por aqui, aqui ficará, arquivado na categoria “música”.

Agora, prosseguindo com nossa programação normal…

Do que é preciso para fazer 10 minutos de música

Porque vivemos na era do rapidshare, do speeddating, do quicktime e do fasttracking.

Nem todo mundo anda com tempo de ouvir música comprida. Exemplinho: lembra do Daft Punk? Fez “One More Time”, que tem 6:05 minutos na sua versão original. Aí botou pra tocar no rádio. E o rádio não tinha “time” para “one more time” inteira, então passaram a faca no break de dois minutos que ela tinha bem no meio, sem cerimônia. Dois minutos, cara! “Dá pra tocar uma Rihanna nesses dois minutos”, devem ter dito.

Aí tem gente que faz músicas com oito, dez, vinte minutos. Algumas são tão boas que é o resto do mundo que pára para elas tocarem. Assim, para inaugurar minha participação neste blog (primeiro post êêê!), aqui vai meu TOP 10 músicas longas.

10) “Everything lay still”, Colleen (10 minutos e 47 segundos)
Imagine que você ficou preso dentro de uma caixinha de música…

9) “Another near miss”, Laura (8 minutos e 51 segundos)
Laura é australiana e muito interessante. Esta faixa fecha o disco “Radio Swan is Down”, a obra-prima da banda. Mas atenção para o spoiler: a música morre no final.

8) “13 angels standing guard ‘round the side of your bed”, A Silver Mt. Zion (7 minutos e 22 segundos)
É exatamente como 13 anjos da guarda em volta da sua cama soariam. E o engraçado é que esta faixa é uma exceção no trabalho normal do A Silver Mt. Zion, que normalmente faz música bem mais seca e difícil. (Curiosidade: “A Silver Mt. Zion” é apenas um resumo do nome correto da banda, “Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band”)

7) “Autobahn”, Kraftwerk (22 minutos e 43 segundos)
A música é mais velha que eu. E os mais velhos tem muito a ensinar. Vovô Schneider e Vovô Hutter já sabiam, há 34 anos, como construir belas experiências através de música – até mesmo experiências como a de viajar de carro.

(p.s.: descanse em paz, Klaus Dinger)

6) “Milano”, Sigur Rós (10 minutos e 25 segundos)
O segredo da boa música longa são longos crescendos que desembocam em momentos de completa apoteose sonora, guitarra esmigalhando, bateria destruíndo, etc., como a que acontece bem no meio de “Milano”. Você nem repara a voz de mulherzinha do vocalista….

5) “First breath after coma”, Explosions in the sky (9 minutos e 33 segundos)
É como “Milano”, mas não tem vocalista com voz de mulherzinha. De fato, não tem vocal nenhum. Mas muita coisa é dita pela melodia das guitarras.

4) “TNT”, Tortoise (7 minutos e 33 segundos)
Essa música me lembra um amigo que, ao ouví-la pela primeira vez, fez uma cara inesquecível de “estou absolutamente fascinado com essa bateria”.

3) “Djed”, Tortoise (20 minutos e 59 segundos)
Os caras do Tortoise parecem se relacionar com a música em um patamar diferente das pessoas comuns. É como se eles morassem naquele andar 7 e 1/2 do filme “Quero Ser John Malkovich”.

2) “La canción de gurb”, Migala (8 minutos e 30 segundos)
É meio que uma versão mais longa para “Gurb’s song”, gravada três anos antes. “Gurb’s song” conta, com um inglês cheio de sotaque español, a história de um amor súbito e incrivelmente intenso. E “La canción de Gurb” mostra, sem vocais mas com incrível nitidez de detalhes, a intensidade desse amor. Ouça com fones, bem alto.

1) “Storm”, Godspeed You! Black Emperor (22 minutos e 32 segundos)
Storm é perfeição. Primeiro a música sobe aos céus num looongo e maravilhoso crescendo de 10 minutos. Depois você é arrebatado por sete minutos da “tempestade” que dá nome à faixa. E o que resta pelos últimos cinco minutos não é a bonança, e sim uma paisagem destruída, pós-apocalíptica, magistralmente bela em sua tristeza profunda.

Eu conto na mão esquerda do Lula as bandas que eu tenho vontade de ver ao vivo. O GY!BE é a banda do dedão, a primeirona da lista. Reza a lenda que o som ao vivo é tão alto que o público tem que ir se afastando do palco aos poucos. Eu acho que nessa hora eu também me afastaria. De joelhos.

O cérebro tem um estoque limitado de força de vontade

Sim, você leu certo. Deu no NY Times, num artigo intitulado “aperte o cinto, fortaleça a mente“. Ele é tão interessante que eu preciso traduzir uns pedaços pra vocês lerem. Os grifos são meus:

Com a possibilidade cada vez mais concreta de recessão, muitas famílias americanas podem estar planejando “apertar o cinto” financeiramente. Mas o interessante é que restringir os gastos, no curto prazo, pode acabar fazendo o cinto das calças afrouxar. A conexão entre as duas coisas é que o cérebro tem uma capacidade limitada para se controlar, de modo que gastar força de vontade em uma área pode levar à recaídas em outras. (…)

O estoque de força de vontade do cérebro se esgota quando as pessoas controlam os pensamentos, sentimentos e impulsos, ou quando elas modificam seu comportamento para atingir uma meta. O psicólogo Roy Baumeister e outros pesquisadores descobriram que pessoas bem-sucedidas em uma tarefa que requer auto-controle são menos persistentes nas tarefas subsequentes (…)

Em um estudo pioneiro, um grupo de pessoas, prestes a tentar resolver um quebra-cabeças impossível, recebeu rabanetes para comer enquanto outro ganhou biscoitos de chocolate assados na hora. O grupo que ganhou rabanetes levou oito minutos, em média, para desistir do quebra-cabeça – menos da metade do tempo que o grupo que comeu biscoitos (ou que não quis rabanete) gastou trabalhando no mesmo quebra-cabeça. Em outro estudo semelhante, pessoas obrigadas a circular todas as letras “e” numa página de texto demonstraram menos persistência para assistir um vídeo com uma mesa e uma parede onde nada acontecia.

Outras atividades que esgotam a força de vontade incluem resistir à comida ou bebida, reprimir respostas emocionais, suprimir impulsos agressivos ou sexuais, fazer provas ou tentar impressionar alguém. A persistência também reduz quando se está estressado ou cansado por esforço físico ou falta de sono.

Mas o que limita a força de vontade? Alguns sugerem que a resposta está no nível de açúcar no sangue, principal fonte de energia para as células do cérebro (…). O auto-controle reduz o nível de açúcar no sangue, o que reduz a capacidade de continuar mantendo este auto-controle. Pessoas que bebem um copo de lemonada no meio de uma tarefa que requer força de vontade, depois outro ao começar uma segunda tarefa, mostram bons resultados em ambas, ao passo que pessoas que bebem limonada diet cometem mais erros na segunda tarefa do que na primeira. (…)

Foco contínuo no resultado é importante, já que a força de vontade aumenta com o tempo e se fortalece com o uso – como um músculo. A idéia de exercitar a força de vontade pode ser vista no treinamento militar, onde recrutas são treinados para superar desafios um atrás do outro.

Em estudos psicológicos, mesmo coisas simples, como escovar os dentes com a mão não-dominante por duas semanas, pode aumentar o estoque de força de vontade. Pessoas que cumprem rigorosamente um programa de exercícios por dois meses relatam ter reduzido seus gastos por compulsão e seu consumo de fast food, álcool e cigarros. Elas também estudam mais, assistem menos TV e fazem mais trabalho doméstico. (…)

Fiquei sabendo disso via Kottke, meu blogueiro predileto. Faço minhas as palavras dele sobre o assunto:

“Isso explica tanta coisa“!

Mentiras que gostaríamos de ver

Mas nada de mentiras clássicas de primeiro de abril, tipo “Bush morreu” ou “iPhone no Brasil mês que vem custando R$ 400”. Pensei em algumas coisas mais elaboradas, como…

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O Orkut entrou rapidinho no espírito de primeiro de abril…

José Simão é demitido da Folha de São Paulo

A partir desta semana o caderno “Ilustrada” não contará mais com a participação do irreverente jornalista, que foi demitido da Folha de São Paulo na última semana. Segundo a editoria do jornal, o motivo da demissão foi um reposicionamento do conteúdo do caderno: “A coluna era boa, engraçada, mas caiu na mesmice. Já deu”, diz um dos editores.

Entre os leitores, a opinião é que, de fato, a coluna havia perdido seu brilho: “Já era hora, o repertório de piadas dele acabou. Eu lia a coluna e via um monte de piadinhas que já circularam por email”, diz um leitor. “Ele alardeava o Brasil como ‘o país da piada pronta’ e ele mesmo era o colunista da piada pronta”, acrescenta outra leitora. José Simão não foi encontrado para dar entrevista, mas um amigo próximo, Antonio Tabet (ex-Kibe Loco, hoje também desempregado) informou que ele está tentando retomar a carreira na revista Caras.

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No YouTube, você clica em qualquer vídeo “featured” e leva um Rick Roll!

Fim do imposto de importação começa a valer nesta terça

Os produtos importados, normalmente tributados em 50% do seu valor quando entram no país, ficam mais baratos a partir de hoje.

A medida é resultado da reforma tributária, aprovada em sessão histórica do Congresso no mês passado. O consumo de eletrônicos importados, CDs, DVDs, perfumes e vários outros itens deve aumentar, mas isto não é preocupação para o Ministério da Fazenda que incluiu, no novo pacote tributário, uma série de medidas para consolidar o fortalecimento do mercado interno brasileiro. Segundo o ministério, “os importados já não são mais uma ameaça. A alíquota de 50% era claramente protecionista e era necessária para um país ainda sem condições de competir num mercado mundial. Mas hoje o cenário é diferente, o amplo superávit da balança comercial – e a maturidade da indústria brasileira – permitem essa abertura”.

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Lançado hoje, o “Custom Time” do GMail permite mandar emails com hora marcada. Inclusive horas que já passaram.

Chegam ao mercado novas baterias de lítio-íon, com carga até 50 vezes maior

Os primeiros produtos com a nova geração de baterias de lítio-íon, que duram até 50 vezes mais que as comuns, começaram a ser vendidos hoje. Laptops com as novas baterias podem funcionar por até uma semana e celulares podem ficar até oito meses sem precisar de recarga.

As novas baterias são fabricadas por um processo onde as moléculas do núcleo são reposicionadas por potentes eletroímas, o que garante que 99% dos íons de lítio armazenem (e produzam) carga elétrica sem perdas de energia por calor. O processo, descoberto por universitários britânicos, foi registrado sob a licença Creative Commons, o que impediu o registro de patentes privadas e fez com que todos os fabricantes pudessem adotar o novo processo em tempo recorde.

As novas baterias também dispararam uma corrida de lançamento de novos produtos eletro-eletrônicos, antes inviáveis pela baixa capacidade das baterias comuns. Entre os lançamentos há desde chuveiros elétricos portáteis para acampamento até pernas robóticas para deficientes físicos.

Aproveite e divida comigo seus desejos de primeiro de abril aí nos comentários…